6.8.09

Portabilidade: já é hora de trocar de operadora?


Logo no início das operações de portabilidade numérica em São Paulo, fiz um post em que recomendei aguardar um pouco, já que a estrutura era nova e os números de pedidos iniciais seria grande. Acreditei que haveriam erros e atrasos no processo de transferência do número de celular ou fixo de uma operadora, para outra.

Alguns meses se passaram e resolvi eu mesmo solicitar a portabilidade numérica do meu celular, para avaliar e conferir o processo de portabilidade. Pedi a transferência para operadora Oi que chegou recentemente em São Paulo e assim, também poderia conferir a qualidade da rede da Oi e o seu serviço de acesso à internet 3G.

Vamos lá:

PORTABILIDADE
Fui até uma loja Oi com RG, CPF e comprovante de endereço em mãos para solicitar a transferência do meu número de celular. O processo na loja é rápido; e o atendente informou que o prazo comum é de 5 dias úteis, porém haviam casos que foram conluidos em 3 dias.

Saí da loja com um chip da Oi ainda inoperante, enquanto meu chip da Tim continuava a funcionar normalmente. Já na manhã do terceiro dia, o chip da Tim não tinha mais sinal e o da Oi passou a funcionar. Fui avisado que eventualmente nenhum dos dois chips funcionaria por algumas horas durante a transferência mas se isso ocorreu, foi enquanto eu dormia.

Ouvi comentários que na operadora Vivo o processo de transferência também acontece no prazo de 3 a 5 dias. Porém na Vivo você já sai da loja com o chip novo, operando sob um número de celular provisório. Assim o processo de portabilidade fica completamente transparente para o usuário final.

Uma recomendação: prefira solicitar a portabilidade pessoalmente ao invés de optar pelo telefone. Ouvi o relato de uma pessoa que solicitou a troca de operadora, porém quando o pedido é feito por telefone, é necessário esperar a entrega do novo chip em casa. No caso desta pessoa, o novo chip demorou mais de 10 dias para ser entregue.


OPERADORA OI
Em São Paulo a Oi começou a operar há pouco tempo. Por conta disso há pouca informação sobre a qualidade do serviço.

Logo que meu chip Oi começou a operar, ele indicada apenas o nome "Oi". No dia seguinte eu solicitei a ativação de um pacote 3G; e a partir de então meu celular indica uma nova rede chamada "3G Oi".

Quando estava ainda na rede tradicional "Oi", notei que ao percorrer por diversos bairros de São Paulo num mesmo dia, o sinal desaparecia com bastante frequência, mas logo retornava. Porém depois que passei a utilizar a rede "3G Oi" essa instabilidade diminuiu.

De qualquer maneira, acredito que a rede da Oi ainda esteja em fase de expansão e a instabilidade seja mais frequente que em outras operadoras. Esse foi um risco que já tinha assumido, ao escolher essa operadora.

Já o serviço 3G considerei bastante satisfatório. Todas as vezes que utilizei durante essa primeira semana, a velocidade foi boa, fiz inclusive um streaming de vídeo com certa agilidade. De qualquer forma, particularmente acredito que não se trata de nada muito superior aos concorrentes, mas atende minhas necessidades.

CONCLUSÃO
Vejo que hoje o processo de transferência já ocorre com certa tranquilidade. As operadoras também já começaram a briga comercial, oferecendo diversas ofertas para atrair novos clientes.

Se você está insatisfeito com sua operadora, acredito que vale a pena avaliar os planos da concorrência e experimentar uma outra operadora. Caso não agrade, você pode imediatamente trocar para outra ou voltar para sua operadora antiga. No caso da Oi por exemplo, não existe qualquer contrato de fidelidade, pode-se cancelar o serviço a qualquer momento. É importante observar esse detalhe durante o contrato.

Essa recomendação só não vale para quem possui um plano antigo, pois nesse caso é preciso considerar se realmente haverá vantagem econômica na transferência, já que em geral, o custo por minuto excedente dos novos planos é bem superior ao valores praticados alguns anos atrás.

Para encerrar, aviso que ouvi muitos comentários sobre a deficiência do telemarketing e serviço de pós-vendas de todas as operadoras do mercado. Acredito que esse é um ponto em que o consumidor não tem para onde correr. Ainda não há nenhuma operadora no mercado que ofereça um bom serviço de suporte ao cliente eficiente. Esse não pode ser o seu critério de escolha, pois tenho certeza que você ficará frustrado com qualquer operadora que escolher.


Caso tenha alguma experiência que queira compartilhar, deixe um comentário nesse post!


Crédito da foto: William Hook (creative commons)

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3.8.09

Bate-papo com Mark Zuckerberg, fundador do Facebook


Eu e mais um pequeno grupo de autores de blogs, fomos convidados a participar de um bate-papo informal com Mark Zuckerberg, que faz uma visita ao Brasil.

Segue aqui um post com minhas impressões sobre o bate-papo. Tentarei abordar algumas das perguntas que foram encaminhadas pelo Twitter enquanto estávamos no bate-papo, mas não vou me preocupar em tocar em todos os assuntos que foram discutidos, afinal teremos também outros blogs comentando esse mesmo bate-papo. No final do post vou relacionar os links dos artigos escritos pelos blogueiros convidados.

Achei muito interessante a visão que Mark tem do Facebook. Na conversa, ele tentou enfatizar de várias maneiras, que sua rede não é apenas um serviço para conectar pessoas. Ele não vê interesse na simples conexão de pessoas. É necessário que ocorra a interação e o compartilhamento de informação para que a rede ganhe valor e ofereça algum benefício aos seus usuários.

Assim, dentro do Facebook, todas as iniciativas que surgem buscam atender à filosofia de promover o compartilhamento.

Outro fator importante é a preocupação em deixar na mão do usuário a decisão pelo o que fará parte do conteúdo do Facebook, e isso acontece de várias formas. Uma delas são os aplicativos do Facebook. Seja um game ou um serviço, qualquer aplicativo produzido por terceiros pode ser livremente incorporado ao banco de aplicações do Facebook, mas ele só ganhará usuários caso haja interesse espontâneo.

A construção de uma interface adaptada ao idioma do usuário também segue essa mesma lógica. Ao invés de construir uma interface própria em outro idioma, o Facebook optou por construir um aplicativo que permite ao próprio usuário construir o banco de tradução da interface. Ou seja, não foi imposto ao usuário quais seriam os idiomas que fariam parte da interface. É a iniciativa dos próprios usuários que faz surgir interfaces para cada idioma.


Um ponto que chamou a atenção é a aparente falta de estudo específico sobre o perfil dos usuários conforme sua região. Isso se dá justamente pela preocupação em não privilegiar nenhum grupo de usuários. Parece que não há, por exemplo, nenhum estudo sobre as diferenças do comportamento ou necessidades específicas do usuário brasileiro em relação ao resto do mundo. Mas isso não significa que sua participação não seja notada.

A equipe do Facebook notou, por exemplo, que as aplicações de interação sociais que estimulam a brincadeira atraem bastante os usuários brasileiros. Mark também comentou que o volume de usuários do Brasil dobrou nos últimos dois meses. Esse dado chamou tanta atenção que estimulou a visita dele ao Brasil, porém ele não sabe dizer quais as razões desse rápido crescimento.

Nós, nesse sentido, talvez tenhamos mais informações. Sabemos que no Brasil a rede mais popular até então é o Orkut e essa popularização se deu justamente a partir do momento em que sua interface passou a oferecer a opção de escolha do idioma.

Sabemos também que a popularização trouxe um grave problema: o excesso de informação não solicitada. O spam cresceu e os usuários começaram a buscar alternativas.

Dentre as diversas redes existentes hoje, em geral os usuários brasileiros estão migrando para o Twitter e o Facebook. Por isso provavelmente o aumento na frequência de novos usuários nos últimos meses.

Mark inclusive comentou sobre essa possível concorrência entre o Twitter e o Facebook. Para ele, não há muito com o que se preocupar pois ele entende que o Twitter não oferece o mesmo serviço. Na sua visão, o Twitter é uma ferramenta muito específica, utilizada essencialmente para a troca de dicas e novidades. Já o Facebook é uma plataforma repleta de serviços, todas com foco no compartilhamento.

Minha impressão é que Mark é definitivamente uma pessoa muito jovem que segue uma estrutura de pensamento condizente com um paradigma diferente daquele que o mercado empresarial está acostumado a seguir. Ele não demonstrou uma visão de mercado rígida com foco exclusivamente no lucro (a qualquer custo).

Sua vinda ao Brasil tem como objetivo estimular a produção de aplicativos que sejam incorporados à sua plataforma. E com isso, promover a criatividade para que apareçam novos serviços de interação e compartilhamento.

Amanhã, às 11h, ele fará uma palestra em São Paulo que será transmitida pela web em um canal dentro do próprio Facebook. Para acessar, entre em http://apps.facebook.com
/livefrombrazillive/
.

Por fim, clique aqui para ver um pequeno trecho em vídeo em que Mark fala sobre a participação do Facebook na China.

E abaixo o vídeo feito pela produção aqui no Brasil após o encontro em que Mark comenta sua passagem por São Paulo e fala do Desafio de Aplicativos:



QUEM TAMBÉM FALOU SOBRE:
- Mark Zuckerberg, criador do Facebook, no Brasil
- Mark Zuckerberg chega ao Brasil e já foi entrevistado pelo Link
- Facebook lança o 1º concurso para desenvolvedores do Brasil
- A importância de o fundador do Facebook dar palestra e curso no Brasil semana que vem
- Um encontro de blogueiros com Mark Zuckerberg, fundador do Facebook
- Mark Zuckerberg e as chances do Facebook no Brasil
- Sabatinando Mark Zuckerberg - Encontro com o criador do Facebook




Crédito: última foto de CDN_Interativa

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2.8.09

Navegando a 100Mb


Nesta segunda a GVT inaugura uma nova linha de serviços de banda larga que oferece conexões a velocidades de 10Mb até 100Mb.

São velocidades ainda desconhecidas pelo mercado residencial, que está acostumado ao máximo de 30Mb, oferecido por outras operadoras de banda larga no Brasil, porém apenas em regiões específicas e por um alto custo.

Este serviço lançado nesta segunda inaugura um novo paradigma para o mercado de conexão banda larga residencial: altas velocidades por custos inferiores aos praticados atualmente pela concorrência.

É o ponto de partida para uma nova fase de acesso à internet no Brasil. Hoje a média de velocidade de acesso no Brasil é de 1,9Mb. Em breve teremos uma qualidade e velocidade de acesso semelhante aos EUA, onde a média é de 6,7 ou quem sabe o Japão, que possui uma média de 15,8Mb (dados do SpeedTest).

Infelizmente a GVT não opera no mercado residencial em São Paulo. Teremos que aguardar, pois não há nem mesmo previsão de entrada da GVT no mercado residencial.

Para quem mora em uma região atendida pela GVT, aqui está o link com mais informações sobre os novos pacotes de banda larga.

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