29.10.07

Flashes de eventos ajuda a disseminar o twitter

Notas adicionais sobre o Intercon 2007



1 - O segundo dia de palestras do Intercon 2007 começou muito bem com um bate-papo com Carlos Merigo (Brainstorm#9), Cris Dias (Vilago), Fábio Seixas (Camiseteria) e Mauro Amaral (Carreira Solo). Meu comentário sobre a qualidade e pertinência das palestras no post anterior vale também para esse segundo dia.

2 - Numa rápida conversa com o Cris Dias, sobre a falta de novidade em palestras como essas, concluimos que antes de mais nada, é difícil definir exatamente o que é uma "novidade". Exemplo: alguns que estavam lá provavelmente nunca tinham ouvido falar tanto no Twitter, enquanto outros já utilizam há algun tempo. Além disso, palestras como essas servem para reafirmar propostas e conceitos que não são necessariamente uma "novidade", mas que são importantes e valem como dica, como fez o Raphael Vanconcellos (Agência Click) comentando o conceito de promover a permanência e interesse pelo conteúdo (Creating Time).

3 - Por fim, a idéia de utilizar o twitter como ferramenta de comunicação entre os participantes, bem como para envio de flashes durante o evento parece que se propagou definitivamente. Essa proposta começou timidamente no Blogcamp SP, entre alguns dos participantes e continou a ser utilizada a cada evento que se seguiu. Mas no Intercon 2007, além de utilizado para flashes, o twitter foi também muito comentado por diversos participantes o que gerou um grande volume de "seguidores" (followers) para os palestrantes "twitteiros". Enfim, cada comunidade acaba encontrando uma "forma" e função para o twitter.

Mais sobre o twitter na Intercon 2007:
- InterCon 2007 - a digestão (Blog do Yassuda)
- Twitter, ferramenta de flashmob (Techbits)
- Cobertura completa - iMasters InterCon 2007

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26.10.07

Intercon 2007 e a apropriação na publicidade

Hoje e amanhã acontece em São Paulo a Intercon 2007. Ganhei um convite do Cris Dias, por conta de um post que publiquei anteriormente.

Pelo que pude ver no primeiro dia a programação está excelente. Palestras pertinentes e com bom conteúdo, ao menos para minha área de atuação que é dentro do campo da comunicação mas envolve muito questões referentes à tecnologia.

Faço aqui inclusive um destaque especial ao "apresentador-mor", Luli Radfahrer, que realizou uma ótima performance durante todo o dia.

Uma palestra em especial estimulou a publicação deste post. Raphael Vasconcellos, Diretor Executivo de Criação da Agência Click comentou durante sua palestra o processo criativo e as apropriações indevidas que ocorrem na publicidade. A Agência Click é, na minha opinião, a melhor agência de publicidade digital do Brasil atualmente e conseguiu chegar a esse posto por conta do seu pioneirismo, sem medo, inclusive, de arriscar.

Na Intercon 2007 o Raphael Vasconcellos comentou um case em que o aspecto visual de um filme publicitário que ele viu no Festival de Cannes é aparentemente uma reprodução de um vídeo do YouTube que ficou bem conhecido meses antes. Claro, o conteúdo do filme é outro, já que no caso do vídeo do YouTube nem se trata de uma campanha publicitária.

Aqui vai o vídeo do YouTube:


Vale acrescentar que a idéia de sincronizar o áudio com recurso visual da tipografia virou moda no YouTube. Aqui vai alguns outros exemplos que o Raphael não citou:





Essa discussão me fez pensar sobre os limites entre o plágio, a referência lingüística ou técnica e o modismo. De fato, o filme publicitário que o Raphael mostrou na palestra (infelizmente não encontrei na internet) faz uma apropriação de um recurso visto anteriormente em vídeos do YouTube.

Porém, na minha opinião, para classificar como plágio, acredito que é preciso ir além, ou seja, todo o conceito de campanha deve ser também copiada. Caso contrário, teriamos que classificar como plágio diversas campanhas que utilizam recursos semelhantes. Já o fato de utilizar um recurso de forma criativa e pertinente ao produto da campanha, ou seja, contextualizada; não caracteriza o plágio.

O plágio, na publicidade, é a apropriação da idéia de outro, em geral, na sua forma, para vender um outro produto. É, obviamente, extremamente repudiada pelo próprio meio publicitário.

Porém, todos sabemos que para ser criativo é necessário possuir repertório. Essa frase indica que para criar algo faz-se necessário conhecer outras coisas para que, de certa forma, sejam referências para a sua própria criatividade.

Assim, vemos algumas peças publicitárias em que a referência de linguagem é evidente. Muitas vezes o criativo utiliza-se de uma referência de linguagem do campo da Arte para criar sua campanha.

No caso do anúncio ao lado, vê-se no seu aspecto imagético uma referência aos trabalhos de artistas plásticos que utilizam-se de diferentes materiais no lugar da tinta, como faz, por exemplo, o artista Vik Muniz.

Por outro lado, há também o modismo. Não no sentido pejorativo, apenas para caracterizar a utilização de um mesmo elemento (imagético, recurso técnico, etc) em diferentes campanhas. Difícil explicar esse fato, mas em geral é comum ver algum detalhe repetir-se em diferentes anúncios, durante um mesmo período. Atualmente vivemos um caso desses, em que aparece um modismo do uso de líquidos em suspensão, como nos exemplos abaixo.











O caso é que tal discussão em geral costuma ser polêmica, pois em muitos casos é difícil distinguir uma coisa da outra e classificar como plágio ou simples referência técnica ou linguística.

O próprio Raphael Vasconcellos, durante a sua palestra, mostrou um outro case criado para banco Caixa. Chamado de "A Casa dos Sonhos", trata-se de um site praticamente sem recurso visual algum. Há apenas a utilização do recurso sonoro que sugere ao visitante do site que feche o olho para imaginar a casa dos seus sonhos enquanto a narração explora os efeitos sonoros.

O fato é que essa narração fazia uso de um recurso sonoro que ficou muito famoso algum tempo atrás, como citou o próprio palestrante. Trata-se do Virtual Barbershop, publicado no blog de David Heron. Esse áudio explorava a noção do espaço tridimensional a partir de efeitos sonoros.

Ou seja, aqui houve apenas a utilização de um recurso técnico - que ficou muito famoso entre os usuários da internet - para desenvolver uma campanha para a Caixa. Não se trata obviamente de um plágio, apenas uma aplicação contextualizada de um recurso técnico que foi muito comentada na internet.

Ainda assim, no fim da palestra, fiquei curioso em saber do Raphael Vasconcellos, como ele diferencia a aplicação do mesmo recurso do Virtual Barbershop no site da Caixa e o caso do filme publicitário que utilizou de recursos visuais tipográficos idênticos ao do vídeo no YouTube.

Não consegui fazer essa pergunta durante a palestra, mas mandei um e-mail. Espero que ele possa responder, e assim que o fazer, publicarei aqui.

Deixo também a área de comentários aberta para ouvir a sua opinião.


UPDATE (12/11) - O Raphael escreveu e deixou o seguinte comentário:
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A diferença é muito sutil, e é difícil de teorizar sobre o assunto. Particularmente eu uso o critério da valorização da idéia para saber até onde uma referência pode ser inspiradora ou fonte de cópia. Na minha opinião, plágio é a cópia de uma idéia pronta, acabada, utilizada em outro contexto.

Referência é uma inspiração, muitas vezes uma técnica "vazia" que, quando utilizada junto com um conceito de comunicação, confere outra interpretação da comunicação proposta. A referência valoriza a idéia, enquanto o plágio nada mais é do que um "atalho", que tenta se aproveitar de um modismo.

No caso do trabalho que fizemos utilizando a técnica do áudio binaural, claramente inspirada no Barbershop, essa idéia é vazia sozinha. Ela ganha um significado e trabalha para valorizar a mensagem que o cliente, no caso a CAIXA, gostaria de transmitir. Na verdade, o próprio barbershop utilizou outras referências para ser criado. Há anos essa técnica de gravação já é utilizada nos parques da Disney,
por exemplo.

O fato é que trabalho inédito está cada vez mais difícil de encontrar
por aí...
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21.10.07

O Déficit de Gael García Bernal

No sábado fui assistir ao meu primeiro filme da 31a Mostra Internacional de Cinema. Provavelmente foi o primeiro e o último, pois sempre gostei muito de participar da Mostra, porém, nos últimos anos tenho desistido por conta das filas intermináveis. Vamos ver se esse ano eu aguento mais algumas filas.

Desta vez fui até a FAAP para ver "Déficit", filme que lança o ator mexicano Gael García Bernal como diretor. Em "Déficit" Gael é o diretor do filme e também o ator principal.

Nada demais, mas ao mesmo tempo, mais do que eu esperava. Um filme correto, envolvente. Um filme que sabe lidar com questões reflexivas sem exagerar na dose, sem cair no esteriótipo descabido. Fala da diferença entre classes sociais a partir de dois personagens jovens, um da alta classe, que leva os amigos para passar o dia na casa de campo dos pais e outro, petencente à uma classe social mais baixa e trabalha como ajudante na limpeza da casa de campo do outro personagem.

É daqueles filmes que mostra o problema, coloca as questões mas não pretende levantar muitas hipóteses de causas, motivos ou soluções. Apenas apresenta a questão e vai embora. É assim, e ponto.

Interessante pensar que "é assim, e ponto" também no Brasil. Vejam e depois diga-me se não estou correto.

Antes do início da sessão o organizador da Mostra, Leon Cakoff, apresentou Gael García Bernal e o produtor Pablo Cruz que estavam presentes para um debate que aconteceria após a exibição. Também estavam presentes para assistir ao filme o diretor francês Claude Lelouch e a atriz Audrey Dana (que tiveram seu filme exibido na sessão anterior).

No debate, Gael mostrou muito carisma e interesse em responder as perguntas da platéia, que era formada, em parte, por um grupo de alunos do curso de Cinema da FAAP. Gael falou sobre a temática do filme e sobre a dificuldade em dirigir a atuar o mesmo filme. O produtor Pablo Cruz comentou que o filme deve entrar em cartaz no Brasil em breve.

Durante a palestra chamou a atenção o excesso de câmeras fotográficas e celulares que buscavam um registro do ator. Resolvi também fazer meu registro que acompanha esse post.

Aproveitando o tema deste post, deixo aqui a dica de um novo blog que entrou no ar também no sábado. Trata-se do Cinema Lido (www.cinemalido.com.br), blog direcionado ao mundo do cinema e que já inaugura com uma grande missão: cobrir a 31a Mostra Internacional de Cinema. Vale a pena conhecer.

Teste a velocidade da sua banda larga

Nesta semana solicitei um upgrade de velocidade da minha banda larga (Telefônica - Speedy). O processo que deveria ser transparente, na verdade me fez passar o final de semana sem conexão, mas por fim, consegui solucionar o problema.

Essa mudança fez-me pesquisar um serviço para medir a velocidade da conexão, obtida através de dicas dos amigos do Twitter. Resolvi também compartilhar com os leitores deste blog para que possam realizar seus comparativos.

A velocidade da conexão depende tanto do seu provedor, quanto da qualidade do sinal que chega até o seu terminal. É por isso que nenhum provedor pode garantir que a velocidade de navegação seja realmente aquela indicada. De fato, na maioria dos casos é inferior.

Esse é um fator importante ao considerar qual empresa de banda larga irá contratar. Aqui em São Paulo, o Speedy da Telefônica e o Virtua da Net são os produtos mais vendidos, porém, para saber qual o melhor para o seu caso, somente depois de medir a qualidade do sinal na sua região, ou seja, apenas através de conhecidos que possuem o serviço.

Assim, coloco abaixo a indicação de um bom site para medir a velocidade da sua conexão. Segue também os resultados que obtive com a minha conexão.

Deixo a sugestão para que você realize o teste e envie um comentário neste post com o link do resultado obtido, assim, outros leitores poderão comparar, caso estejam na mesma região.

Para fazer o teste, utilize o site www.speedtest.net. Clique na pirâmide amarela e após a conclusão do teste você verá um link chamado "direct link"; copie esse link e publique aqui em seu comentário, indicando qual serviço utiliza e em que região você mora (estado, cidade e bairro).

- Serviço: Speedy Power 500
- Local: São Paulo/SP (bairro Santa Cecília/Higienópolis)


- Serviço: Speedy Turbo 4 Megas (com modem ADSL SpeedTouch)
- Local: São Paulo/SP (bairro Santa Cecília/Higienópolis)


- Serviço: Speedy Turbo 4 Megas (com modem ADSL+2 TP-LINK)
- Local: São Paulo/SP (bairro Santa Cecília/Higienópolis)


- Serviço: Banda larga corporativa (wi-fi da empresa)
- Local: São Paulo/SP (bairro Higienópolis/Pacaembu)


Veja também:
- Como escolher a melhor banda larga entre Telefônica, Net e TVA?
- Teste o acesso P2P da sua banda larga

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18.10.07

Por que a publicidade digital não cresce?

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Artigo publicado originalmente no portal JumpExec em 18/10/2007
http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=3&land=ler&idArtigo=1477
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Já se falou muito sobre a evolução do marketing digital, diversos “cases” de sucesso e campanhas inovadoras em que muitas vezes a mídia tradicional é utilizada apenas como apoio para a mídia digital.

Porém a realidade é que tais “cases” são ainda minoria. São poucas as agências de publicidade tradicionais que realmente investem nas mídias digitais.

Sob determinado aspecto, a publicidade digital sofre do mesmo mal que o mercado fonográfico, cinematográfico e literário. Todo ambiente de negócios que lida com informação passa atualmente por uma crise de paradigma.

A era digital trouxe um problema que na superfície aparece com o nome de “pirataria”, mas na sua base apresenta-se como uma incompatibilidade do tradicional modelo de negócios com o paradigma que vivemos atualmente.

É o modelo de negócios que precisa de uma adaptação, ou melhor, uma completa mudança. E claro, esse processo consiste em uma reestruturação que acarreta em fechamento de empresas, eliminação de intermediários, enfim, mudanças drásticas e dolorosas. Por conta disso, ela é adiada até quando não for mais possível suportar.

O modelo de negócios do mercado publicitário também é, talvez, o principal limitador do avanço da publicidade digital. Refiro-me, mais especificadamente, à remuneração por porcentual da produção e mídia de uma campanha publicitária.

Compare a remuneração de 20% sobre uma campanha que envolve mídias de massa (especialmente a televisão aberta) e outra que trabalha apenas com mídias digitais. Agora responda qual delas é mais lucrativa para a agência de publicidade?

As mídias digitais são, por essência, segmentadas em seu público-alvo. Extremamente focadas e, portanto, apropriadas para determinada estratégia de marketing. Claro, não se pode discordar que cada campanha tem seu plano de mídia mais apropriado. Algumas vezes, de fato, a mídia digital não é a melhor solução.

Porém essa segmentação dilui também seu custo como “mídia publicitária”. A mídia digital passa a ser um espaço de custo relativamente baixo ao comparar com as mídias tradicionais de massa. A afirmação continua válida mesmo quando consideramos os custos de produção da campanha.

Portanto, resguardado toda a questão de estratégia de marketing, vale ainda a reflexão sobre o modelo de negócios publicitário, baseado em remuneração por porcentagem, e sua influência no momento em que a agência vai até o cliente propor o plano de mídia para a campanha de comunicação.

Essa questão ainda não gerou tanto alarde como acontece no mercado fonográfico, mas está por vir uma grande fase de mudanças que de fato, alguns indícios já aparecem casualmente.

As grandes agências estão diminuindo cada vez mais, tanto em número de funcionários como em carteira de clientes.

A concorrência entre agências, que acontece há muitos anos, já adiantou a discussão e promoveu a negociação da porcentagem de remuneração.
Está cada vez mais difícil para o cliente sustentar custos tão elevados como da televisão de massa. E estratégias de sucesso que utilizam a mídia digital, como faz João Ciaco (Diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento da Fiat), sempre em companhia da AgênciaClick, acabam por influenciar outros clientes, além de apontar esse novo rumo.

Ou seja, o modelo de negócios da publicidade deve sofrer mudanças ao longo do tempo, assim como acontece com a indústria fonográfica, cinematográfica e literária. O processo pode ser calmo e indolor ou então drástico e doloroso. O fato é que não há volta. A remuneração por porcentagem nunca mais será a mesma.

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Artigo publicado originalmente no portal JumpExec em 18/10/2007
http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=3&land=ler&idArtigo=1477
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InterCon 2007 e o viral de Cris Dias

Criatividade e originalidade podem surgir em qualquer lugar. No marketing digital, talvez seja mais visível por se tratar de uma área nova e portanto, ainda em fase de experimentação.

Desta vez, segue um "case" interessante de comunicação espontânea em que os próprios palestrantes do evento colaboram na divulgação.

Nos próximos dias 26 e 27 de Outubro acontece em São Paulo o InterCon 2007, evento direcionado à área de mídia, internet e tecnologia.

O evento terá como palestrantes nomes bem interessantes. Em geral é comum que o palestrante acabe participando da divulgação do evento ao comunicar para sua rede de contatos a ocorrência da sua palestra.

Porém, nesse caso, dentre os profissionais que irão participar do evento, muitos são também autores de blog e com isso, ao comentar em seus blogs sua participação no evento, acabam por gerar uma mídia espontânea importante para evento.

No caso do Cristiano Dias, Diretor da Vilago, a estratégia foi além. Em seu blog ele comenta sobre sua participação no evento e também oferece aos leitores dois ingressos para o InterCon, mas para participar do sorteio o interessado deve escrever um post sobre o evento em seu próprio blog. Ampliou ainda mais a comunicação espontânea!

Assim, chame de viral ou buzzmarketing. O nome ainda está em definição, mas as ações acontecem e criam novos aspectos para a área da comunicação e do marketing.

16.10.07

Blog Action Day: apenas "mais um" post

Este dia que passou foi movimentado dentro da blogosfera. Em 15/10 aconteceu o Blog Action Day, data dedicada à reflexão sobre o meio-ambiente.

A proposta era simples, convidar os autores de blog a escrever, nesta segunda, um post abordando a questão ambiental, afim de atingir o maior número de pessoas e gerar a reflexão sobre os problemas envolvidos neste tema.

O site oficial (www.blogactionday.org) divulgou a proposta e parece que conseguiu um bom resultado.

Como este blog trata de assuntos relacionados à Comunicação e Tecnologia, pretendia abordar a própria proposta e modelo de comunicação utilizada pela campanha.

Ao invés de postar na própria segunda, esperei o dia terminar. Cerca de 2 horas após o fim da segunda-feira, estes são alguns dos números acumulados, que mostram o poder deste modelo de comunicação que faz uso de blogs e afins:

- O Google apresenta cerca de 2,100,000 links como resultado de pesquisa para o termo "blog action day";
- Até agora são 19,746 blogs cadastrados no site oficial;
- O BlogSearch do Google registra 14,569 posts, sendo 1,018 em português;
- Já no Technorati são 10,966, sendo 567 em português;
- Dos blogs cadastrados no Blogblogs (brasileiro), até agora são 113 posts.


Deixo aqui também os links para blogs de alguns conhecidos meus:
- Ambiente, o planeta, Al Gore e o mico
- Blog Action Day, meio-ambiente e clichês
- Blog Action Day 2007
- O valor da sua marca ligada ao meio-ambiente
- SimCity Societies: parceria entre BP e EA com foco no aquecimento global
- Blog Action Day: SimCity Sociedades
- Meio ambiente também é problema seu
- Menos carros, por favor (Blog Action Day)

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Convites para o Pownce

Já comentei em outro post sobre o Pownce, nova rede social que apareceu, oriunda lá da turma de San Francisco (USA).

Um dos criadores faz parte do Digg. A proposta é compartilhar conteúdo; seja um link, um arquivo, enfim, montar uma rede e compartilhar informação.

Desta vez recebi 10 convites que estou colocando à disposição dos interessados.
Deixe aqui um comentário, indicando seu e-mail e como chegou até aqui. Envio o convite na sequência!

- Clique aqui para ver mais sobre o Pownce

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11.10.07

Sobre a pirataria e um pouco de Radiohead e Tropa de Elite

Tropa de Elite, filme de José Padilha, já foi muito comentado nas últimas semanas. Um dos pontos fortes do filme é evidenciar como o consumo de drogas influência o tráfico de armas e a corrupção policial.

É uma tentativa de mostrar ao usuário casual de drogas como ele participa, quase que ativamente, para a guerrilha armada do Rio de Janeiro e o enorme volume de policiais corruptos. Osso duro de roer. Pega um, pega geral, quem sabe, também vai pegar você.

Claro, esse não é o único motivo, mas como seria se não houvesse consumo de drogas? Se não há demanda, não existe comércio.

De forma semelhante funciona o mercado da pirataria. E esse tema é tão complicado quanto o anterior. É preciso distinguir pirataria de distribuição de material autoral.

Aquele consumidor ingênuo, que compra cd pirata de músicas, filmes e jogos também pouco se atenta para sua participação em todo o processo de corrupção e ilegalidade que ocorre para que aquela banca de CDs piratas esteja ali na esquina. A cópia ilegal é apenas um dos danos envolvidos nesse simples ato. Talvez o menor!

Parece-me claro que a comercialização da cópia ilegal é de fato muito pior que a distribuição de material autoral.

Esse post é pequeno para discutir toda essa questão, mas especificadamente sobre a distribuição de material autoral, essa semana mais uma banda de música gerou polêmica ao levantar esse debate.

A banda Radiohead decidiu lançar seu novo álbum “In Rainbow” na internet com download mediante pagamento com valor “a ser definido” pelo consumidor (veja mais no post anterior).

Retomando Tropa de Elite, muito se falou sobre o vazamento de uma cópia do filme antes mesmo do lançamento. Falou-se tanto que gerou expectativa, muita mídia espontânea e sucesso de público no Festival do Rio. Há males que vêm para o bem? Ou estratégia de marketing viral?

Como costumo dizer, o problema não é a distribuição do material autoral, mas o modelo de negócios que ainda sustentamos nos dias de hoje; baseado num paradigma legal e fonográfico que não condiz mais com o modelo de paradigma da cultura digital que vivemos atualmente.

Compartilhar é um valor que ganhou importância dentro dessa cultura digital. A troca de informações é essencial e com isso, fica cada vez mais difícil de entender a razão de você não poder deixar à disposição dos seus amigos uma música que você gostou e recomendaria e em troca, receber destes amigos outras músicas. Por quê?


Fica aqui a recomendação de um livro, que por sinal, está disponível para download na internet. Trata-se de Cultura Livre, de Lawrence Lessig, professor de direito na Stanford Law School e criador do projeto Creative Commons. Clique aqui para acessar o site da Trama Universitário e baixar o livro.

Mais sobre:
- Webinsider - A luta em Tropa de Elite e a luta pela cultura livre
- Webinsider - Tropa de Elite: a hora da verdade
- Podcast da Justale

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10.10.07

Código QR: o case do Pet Shop Boys

Agora foi a vez do Pet Shop Boys entrar para a lista de cases de aplicação do código QR.

A dica chegou através de um post do blog Update or Die. O códgo QR é o novo formato que pretende substituir o código de barras e ampliar sua utilização, pois permite que qualquer pessoa decodifique a informação através do seu celuar. Um post anterior já tratou desse assunto.

A banda Pet Shop Boys utilizou imagens do código QR no clipe da música "Integral". São dezenas de códigos que aparecem durante o clipe. Todas as imagens decodificadas pelo autor do blog Colmeia são links para diferentes sites, em geral tratando da questão da privacidade no mundo contemporâneo.

Para ver o clipe, clique aqui para entrar no site da banda.

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Obtenha desconto com uma compra coletiva: Tuangr

A idéia é simples: no mundo capitalista, ganha quem tem poder de barganha. Neste caso, nada anti-ético, apenas uma negociação simples: quando você quer comprar um volume considerável do mesmo produto, é justo ganhar um desconto por conta disso.

Essa é a lógica do Tuagr, site de relacionamento direcionado para a compra de produtos. Ali você monta um grupo de pessoas interessadas em um mesmo produto e com isso consegue um desconto especial.

Você pode montar um novo grupo de interesse em compra de um determinado produto (seja lá o que for) ou então entrar num grupo já existente. Basta então aguardar o período de negociação do produto para então efetivar sua compra.

Ainda em fase beta, o site tem poucos usuários e produtos cadastrados. Se conseguir crescer, será um ótimo local de consulta antes de efetuar uma compra.

Vale conhecer: http://br.tuangr.com

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Radiohead lança novo álbum na internet

Como você já deve saber, é hoje a data de lançamento do novo álbum "In Rainbowns" do Radiohead.

Agora pela manhã o site do novo álbum estava bem lento e perto do meio-dia já era inacessível. Ou seja, sintoma da grande visitação que o site terá hoje e nos próximos dias.

Todos querendo baixar o novo álbum e, conforme prometido pela banda, pagar o quanto bem entender por isso.

No site, a página de "cesta de compras" apresenta o campo de preço em branco. É você quem indica um valor, em libras. Ao clicar o ícone de interrogação, ao lado do campo de preço, aparece a mensagem "It's up to you".

Se desejar, pode efetuar a pré-compra do "diskbox" que custa $40 Libras e vem acompanhado de um segundo cd e dois discos de vinal, porém será lançado apenas em 3 de dezembro.

Com isso a banda chama atenção para a discussão sobre a necessidade de um novo modelo de negócios para o mercado fonográfico. De fato, não é a primeira banda a colocar seu álbum inteiro para download na internet, sem custo determinado. Mas sem dúvida é uma estratégia que ainda gera muita mídia espontânea, principalmente para bandas famosas como a Radiohead.

Diversos blogs sobre música tocaram no assunto, em especial, a Remixtures que traz uma boa análise sobre o caso, principalmente sob o campo da comunicação, como é o nosso caso. Fica aqui a dica, leia o blog!

ah! E se você estava a procura de uma opinião, a resposta é sim, pode baixar, o álbum é bom. Um tanto minimalista, um pouco diferente do som anterior, mas ainda é Radiohead.

ATUALIZADO: O IDG Now! informou que após os dois primeiros dias, o álbum foi baixado mais de 1,2 milhão de vezes.

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Radar: uma rede social de... imagens!

Cada vez mais segmentadas, agora já temos mais uma rede social exclusivamente de imagens.

No Radar você não precisa montar seu perfil, basta enviar imagens. Após preencher seu cadastro você recebe um endereço de e-mail exclusivo, o qual deve utilizar para encaminhar suas imagens através do computador ou do celular.

Todas as imagens enviadas para esse e-mail são inseridas em seu perfil. Sua rede de contatos poderá ver as imagens e deixar comentários, ou então responder a você com uma outra imagem, e assim começa o diálogo de fotos...

Para conhecer e montar seu perfil: http://radar.net


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Novas redes sociais do Yahoo: Mash e Y! Teachers

O Yahoo! está correndo para não perder espaço na briga pelos portais de relacionamento.

Há pouco lançou o Mash, rede de relacionamento que pretende brigar diretamente com o Facebook, pois trabalha a página de perfil de cada usuário de forma customizável, através de módulos agragadores de conteúdo, assim como faz o Facebook.

Alguns módulos ainda possuem bugs, mas em geral o sistema funciona bem. O que falta ainda são usuários; e o ritmo de crescimento não parece promissor, ao menos por enquanto.

Também já está em fase experimental a rede Yahoo! Teachers, ou seja, um portal de relacionamento exclusivo para professores e profissionais da área educacional. Por enquanto ainda não fui convidado para essa rede, assim que tiver oportunidade, deixo aqui um novo post.

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Como medir seu gosto musical

Aqui vai uma dica que obtive no post do blog da Flavia Lacerda.

Lá ela indica o OMI Generator, um site que gera um gráfico e um indice a partir do histórico dos últimos 12 meses da sua conta no Last.FM. Para quem não sabe, o Last.Fm é uma rede de relacionamento que registra cada música tocada em seu computador.

O índice é gerado conforme o estilo musical e o volume de tags de cada artista. Assim esse cálculo pretende indicar sua abrangência musical. No meu caso tive como resultado o indice 121, que está dentro da faixa de "alta abrangência de tags".

Ou seja, um modo de indicar se você é eclético ou conservador em relação ao gosto musical.

Experimente: http://www.musickum.com/omi/

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Jaiku agora faz parte do Google


O Jaiku, rede social de microblogging (comentado em abril) foi adquirido pelo Google.

Hoje quem entrou no Jaiku viu a informação da aquisição logo na primeira página. Ainda não estão definidas quais serão as mudanças envolvidas na aquisição, mas sem dúvida os usuários estão aguardando uma integração maior com o Gmail e o Orkut.

A única medida adotada imediatamente foi o cancelamento da inscrição de novos usuários. Agora para entrar no Jaiku é necessário receber um convite dos atuais usuários (assim como fez o Orkut no início).

Essa notícia, sem dúvida deve aparecer em diversos blogs (como já acontece no NerdowN e no Solutio360).

O que motivou escrever o post não foi a própria notícia, mas relatar a movimentação que ela gerou no dia de ontem.

Dentro de outra rede de microblogging, o Twitter, faz parte da minha rede de relacionamento diversos autores de blogs e pesquisadores das áreas de comunicação e redes sociais. Quando a notícia chegou no Twitter ela rapidamente se espalhou pelo grupo. É interessante que a propagação da notícia promoveu um interesse espontâneo pelo Jaiku e muitos usuários do Twitter resolveram inscrever-se no Jaiku para conhecer a rede que o Google acabara de adquirir.

Imagino que esse movimento não ocorreu exclusivamente na rede que participo pois pude notar que esse assunto era tema também de diveros posts que encontrei no histórico de posts públicos do Twitter e também do Pownce.

Ou seja, a simples notícia da aquisição já gerou um interesse espontâneo. Sem dúvida o Google conseguirá arrecadar muitos usuários quando iniciar a integração com seus outros serviços.

Aparentemente o Google resolveu "largar" definitivamente o Orkut nas mãos dos usuários brasileiros e investir em uma nova rede social, desta vez, uma rede emergente de microblogging. Desta vez, seus concorrentes diretos serão o Twitter e o Pownce.


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ChoppCamp e Twitter Bikers

Hoje, em meio às trocas de posts no Twitter sobre a aquisição do Jaiku pelo Google, surgiram duas idéias de encontros:

- ChoppCamp: idéia do Manoel Netto, que idealizou o BlogCamp SP e estará aqui em SP nos dias 18 e 19/out. Uma forma de aproveitar sua passagem por SP e rever a turma que esteve presente no BlogCamp em agosto. Todos da Blogosfera estão convidados. Provavelmente acontecerá na quinta, dia 18. Ainda sem local definido.

ATUALIZADO: Vai acontecer mesmo na quinta, 18/10, às 20h no El Malak (esquina da Al. Santos com a Joaquim Eugênio de Lima)

- Twitter Bikers: Para deixar claro que também temos horas de lazer off-line. Quem gosta de passear de bike por SP, surgiu a idéia de reunirmos num domingo pela manhã no parque Ibirapuera e sair em grupo em direção ao parque Villa Lobos, para depois voltar ao ponto de origem. Estão todos convidados, basta indicar o interesse e aparecer com sua bike. Agendado inicialmente para o dia 04/09, mas essa data ainda será confirmada.

Para acompanhar o desenrolar dos encontros, criei dois eventos dentro do Pownce, entre lá e deixe seu comentário indicando seu interesse:
- ChoppCamp: clique aqui
- Twiitter Bikers: clique aqui

crédito da foto: Tiago Dória


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4.10.07

Uma breve reflexão sobre os blogs

Com muito atraso, publico esse post sobre a produção de conteúdo nos blogs, como resposta ao post do Wagner Fontoura em seu blog Boombost.

Lá ele discute um pouco sobre o futuro dos blogs, sobre sua credibilidade e sobre produção coletiva. Isso me fez lembrar um artigo que estou escrevendo atualmente, em que faço uma breve reflexão sobre a evolução do usuário-produtor-de-conteúdo na internet.

Assim que a internet surgiu no Brasil em 1995, vivemos o período das “home pages pessoais”, vitrines particulares de cada usuário para o mundo “virtual”. Cada um publicou ali o que bem entendeu, mas em geral, assuntos focados no próprio indivíduo.

Esse histórico influenciou os blogs no seu surgimento e mesmo ainda hoje, para a grande massa, os blogs são sinônimos de “diários virtuais”, assim como ficou evidenciado no caso do Estadão X Blogs.

Mas a verdade é que o perfil do blog já evoluiu bastante nos últimos anos como já comentei anteriormente. Os blogs corporativos são um exemplo dessa evolução. A temática dos blogs que hoje fazem sucesso não é o indivíduo, mas sua área de atuação/pesquisa. Com isso o blog ganha público e também credibilidade.

No blog (individual, não corporativo) o autor tem maior liberdade de expressão, o que garante também certa idoneidade. Do ponto de vista do leitor, a credibilidade não vem diretamente da instituição, mas da formação e histórico profissional daquele autor.

A liberdade oferecida pela independência institucional abre ainda a possibilidade da referência, da citação e do diálogo entre os blogs. Esse formato de trabalho colaborativo só tende a crescer, já que não existe nem mesmo uma concorrência econômica entre eles, a única concorrência que pode existir porventura é uma certa concorrência “egóica”, porém, pouco bem vista por essa comunidade. Estou aqui, inclusive, promovendo essa produção coletiva, ao responder o post do Wagner Fontoura, que por sua já faz uma reflexão em cima de um post da Cynara Peixoto.

Há ainda a questão da credibilidade, que deve também evoluir com o tempo. Na área acadêmica, por exemplo, cada vez mais serão aceitas referências oriundas de blogs na medida em que apareçam mais e mais blogs produzidos por professores/pesquisadores reconhecidos em suas áreas de pesquisa. Qual a diferença real existente entre uma referência retirada de um livro ou de um blog de um mesmo autor?

No post do Boombust aparece ainda a questão do sucesso e da visitação. Obviamente um bom trabalho de divulgação sempre irá colaborar para o sucesso de um blog, porém, acredito que o volume de visitas não deve ser o objetivo principal para aquele que produz um blog. Além de estratégias de divulgação, o volume de leitores está ligado a outros fatores, como a temática do blog, credibilidade do autor e qualidade do conteúdo.

Mais uma vez, faço uma referência com o mundo acadêmico: assim como uma tese de doutorado, o foco de um blog deve estar na qualidade do seu conteúdo, e não no sucesso de vendas do livro/tese ou de visitação do blog.

O próximo passo que desponta no cenário dos blogs são as associações entre os autores bem sucedidos e empresas ou portais de conteúdo. Esse modelo deve crescer, mas definitivamente não acabará com o mar de blogs que temos hoje na internet pois para muitos, a independência institucional é um valor importante para seu blog.

Mas inegavelmente, o reconhecimento das mídias tradicionais só deve colaborar para a credibilidade dos blogs. Enfim, há um processo de evolução, e ele me parece promissor.

Por fim, deixo meu convite para que essa reflexão seja levada à frente. Aqueles que participaram do BlogCamp SP sem dúvida poderiam colaborar bastante para esse nosso diálogo. Os leitores de cada um de nossos blogs agradecem. Caso faça um post sobre o assunto, avise-me e darei o link aqui!

crédito: foto by thw05


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Muito mais de mim com Intel Core 2 Duo

Aqui vai uma dica encaminhada pelo aluno Daniel Ribeiro: essa semana entrou no ar uma nova ação da Intel para divulgar seu processador Core 2 Duo. O hotsite “Eu mereço mais de mim” é, simplificando todo o projeto, apenas um filme publicitário.

Porém esse filme incorpora diversos conceitos e estratégias que surgiram nos últimos anos:
- o conceito de filme interativo, em que o espectador é convidado a tomar decisões em determinados momentos, definindo assim o rumo do personagem;
- a proposta conceitual da TV digital, em que será possível interagir com elementos da cena. No caso do filme da Intel, alguns dos elementos do cenário são também ícones que abrem janelas com informações adicionais.
- a estratégia de pílulas de informação: ao invés de um único texto repleto de informações, foram criados pequenos textos explorando os dos diferencias do produto. Estes textos estão espalhados ao longo do filme.
- a estratégia do oferecimento de serviços: assim como já acontece em muitos outros hotsites, dentre os links espalhados pelo filme é possível encontrar produtos com a marca da Intel para download, como por exemplo, wallpapers e ringtones.
- e por fim, a Intel também adota a moda do marketing viral: além de incluir a opção de envio por e-mail da indicação do hotsite para um amigo, o próprio projeto em si possui um formato inovador que sugere a propagação espontânea da informação.

Vale conferir: www.maisdemim.com.br

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1.10.07

Speedy sem provedor [updated]

Mais uma novidades sobre a guerra entre o serviço Speedy da Telefônica e seus consumidores: desde o dia 26/09 já é possível utilizar o serviço de banda larga sem a exigência de contratação de um provedor de acesso.

A Telefônica liberou o acesso, porém, vai cobrar R$8,70 adicionais dos usuários que decidirem cancelar seu provedor de acesso e utilizar o Speedy através da configuração fornecida pela Telefônica.

Para acessar a internet sem um provedor de acesso, basta indicar no campo usuário "internet@speedy.com.br" e senha "internet".

Ao cancelar o provedor o usuário perde o acesso ao conteúdo daquele provedor, bem como serviços como e-mail, disco virtual e demais oferecidos pelo provedor. Mas continuará com acesso à internet e pode optar por serviços gratuitos como o Gmail, que oferece contas gratuitas de e-mail.

Vale lembrar que o embate judicial ainda não terminou e novas decisões podem alterar ou até mesmo cancelar essa decisão atual.

[updated 08/11/08] Ontem foi o último dia anunciado pela Telefônica em que o usuário seria capaz de utilizar o serviço sem a contratação de um provedor. A liminar judicial que obrigava a Telefônica oferecer o serviço sem a necessidade do provedor foi cancelada.

Para quem está pesquisando um provedor, recomendo a visita ao site Abusar.org que publicou algumas dicas.


[updated 16/11/08] Apesar de anunciar que o login internet@speedy.com.br seria cancelado, a Telefonica parece que voltou atrás e nos jornais de hoje publicou um novo comunicado informando que esse login continuará ativo, agora sob responsabilidade do provedor A. Telecom. Veja abaixo o comunicado completo


A Telecomunicações de São Paulo S.A. - TELESP informa que, atendendo a determinação judicial, a conexão à internet realizada por meio do serviço Speedy deve ser efetuada utilizando um provedor de acesso a ser escolhido pelo cliente.

Os clientes Speedy que já contratam um provedor de acesso não terão nenhuma alteração na maneira que utilizam o serviço.

O usuário Speedy que não possui um provedor de acesso à internet deverá contratar este serviço junto a um provedor de sua preferência. Para facilitar esta contratação, a Telefônica disponibiliza aos clientes uma relação de empresas (abaixo) que prestam este serviço com acesso gratuito ou ofertas promocionais de conteúdo.

A fim de cumprir a decisão judicial e, ao mesmo tempo, não interromper o acesso à internet dos clientes que utilizam o login internet@speedy.com.br, informamos que este serviço passa a ser prestado, gratuitamente, pelo provedor A.Telecom S.A.

As demais condições de contratação do serviço da A.Telecom S.A. estão disponíveis no site www.itelefonica.com.br/contrato. Destacamos que a A.Telecom não cobrará qualquer valor dos usuários Speedy que optarem por cancelar o acesso através do login “internet@speedy.com.br” para contratar os serviços de outro provedor.

Para mais informações, entre em contato com a nossa central de relacionamento 103 15.

Para escolher uma das ofertas especiais de nossos principais provedores parceiros, insira abaixo o seu DDD e telefone e clique em 'OK'.



Alguns provedores estão oferecendo pacotes gratuitos, mas é preciso verificar o serviço atende a sua área. Aqui vai o link para os planos gratuitos do Terra, LinkBR e Inter.net.


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Nissan Rogue é o novo personagem de Heroes

Em tempos de discussão sobre o futuro da propaganda de massa, é interessante observar a evolução do que antes era conhecido como merchandising e hoje aparece em diferentes modelos e formatos. Vê-se que agora definitivamente a publicidade é incorporada ao programa desde a sua produção, roteirização e posterior comercialização.

No primeiro capítulo da segunda temporada de Heroes, que foi ao ar na última quarta-feira (28/09) nos Estados Unidos, o grande personagem da noite foi o novo Rogue 2008 da Nissan.

Explico: A Nissan investiu forte na NBC, especialmente no seriado Heroes. Para o lançamento da segunda temporada, a NBC preparou um episódio especial (premiere) com cerca de 10 minutos adicionais. A Nissan aproveitou o espaço e realizou diversas intervenções:

- O intervalo que antecedeu os 10 minutos finais foi interrompido apenas por uma breve chamada informando que o espaço era patrocinado pela Nissan e que não haveria interrupção comercial adicional até o fim do episódio.

- Nos intervalos anteriores foi veiculado o novo comercial do Nissan Rogue; aquele em que ele aparece em uma cidade projetada sobre um tabuleiro, simulando o jogo Marble Maze, citado já em alguns blogs como o Brainstorm#9 e o Saporra.



- Durante o episódio a personagem Claire ganha do seu pai um Nissan Rogue e na cena o carro é apresentado em diferentes enquadramentos, inclusive com uma passagem especial pela frente do automóvel. No quadro, Claire comenta com o pai como sua vida de estudante seria mais fácil com um automóvel. O pai entrega-lhe as chaves do carro e ela exclama: - Oh, o Rogue!


- Por fim, no site da NBC há uma chamada para uma promoção em que o telespectador é convidado a buscar pistas distribuídas nos intervalos comerciais dos seriados e responder questões no site da NBC. Essa promoção vai sortear edições especiais do modelo Rogue, assinada pelo criador de Heroes, Tim Kring.

Para saber mais sobre o Nissan Rogue, só mesmo assistindo aos próximos capítulos de Heroes...

Em tempo: A NBC também iniciou agora em Outubro uma nova estratégia: todos os seus seriados estarão disponíveis integralmente na internet por uma semana, logo após serem veiculados na televisão. Para ver o episódio da semana de Heroes, o endereço é http://www.nbc.com/Heroes/video (aparentemente disponível apenas para moradores dos EUA)

OBS: No Brasil essa semana a Fiat também fez uma ação especial em conjunto com a MTV, durante o VMB 2007, conforme comentei no post anterior.

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Fiat e Cachorro Grande no VMB 2007 da MTV

A Fiat fez uma ação exclusiva durante a transmissão do Video Music Brasil 2007 da MTV na última quinta-feira.

Aproveitando o período de lançamento do seu novo automóvel Punto, a Fiat inseriu seu filme publicitário durante os intervalos da noite de premiação da MTV. O filme destacava o recurso de bluetooth que equipa o novo Punto, a conexão através do bluetooth com o celular permite efetuar e receber chamadas através do equipamento de áudio do automóvel. Todos os comandos do celular são acionados por voz e além disso, um recurso de voz eletrônica "lê" as mensagens de texto recebidas pelo celular.

Porém em época de reestruturação do merchandising, Fiat e MTV procuraram criar algo nem tanto original, mas diferente: logo após a conclusão da premiação e início da transmissão da festa posterior, o apresentador anuncia que a banda Cachorro Grande está atrasada e em frente à câmera envia um sms para um dos integrantes da banda.

Corta a cena e começa então uma gravação mostrando os integrantes da banda dirigindo dois automóveis Punto. A voz eletrônica do carro avisa o recebimento da mensagem e daí em diante inicia uma troca de mensagens e ligações, mostrando todos os recursos da voz eletrônica e da conexão bluetooth. O quadro dura todo o intervalo comercial e encerra com os dois carros chegando em frente ao local da festa, momento em que termina o quadro e volta a transmissão ao vivo da banda subindo no palco.

Fica aqui os parabéns para os gaúchos da banda Cachorro Grande que foram ótimos atores deste quadro da Fiat + MTV.

Em tempo: o recurso da voz eletrônica é, de fato, uma novidade nos automóveis brasileiros, porém a integração com o celular via bluetooth já não é tão incomum. Não é nem mesmo necessário instalar equipamentos adicionais no carro. Sony e Pioneer já oferecem aparelhos de som para carro equipados com o bluetooth. O modelo Sony MEX-BT2507 é simples mas oferece a integração com o celular via bluetooth ao custo de cerca de R$400,00 (em SP).

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