Em 2009, o que fez a cabeça dos publicitários foi a tecnologia da realidade aumentada. Muitas ações de comunicação aproveitaram desse formato para chamar a atenção para um determinado produto/marca.
Para fechar o ano, o McDonalds aproveitou o lançamento do filme Avatar para fazer uma ação de comunicação que utiliza o formato da realidade aumentada.
Durante o mês de dezembro/09 as embalagens dos sanduíches trazem cards destacáveis que possuem o código de ativação da realidade aumentada.
Com o card em mãos, basta entrar no hotsite da campanha (www.mcdonalds.com.br/avatar) e ativar a webcam do computador.
Assim que o card é posicionado em frente à câmera, sua imagem é substituída por um cenário 3D do filme Avatar.
Abaixo capturei dois exemplos para ilustrar a ação:
Em plena era da Social Media, fico feliz por ter cursado uma faculdade de Comunicação Social. No inglês literal: "Social Communication".
Nos últimos anos muitos cursos de graduação optaram por abandonar o termo "social". Denominam-se apenas como Faculdades/Universidades de Comunicação. Afinal, é quase redundante, já está claro que se trata de um curso que aborda a comunicação da sociedade, mediada por aparelhos.
Se pararmos para refletir, o que não está claro é esse novo termo "social media" - ou em português "mídias sociais". Pois no fim das contas, qualquer veículo de comunicação é uma mídia. Sendo assim, todos os veículos são "mídias"; e são consequentemente, "sociais".
O que acontece é que costuma-se usar o termo "social" para enfatizar o lado "humano" do processo de comunicação. Assim também acontecia com o termo "Comunicação Social".
Conhecer o ser humano é estudar como ele atua frente aos sistemas de comunicação; e também como ele interage entre si. Para isso, disciplinas como sociologia, antropologia, psicologia e filosofia são essenciais. É inclusive uma pena ver que muitos cursos de graduação deixaram de lado essas disciplinas para abrir espaço para a formação técnica (e quem está no mercado sabe que a aplicação técnica pode ser facilmente adquirida no início da carreira profissional).
De qualquer maneira, Social Media pretende então, segmentar uma área que vai trabalhar a comunicação das marcas/produtos no instante em que o homem interage com suas redes de relacionamento (na maioria das vezes, no meio digital).
Pois bem, para atuar nesse campo, fica nítido agora que não se faz necessário o conhecimento técnico das redes digitais. Não é necessário conhecer nenhum software gráfico ou linguagem digital.
É preciso sim, conhecer como funciona uma rede e principalmente entender como o homem se relaciona nesse espaço.
Você, que pretende atuar nessa área, não tente ser um especialista em Social Media, pois no final das contas esse termo não significa nada. Prefira ser um especialista em Social Communication.
Lembre-se que é preciso entender o homem (social) e as redes (communication). Se olharmos lá no fundo, veremos que não inventamos nada novo, de certa forma, estamos apenas voltando às origens, quando toda a comunicação era realizada na praça central da cidade.
É fato, somos menos dependentes dos veículos de massa para nos mantermos informados do que nossa geração anterior. E a tendência é que essa característica se evidencie ainda mais.
Aos poucos, as redes sociais mostram seu importante papel como espaços de comunicação para a sociedade da era digital. O Orkut nasceu como um lugar para apenas encontrar antigos amigos, mas logo a área "scrapbook" tornou-se uma importante ferramenta de comunicação.
O mesmo acontece com o Twitter. Surgiu como um lugar "sem propósito", para responder apenas "o que você está fazendo?", mas com o tempo, os próprios usuários começaram a modificar a proposta, e transformaram a rede num serviço útil para propagar informação de um usuário para outro, com grande velocidade e eficiência.
Tanto é assim que os mais jovens estão substituindo e-mail pela troca de mensagens nas redes sociais. E não é só o e-mail. O msn, o skype, o sms e o próprio celular; todos devem sofrer mudanças de aplicabilidade e propósito.
Mantendo o foco na questão da mídia, acredito que aprendemos a dar valor para o usuário comum e não apenas para os canais de massa. Isso aconteceu a partir de pequenas experiências de entretenimento, como os vídeos virais espalhados pelo YouTube.
O viral que inspirou o título deste post - "As arveres somos nozes" - não nasceu de um veículo de massa. Foi um vídeo publicado no Youtube, que ganhou fama a partir da propagação espontânea, promovida pelos próprios usuários da rede.
É portanto, um processo em evolução. E não chegamos ao fim dele. A evolução e as mudanças ainda devem continuar.
Mas já é possível perceber que hoje, não vivemos sob o modelo em que uma única mídia de massa fala com muitos, ao mesmo tempo. O novo modelo que começa a imperar hoje considera milhares de micro-mídias que falam com micro-públicos e compartilham diferentes informações entre si, de maneira colaborativa.
Um usuário comum da rede pode ser uma mídia. Ou seja, somos todos veículos de mídia para aqueles que estão ao nosso redor, fisicamente e virtualmente. E portanto, esse modelo não precisa ficar limitado ao ambiente digital.
As ações que envolvem mídias sociais se baseiam claramente nessa ideia de que existem consumidores influenciadores de pequenos grupos; e estas pessoas podem atuar como propagadores de mensagens carregadas de informações sobre determinada marca ou produto.
A moda já conhecia essa lógica há muito tempo. Nós sempre carregamos marcas e estampas em nossas roupas. E a moda nos fez ter orgulho e sentir prazer em carregar determinada logomarca em nossas roupas. Sempre fomos veículos de mídia para a moda.
Outras marcas já aprenderam a lição. A Red Bull, por exemplo, seleciona estudantes das principais universidades, em todo o mundo, para atuarem como propagadores da marca dentro das suas respectivas universidades. São responsáveis por observar e criar oportunidades para gerar uma ação de comunicação, ou simplesmente divulgar a marca através do tradicional boca-a-boca.
Assim sendo, alguns pontos devem ser considerados:
Nós somos a mídia. A mensagem publicitária está nas mão do consumidor.
As empresas não possuem mais o mesmo controle sobre suas marcas. São os próprios consumidores que atuam como veículos propagadores da marca. A mensagem ganha então um caráter mais informal, pessoal, assumindo inclusive eventuais erros e falhas de comunicação; pois afinal, são os próprios consumidores quem constroem a mensagem.
Nós somos a mídia. Os veículos de comunicação competem diretamente com seus próprio consumidores.
Quem anunciou a queda do Airbus A320 no rio Hudson em Nova York não foi um veículo de massa, mas o usuário do Twitter @jkrums. Mas claro, a mídia de massa tem seu valor, como por exemplo, servir como espaço para registrar e ampliar as informações sobre o acidente. [ver mais]
Nós somos a mídia. E não importa a quantidade de pessoas atingidas.
Muitos se preocupam com o número de seguidores no Twitter. O mais importante não é a quantidade, mas sim, quem afinal, são estes seguidores. Uma determinada marca pode optar por, ao invés de gastar muito para anunciar em um veículo de massa, criar uma ação de mídia social que procure atingir diretamente algumas dezenas de pessoas que são influenciadoras sociais de um grupo formado pelo público-alvo daquela marca.
Cada um desses influenciadores, ao propagarem informações sobre a marca para suas respectivas redes de relacionamentos, estarão divulgando esta marca com uma força de relevância e influência muito maior do que um anúncio na televisão.
Enfim, para concluir: nós, sem dúvida, somos a mídia desta nova estrutura de comunicação.
Hoje acompanhei a palestra de Ben Self, estrategista da campanha digital de Barack Obama. A palestra faz parte do seminário sobre Estratégia de Comunicação e Marketing da The George Washington University. É patrocinado pelo Grupo Santander Brasil. Acontece hoje e amanhã aqui em São Paulo.
Na abertura, o reitor da The George Washington University, Christopher Arterton, lembrou que a democracia vive uma fase de transição; o que aconteceu nos EUA está acontecendo mundialmente. É verdade. A era digital e sua influência na construção política do país não é exclusividade dos americanos. Sem dúvida as próximas eleições no Brasil em 2010 não serão como as anteriores.
Ben Self foi um dos principais planejadores das ações online da campanha de Barack Obama. Foram investidos cerca de US$500 milhões apenas em ações digitais. Para que esse post não fique longo demais, vou comentar e ressaltar apenas alguns pontos principais:
- O estrategista disse que o e-mail foi uma das principais ferramentas da campanha online. A captação do mailling começou cerca de 2 anos antes das eleições.
- O e-mail foi a ferramenta utilizada para manter contato com os eleitores, atraí-los para o hotsite da campanha, que na verdade era uma rede social exclusiva da campanha, denominada "MyBO".
- A teórica de comunicação Lucia Santaella, costuma dizer que transitamos da cultura das massas para uma nova cultura digital que possui características próprias. Chris Anderson, em seu livro "A Cauda Longa", fala de uma "desmassificação" gradual da economia. Ben Self provou essas teorias. Durante a campanha foram arrecadadas cerca de 2,9 milhões de doações em valores abaixo de US$100.
- Depois que alguém faz uma doação, seu engajamento e envolvimento cresce numa proporção infinitamente superior ao valor doado. Ao invés de investir e correr atrás de alguns grandes doadores, vale mais conquistar milhões de pequenos doadores.
- Engajamento, fidelização e mobilização devem ser objetivos constantes em todas as ações. A rede social "MyBO" oferecia diversas ferramentas para estimular o engajamento, dentre elas, o recurso que permitia observar sua posição no mapa e as pessoas que estavam próximas da sua região e também faziam parte da comunidade.
- O Youtube foi uma ferramenta essencial para expor a opinião e projetos do candidato Obama. Seu discurso publicado no Youtube foi o mais visto até então em toda história das eleições americanas.
- Envolvimento emocional foi a palavra-chave da palestra de Ben Self. Todos os vídeos da campanha que mostravam o candidato ou eleitores continham algum apelo emocional. Acredito que este seja um fator importante para observar em nosas eleições de 2010. Será que os políticos brasileiros conseguirão trabalhar corretamente o valor emocional para envolver e engajar seus eleitores?
- Outra mudança de paradigma é a relação informal com o público. No Brasil, a rede Globo, que sempre impôs um perfil sóbrio, agora se vê em meio a um novo modelo de relação com o público, em que personalidades como Luciano Huck e Willian Bonner possuem uma comunicação direta e informal através do Twitter (@huckluciano e @realwbonner). No campo da política brasileira, os primeiros a trilharem esse mesmo caminho foram Soninha Francine (@SoninhaFrancine) e José Serra (@JoseSerra_).
- A campanha de Obama foi recheada de vídeos no YouTube mostrando seu dia-a-dia e seu relacionamento com a família e amigos. Uma maneira de transmitir informalidade e transparência.
- Frequência e regularidade no contato com os eleitores garantia o envolvimento. Aqueles que se cadastraram na rede recebiam constantemente, mensagens com algum novo conteúdo, seja um projeto, uma solicitação de doação ou a indicação de um novo vídeo no Youtube.
- Últimas recomendações: É importante fazer uso dos diversos ambientes digitais (Orkut, Facebook, Twitter, etc) mas é preciso orientar as pessoas para um único local. De preferência, seu próprio hotsite, local em que terá maior liberdade para desenvolver as ações.
- É preciso evitar a qualquer custo o discurso institucional. O modelo do release está velho e ultrapassado. Ninguém gosta de receber uma comunicação em que não fique claro a pessoa que enviou. Não encaminhe uma mensagem assinada por um departamento. Nomeie alguém que assinará aquela mensagem em nome do departamento.
Bom, estes foram apenas alguns dos tópicos abordados. Nota-se que há muito o que mudar para 2010. Particularmente, acredito que o maior desafio seja estabelecer um relacionamento informal e construir um envolvimento emocional com o eleitor; já que vivemos uma cultura de negação política. A corrupção e a falta de credibilidade dos nossos políticos desfavorecem o engajamento público.
Por fim, deixo o convite para a leitura de outro post onde comentei sobre a possível "poluição virtual" que veremos assim que começarem as campanhas eleitorais.
Nesse mesmo post, deixo a dica: "nas redes sociais é preciso ser discreto e adequado. Ouvir mais e falar menos. É preciso dar o poder de voz ao eleitor."
Como acompanhar o evento: Durante todo o dia de hoje e amanhã, é possível acompanhar a cobertura realizada pelos meios oficiais e também a cobertura colaborativa, realizada pelos participantes/ouvintes. Abaixo os links: - Os principais fatos do evento serão registrados no blog O Efeito Obama e no blog Valor das Ideias, do Banco Santander, que está realizando a cobertura oficial com a colaboração do Alexandre Inagaki (blog Pensar Enlouquece); - Há também o perfil no twitter @valordasideias e @efeito_obama. Ambos enviam flashes sobre cada uma das palestras durante todo o dia; - E a cobertura não-oficial, também pelo twitter, pode ser acompanhada a partir das tags #efeitoobama e #valordasideias
Numa coletiva online realizada hoje pela manhã, o João Muniz, sócio-presidente da Lov, abriu a coletiva anunciando o lançamento do primeiro grupo de comunicação digital do Brasil, a OON Networking.
O grupo nasceu a partir da aproximação das agências Lov e Sinc.
Mas o nascimento da holding também foi aproveitado para lançar 3 novas empresas que fazem parte do grupo: a MobileMen (agência de soluções mobile), a U (agência de soluções de mídia digital - mídias sociais, links patrocinados, etc) e a Wikitoria (empresa de desenvolvimento de tecnologia com foco em comunicação).
Cada uma das empresas possui atuação independente, com escritórios separados, mas alocados no mesmo prédio, na rua lisboa, 224 (São Paulo - SP). João Muniz comentou que o grupo surgiu a partir da observação do mercado de comunicação, que hoje atende um público consumidor baseado em 4 pilares: comunicação, interatividade, mobilidade e tecnologia.
Além do João Muniz, participaram da coletiva todos os fundadores do grupo: o Sergio Caruso (Sinc) que também é sócio-presidente da OON Networking; e os sócios-diretores Roberta Raduan (Sinc), Alon Sochaczewski (Sinc) e André Piva (ex-OgilvyInteractive).
Particularmente acredito que o surgimento de um grupo de comunicação digital mostra a incapacidade dos grupos tradicionais de comunicação em lidar com o mundo digital. Isso não é novidade; vem desde a abertura da internet em 1995.
Mas os últimos 5 anos mostraram que as agências digitais cresceram o suficiente para, logo mais, superarem as agências tradicionais. Ou seja, as agências digitais logo mais deixarão de fazer parte de um segmento (digital) e serão, de fato, o mainstream.
Falta exatamente um ano para as eleições de 2010. Outro dia lancei no Twitter: "tenho medo das próxima eleições". Depois do sucesso da campanha realizada pelo Obama nas redes sociais, e a "liberação" de uso da internet para a próxima eleição; acredito que será este o meio preferido pelos políticos para falar com seu eleitorado.
Acho isso muito bom. Será um grande exercício prático de "como usar as mídias sociais em campanhas políticas". Calcule quantas campanhas serão planejadas para a eleição de um novo presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais...
Sem dúvida, os profissionais que se destacaram nessa área da comunicação em mídias sociais nos últimos 2 anos serão disputados a tapa por todos esses políticos. Muita gente vai ganhar dinheiro. Sendo bem honesto, espero até que sobre algum pra mim.
Mas tenho certeza que durante esse trajeto, muitos cometerão graves erros. E quero já registrar aqui meu ponto de vista, um ano antes.
Como já dizia o teórico Marshall Mcluhan, no início, quem produz conteúdo para um novo meio acaba apenas adaptando modelos e fórmulas dos meios anteriores. Pois bem, houve uma época em que, no dia das eleições, era comum ver as ruas completamente inundadas por folhetinhos de candidatos (os famosos "santinhos").
Meu medo é o seguinte: ver os ambientes das redes sociais todos ocupados por milhares de mensagens ("santinhos virtuais"). A campanha política pode virar um grande spam. Imagine ver seu perfil do Orkut, do Facebook ou do Twitter completamente invadido por dezenas de candidatos tentando passar sua mensagem em 140 caracteres.
Fica o meu aviso: fazer campanha em mídias sociais não é o mesmo que fazer campanha nas mídias de massa. A grande sacada aqui não é abrir espaço para ser ouvido, mas o oposto: criar e estimular situações em que os próprios usuários falem do seu candidato.
Ganha mais valor, inclusive, ouvir a opinião de um outro eleitor do que a mensagem do próprio político. Mas não vale (muito cuidado com isso!), criar usuários falsos para falar bem do cadidato.
Nas redes sociais é preciso ser discreto e adequado. Ouvir mais e falar menos. É preciso dar o poder de voz ao eleitor. Fica a dica.
Influenciadores da comunidade de consumidores de Doritos, personalidades das redes sociais e mais algumas outras pessoas-chave estão recebendo pelo correio uma caixa misteriosa.
Dentro, apenas um nacho de Doritos. Não há qualquer indicação ou mensagem. Ao comer o nacho, o consumidor assíduo provavelmente notará que o tempero retomou as características da sua primeira versão, mas nada mais além disso.
Acreditando que a internet é um espaço natural do público-alvo, essa campanha deixa, propositalmente, um clima de dúvida e inquietude, esperando que aqueles que receberam o tal nacho resolvam, por conta própria, pesquisar na internet mais informações.
E finalmente, ao acessar o site oficial de Doritos wwww.doritos.com.br, é possível identificar a continuidade da ação.
O site oficial foi substituído por uma única tela com a imagem da caixa que foi enviada para as pessoas. Há apenas a mensagem: "Qual você gostaria que fosse a próxima surpresa de Doritos?".
No formulário que acompanha a mensagem você indica seu nome, endereço de e-mail e ao digitar uma mensagem, percebe-se que o texto digitado é substituído por uma outra mensagem pré-programada pelo sistema.
Faz parecer que foi você quem digitou aquela mensagem. Em seu conteúdo ela diz que você gostaria de ver o Doritos original de volta. Pronto! Dessa maneira peculiar a campanha mostra para essas pessoas que o próximo lançamento da Doritos será, na verdade, um re-lançamento do sabor original.
Para completar, por e-mail é encaminhada uma mensagem proveniente do suposto "SAC" da empresa, informando que a sua solicitação foi aceita.
Perceba que aqui há estratégias de mídias sociais misturadas com pequenas referências do ARG (alternative reality game) para envolver e estimular o público a buscar mais informações sobre a ação.
Hoje não é novidade para ninguém: não basta criar um hotsite; é preciso convencer as pessoas a acessá-lo. E esta parte exige muita criatividade para convencer o público-alvo.
Ações digitais - muitas vezes - dependem de ações offline para trazer o seu público até o ambiente digital. E não basta a já antiquada mala-direta. É necessário uma comunicação distinta e dirigida a um público específico.
A LG resolveu então aliar noções de comunicação dirigida, marketing experiencial, social media (e outros mais) nessa nova campanha.
Algumas pessoas receberam pelo correio uma comunicação impressa em que o texto só era legível através de uma lente vermelha. O tal texto convidava para uma visita ao site www.novascarletlg.com.br/vermelho e dizia: "Prepare-se para adicionar vermelho em sua vida".
No hotsite há um vídeo em que através de um jogo de cores, seu conteúdo só fica realmente nítido se visto através da lente vermelha que foi enviada na comunicação impressa:
Interessante recurso que atrai a atenção e envolve para o conceito da marca, baseada na cor vermelha.
E mais: para aqueles que receberam a carta, o vídeo finaliza com uma mensagem personalizada:
"O que você está fazendo?" é apenas o ponto de partida do Twitter e dos demais serviços de microblogs que apareceram ao redor dele.
Responder essa pergunta é o que, em geral, faz o usuário que acaba de criar seu perfil. Porém como já foi muito discutido, esse pode ser o apelo que sustenta jovens adolescentes, mas não atrai o público adulto.
O que torna então o Twitter um serviço de comunicação revolucionário? Como ele pode ser aplicado no seu cotidiano?
- Contato com pares profissionais: Imagine ter em sua lista de contatos um grupo seleto de pessoas que atuam na mesma área que você. Presidentes, diretores ou mesmo estagiários, não importa; pois o que lhe interessa é que todos estão, a todo momento, enviando dicas, links e informações referentes à sua área de atuação, ou seja, informações do seu interesse! Que outro serviço de comunicação coloca você em contato com tantos profissionais diferentes? A chave de sucesso do Twitter é seguir as pessoas certas.
- Contato com pares de interesse: Você gosta de futebol? Fórmula 1? Ou quem sabe gosta de Desperate Housewives? House? Heroes? Britain's Got Talent? Não importa. Se montar uma rede contendo pessoas que possuem o mesmo interesse que você terá um lugar para trocar opiniões e inclusive, para assistir televisão de uma maneira diferente. É a TV interativa, com a ajuda do Twitter. Quer conferir? Experimente entrar no Twitter na hora do Fantástico, ou no horário do jogo das quartas-feiras.
- Relacionamento com o público: Todos aqueles que trabalham no ramo do entretenimento, esporte, jornalismo, etc; começaram a perceber que o Twitter é uma excelente ferramenta de interação com o público. Os fãs encontraram na rede de microblogs uma forma de estar perto do seu ídolo, seja um ator, músico, apresentador, jornalista, esportistas, etc. Solange Frazão (@SFsolangefrazao), Ana Hickmann (@ahickmann), Maria Rita (@mroficial), Luciano Huck (@huckluciano), Rubens Barrichello (@rubarrichello), Angélica (@angelicaksy) e Janaina Jacobina (@janainajacobina) são alguns dos que descobriram esta rede recentemente. Rosana Hermann (@rosana) e Marcelo Tas (@marcelotas) foram provavelmente os pioneiros desse formato de atuação no twitter.
- Relacionamento com o consumidor: Não só o apresentador possui seu perfil. O próprio programa de TV também pode montar seu perfil para interagir com a audiência. O canal americano CNN criou um perfil para cada um de seus programas e em algumas situações chega a mostrar na televisão os comentários que recebe pelo Twitter. No Brasil, já tivemos muitas ações de comunicação no Twitter envolvendo diversas marcas. LG foi uma das marcas pioneiras. Aqui neste blog procurei registrar algumas destas ações envolvendo o twitter. Foram essas ações que ajudaram a estabelecer o termo "mídias sociais" na publicidade.
Há provavelmente ainda diversas outras formas de aplicação no seu cotidiano pessoal ou profissional. Assim com o e-mail ou o MSN, o Twitter tornou-se mais um modelo de comunicação da sociedade digital.
No livro “O Culto do Amador”(1), de Andrew Keen é evidente o uso que faz de uma linguagem provocativa, própria para gerar polêmica e com isso, ganhar toda a mídia espontânea que vêem obtendo desde o lançamento do livro nos EUA em 2007. Com um tom apocalíptico, logo no início do livro o autor chega a dizer que os usuários da web 2.0 são tão criativos quanto os macacos e estão poluindo a internet(2).
Nesta época de entusiasmo pela internet, repleta de evangelistas da era da web 2.0, é bom ver um discurso apocalíptico, capaz de estimular uma reflexão apolítica. De fato, a grande maioria do conteúdo publicado na internet é produto da cultura popular, sem qualquer referência ou credibilidade. Sob a bandeira da democratização, conteúdos impróprios e a pirataria invadem o espaço virtual. Para Keen, a consequência é “menos cultura, menos notícias confiáveis e um caos de informação útil”(3).
Não contesto a afirmação, mas escrevo esse post, pois acho importante fazer uma ressalva: “O Culto do Amador” esquece de considerar que não vivemos o fim, mas na verdade, o princípio da formação de um novo modelo de comunicação. Tudo o que vivenciamos hoje é ainda parte de um processo de construção de uma nova linguagem, e inclusive, uma nova cultura.
Keen também se esquece de ampliar seu olhar. A internet está repleta de conteúdo superficial. OK. Agora pergunto: e a televisão? Quanto já não foi discutido e teorizado sobre a falta de qualidade no conteúdo da televisão? Aliás, o já antigo discurso entre Apocalípticos e Integrados tocava nesse assunto. Isso muito tempo antes do surgimento dos meios digitais.
Se ainda sob a geração da TV, repleta de lixo televisionado, fomos capazes de formar nossos intelectuais, sem dúvida a geração digital também saberá identificar seus intelectuais em meio ao lixo virtual.
Também concordo que a blogosfera está cada vez mais ocupada por profissionais de comunicação – da publicidade e relações públicas - todos buscando divulgar a marca de seus clientes e acobertar comentários negativos registrados por consumidores. Pior ainda são os falsos registros, que na verdade, não passam de publicidade disfarçada.
Mas tudo isso é constantemente vigiado e denunciado por outros blogs que acabam criando a cultura da pesquisa e do olhar crítico. Quem estuda comunicação sabe que já não somos mais como o consumidor ingênuo de publicidade dos anos 60. O olhar crítico para a mensagem publicitária vem se desenvolvendo e não deve parar. Outro argumento do livro que quero ressaltar é a cultura do “copy&paste”. Sem dúvida, cresce rapidamente entre os jovens estudantes o costume da cópia de trechos encontrados na internet a partir de pesquisas superficiais no Google. Sem dúvida esse é um dado que comprova o “emburrecimento” da nova geração, mas no meu ponto de vista essa também é uma prova do nosso atual estado de adaptação para uma nova cultura.
No twitter, por exemplo, já nasce uma cultura muito forte da referência e da citação da fonte original. A comunidade que usa essa rede social assumiu um compromisso de citar as fontes e vigiar aqueles que não o fazem. A meu ver, considero esse fato como consequência da própria interface, mas também como uma evolução, pós era “copy&paste”, em que muitos blogs copiavam conteúdo de outros autores sem citá-los. Como diz a semioticista Lucia Santaella, o meio digital exige do seu usuário transformações perceptivo-cognitivas (4), ou seja, há toda uma estrutura cognitiva, se preferir, uma espécie de “know-how”, necessário para lidar com o ambiente digital.
Em geral, é esse fator que diferencia indivíduos que fazem parte das gerações pré e pós era digital. E é esse fator que Andrew Keen deixou de lado. Ainda estamos no meio do processo. Ainda estamos construindo essa estrutura cognitiva e cultural. Teremos ainda que errar muito, mas nenhum desses erros representa o fim da nossa sociedade.
No último capítulo, Keen incita o leitor a “proteger o legado de nossa mídia convencional e 200 anos de proteção aos direitos autorais”(5). Como? Proponho exatamente o oposto. Vamos expor os limites do novo paradigma digital e negociar uma reforma dos tradicionais modelos sócio-econômicos. Precisamos de outro Skype, outro MP3, para continuar a refletir e promover mudanças em nosso mercado.
Bom, encerro por aqui esse lixo. Mais um post no mar da blogosfera.
Notas: (1) KEEN, Andrew. O culto do amador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009 (2) idem, p.08 (3) idem, p.20 (4) SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço. São Paulo: Paulus, p.37, 2004. (5) KEEN, Andrew. O culto do amador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., p.173, 2009
No livro Onipresente (2009) - faça download aqui - Ricardo Cavallini lembra um detalhe muito importante a ser considerado por aquele que pretende conhecer os meios de comunicação: antigamente era comum ouvir alguém dizer que iria "ver o que estava passando na TV", ou então "ouvir um pouco de rádio". Ou seja, escolhia-se o meio e não sua programação/conteúdo. É claro, a programação era critério de escolha, porém diferente de como fazemos atualmente.
Hoje já aprendemos a agir diferente, como o próprio Cavallini exemplifica, hoje escolhemos o conteúdo ao invés do meio. É comum ver alguém dizer que vai assistir Heroes (o seriado), ou seja, estamos em busca do conteúdo, independe qual será o meio.
Isso acontece por consequência da proliferação e convergência dos meios. É possível encontrar um mesmo conteúdo em diferentes meios. Assim, podemos ver Heroes na TV, mas também há o gibi, o game, o blog dos personagens, etc.
Porém não se trata exatamente do mesmo conteúdo, mas de conteúdos complementares para a mesma narrativa. É isso que Henry Jenkins chamou de transmídia em seu livro Cultura da Convergência (1).
A publicidade, já atenta para essa tendência, começa a desenhar campanhas em que o conteúdo é valorizado a tal ponto de atuar como complemento da narrativa proposta pelo anunciante. Explico: a publicidade já não divulga simplesmente. Ela cria ramificações, conteúdos complementares.
Essa semana entrou no ar uma ação de comunicação que exemplifica bem essa teoria.
O objeto de divulgação é uma exposição que a artista Sophie Calle montou em que o tema central é uma carta que receberá comunicando o término do seu relacionamento. A artista mostrou a carta para outros 107 artistas que foram convidados a interpretar a tal carta e todas essas obras reunidas formaram a exposição.
Para divulgar essa exposição, a agência Santa Clara/Nitro não criou apenas uma ação de comunicação, mas todo um produto complementar à exposição de Sophie Calle, e é aqui que aparece a transmídia. Foi criado um blog em que o visitante pode ler a carta e mandar a sua interpretação.
As melhores interpretações serão selecionadas para a próxima edição da exposição que acontecerá no Museu de Arte Moderna da Bahia.
"Groundswell"(1), assim como "Cultura da Convergência"(2) são hoje, livros essenciais para quem pretende aprofundar seu conhecimento em comunicação corporativa e mídias sociais.
Hoje fiz uma re-leitura de "Groundswell" para tentar trazer não um resumo, mas algo que possa complementar o que é tratado no livro.
Busquei uma análise para tentar identificar como conquistar consumidores para que se tornem fãs e principalmente, propagadores da marca:
1 - Ofereça feedback de impacto Quando receber uma crítica, responda rápido e de forma surpreendente, mostre que a crítica foi valiosa para melhorar o produto/serviço. Com isso o consumidor ficará impressionado, revertendo eventual problema de imagem.
2 - Mantenha contato permanente com a comunidade Mostre que a empresa é capaz de conversar informalmente com o consumidor no blog e nas redes ssociais. Estimule a conversa e a transparência, isso irá agregar valor para a marca.
3 - Forneça informações privilegiadas Convide heavy-users para os mesmos eventos que convidaria jornalistas e influenciadores do meio. Assim o consumidor se sentirá valorizado.
Essas três recomendações, quando colocadas em prática adequadamente, são capazes de estimular o surgimento de propagadores da marca, dispostos a falar bem e defender a marca como retribuição pela atenção e proximidade da relação com a empresa.
(1) LI, Charlene e BERNOFF, Josh. Groundswell: Winning in a World Transformed by Social Technologies. Estados Unidos, Harvard Business School Press, 2008. (2) JENKIS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo. Editora Aleph, 2008
Neste domingo aconteceu a estreia nos Estados Unidos, pelo canal A&E, do programa HammerTime; que tem como protagonista o famoso cantor do anos 90 MC Hammer.
Para divulgar o novo programa foi utilizado o já "tradicional" viral-do-youtube, mas que desta vez simula um flashmob.
A aplicação das características de um flashmob numa ação de comunicação viral é recente. No ano passado surgiram as primeiras experiências; e na época comentei que provavelmente viraria moda.
Hoje ainda não posso dizer que virou moda, mas já foram realizadas diversas experiências, e a última foi esta para o lançamento do HammerTime.
No vídeo, dezenas de atores invadem uma loja e começam a dançar uma coreografia que imita o clipe da música do cantor Mc Hammer. Ao término da música todos desaparecem da loja, sem dar explicações.
Agora, faltando menos de 1 hora para o lançamento do primeiro episódio, o vídeo já tinha sido visto mais de 1 milhão de vezes.
Chegamos numa nova fase para o relacionamento das marcas com seus consumidores.
Nas conversas dentro das agências, nos debates sobre cases envolvendo mídias sociais e nas palestras e congressos que acompanhei até então, todos convergem para um mesmo ponto: gerenciar e administrar a repercussão.
Já foi a fase em que apenas olhávamos para a originalidade do formato, ou seja, experimentar e inventar maneiras diferentes de aparecer dentro das redes sociais.
Agora entramos numa segunda fase: também estamos preocupados em como acompanhar e administrar a repercussão que uma ação de comunicação pode causar.
O debate é interessante, pois pode-se dizer que as marcas até então, estavam acostumadas a atuar em ambientes controlados. Expor uma comunicação nos meios tradicionais - que são veículos unidirecionais - não é o mesmo que expor um discurso na internet, meio em que o consumidor consegue dar seu feedback com muita facilidade.
A "realidade" do meio digital é outra. Aqui ,quando uma marca abre um espaço de interação, o consumidor aproveita para falar o que quiser. E mais: outras marcas podem invadir o mesmo espaço. Praticamente não há controle!
Acredito inclusive, que as marcas precisam aprender a ser mais flexíveis e ouvir - ou permitir a exposição - de um ou outro argumento negativo. Ou então uma eventual exposição gratuita de outra marca. Pois essa exposição denuncia uma "fragilidade controlada", característica que torna a marca mais humana, menos fria e distante do consumidor.
Algumas marcas já estão aprendendo isso. Mas são poucas. Hoje vejo claramente 3 perfis: as marcas pioneiras que estão atuando bravamente das redes sociais; outras que estão apenas acompanhando a repercussão da sua imagem nas redes e por fim, aquelas que não prestaram atenção ainda na força que esse novo espaço ganhou no mundo da comunicação.
Você é responsável pela estratégia de comunicação de alguma marca? Já parou para pensar nesse assunto?
Ao que tudo indica é uma ação para gerar buzz, pois no mesmo post aparecem ainda 2 fotos do refrigerador da LG. O post termina dizendo: "Fiquem atentos, que eu acho que mais pinguins vão aparecer por aí. Já olhou dentro do seu refrigerador hoje?".
Ou seja, ao longo do dia provavelmente alguns blogueiros devem receber um pinguim de gelo em casa, ou algo assim. Logo mais começam a aparecer por aí fotos no Flickr, vídeos no YouTube, comentários no Twitter, post em blogs (como este!) enfim, você que lê meu blog já conhece a mecânica das ações em mídias sociais, não?
Ficarei de olho e atualizarei esse post com novidades sobre essa ação. Deixo o convite para voltar mais tarde!
[update 12h50] pelo Twitter, @rventurelli avisou que a @gabibianco (ambos da agência Espalhe) acabou de receber um pinguim por lá. Pedi para encaminhar uma foto para colocar aqui no blog. Segue abaixo:
[update 13h00] a @lilianeferrari mandou uma foto e ainda deu o link que explica toda a promoção!
O participante deve acompanhar o hotsite e interagir pelo Twitter. Serão entregues 10 "pratos" por dia. Nos 2 primeiros dias (hoje e amanhã) exclusivamente para 20 blogueiros convidados. Quem pedir primeiro o prato leva pra casa. No hotsite estão todos os detalhes da mecância.
Os 20 blogueiros convidados são portanto, aqueles que estão recebendo os pinguins de gelo durante o dia de hoje.
A partir de segunda, e durante os próximos 20 dias, a promoção continuará distribuindo "pratos", mas desta vez para qualquer um que se interessar em participar!
[update 15h50] Acabei de ganhar um dos "pratos" da promoção! Lá pelas 15h40 o perfil @LGTopMount anunciou que seria sorteado o "kit café da tarde" e menos de 10 minutos depois foi dado o "valendo".
Fui o primeiro a responder no Twitter e levei o kit. Esse foi o segundo sorteio realizado pela campanha até agora. Tem muito pra rolar ainda! Abaixo a foto do kit que recebi em casa:
[update 20h05] E para encerrar, aqui vai a foto do meu pinguim, que recebi apenas agora, pois quando recebi a ligação pela manhã dizendo que iriam entregar "algo" que eu deveria receber pessoalmente, pedi para que fosse entregue somente no final do dia. Aqui está!
É mais um evento entre outros que buscam discutir a área das mídias sociais. Os palestrantes do evento são profissionais já reconhecidos pelo mercado e acredito que o conteúdo gerado seja muito relevante.
O principal assunto que espero que seja discutido é afinal, o valor e o papel deste novo profissional de Social Media que acabou de nascer e alguns dizem, deve morrer em breve.
HISTÓRICO: O fato é que logo após o surgimento das redes sociais e da era da web 2.0 as agências de publicidade e o mercado de comunicação começaram a descobrir um novo espaço de relação entre o consumidor e as marcas. Esse espaço ficou conhecido como mídias sociais (social media).
No final de 2008 e início de 2009 as agências, percebendo a complexidade deste novo espaço de mídia, começaram a criar um novo departamento de - Social Media - dentro das agências.
ATUALIDADE: Hoje, o que ouço nos corredores é o seguinte: o profissional de Social Media em geral é menosprezado pelos profissionais de Criação, Mídia e Planejadores. O argumento é que não existe um departamento exclusivo para a TV, o rádio ou o jornal, então não seria necessário um depto. exclusivo para cuidar das redes sociais. Tanto Criação como Mídia seriam áreas aptas a atender essa necessidade.
Já logo no início estão desconstruindo as funções, valores e fatores que sustentavam o novo profissional de Social Media nas agências de publicidade.
REFLEXÃO: Compreendo a ideia (e sou a favor) de que todos os profissionais de uma agência de publicidade deveriam ter know-how suficiente para lidar com as mídias sociais; assim como acontece com os demais meios de comunicação. Eles conhecem muito bem cada meio e por isso podem propor estratégias de comunicação eficazes.
Porém desde 1995, quando comecei a acompanhar o surgimento dos meios digitais, pude notar que os publicitários em atuação na época tiveram grande dificuldade em compreender e lidar com esse novo meio.
Confesso, ainda hoje vejo muita agência de publicidade tradicional fazer pouco uso - ou de maneira ineficaz - dos ambientes de comunicação como a internet.
Minha conclusão é a seguinte: se tais profissionais até hoje não compreenderam a linguagem dos meios digitais, como poderiam já estar familiarizados com as redes sociais?
Assim, acredito que por alguns anos seja necessário um profissional dedicado exclusivamente a pensar as mídias sociais, ou talvez o meio digital como um todo. Pois é importante ressaltar, o trabalho nas redes sociais traz uma complexidade muito diferente dos meios "tradicionais".
Mas importante: ele não deve atuar de forma independente e distante das áreas de Mídia e Criação, ele deve compor essa nova tríade (Criação, Mídia e Social Media).
Afinal, neste novo cenário que vivemos, nem mesmo as áreas de Criação e Mídia conseguem trabalhar de forma departamentalizada. Como costumo dizer, hoje a Mídia precisa ser criativa, bem como a Criação precisa inventar novas mídias.
Será que o congresso "Social Media Brasil" dará conta de aprofundar essa questão?
Agora não é mais brincadeira de uns e outros. O campo da social media cresceu e já tornou-se realidade no dia-a-dia do mercado da propaganda e do marketing.
Em maio foram diversas as ações implantadas que envolviam mídias sociais. Vou elencar abaixo apenas algumas que tive conhecimento:
- Coke Teens: a agência Riot participa desta ação da Coca-cola direcionada ao público jovem. No hot-site da campanha o visitante cria seu avatar, chamado Happy Me, que são pequenos monstrinhos.
Os avatares podem receber votos e aqueles que fizerem mais sucesso participam do programa Acesso, da MTV, e também podem ganhar uma câmera digital com Smile Shutter.
A interação com as redes sociais foi solucionada com a criação de um aplicativo para o Orkut que permite "brincar" com o Happy Me dentro do Orkut.
- Rexona Teens: esta campanha é produzida pela agência CuboCC, a mesma que cuidou da campanha de lançamento da Doritos Sweet Chili que também envolvia avatares e toyart.
Já Rexona Teens é uma promoção dirigida ao mesmo público jovem de Coke Teens, mas aposta em outro formato: o reality show. No ar desde fevereiro, o hotsite acompanha o dia-a-dia de 3 adolescentes.
Essa campanha já foi citada neste blog no seu lançamento. Desta vez o destaque fica por conta da promoção relâmpago que teve início nesta sexta e distribuiu ingressos para o show do Jonas Brothers de hora em hora, durante 25 horas seguidas. A "gincana" era promovida dentro do hotsite da Rexona Teens e constantemente anunciada pelo canal no Twitter. A mídia social neste caso foi importante para divulgar com agilidade a promoção relâmpago.
- Pele Verde: é uma ação criada para o Banco do Planeta, instituição que desenvolve os projetos de sustentabilidade do Bradesco. Este é o caso de um projeto de produção de conteúdo em que o resultado final é um documentário que utiliza imagens captadas pelos próprios moradores da região do Amazonas.
Hoje no meio da tarde realizei, em conjunto com alguns amigos e a equipe do EBP (Encontro de Blogueiros Publicitários), uma pequena experimentação de mobilização em redes sociais com o propósito de divulgar uma informação.
PREMISSAS: O FlashMob é um formato já reconhecido por aqueles que estudam o meio digital. É utilizado com certa frequência apenas para comprovar a capacidade de mobilização social das redes. Os casos mais conhecidos não possuem nenhum propósito comercial; mas muitos acreditam que esse formato pode ser utilizado na publicidade. Já existem algumas experimentações nesse sentido.
As redes sociais são hoje alvo dos publicitários. Estão todos experimentando diferentes modelos de dentro deste novo ambiente de comunicação. E o Twitter é um destes espaços. Curiosamente, essa rede conseguiu reunir um grande número de blogueiros, bem como profissionais da área de comunicação.
MECÂNICA: Apenas como experimentação, ainda na manhã de hoje surgiu a ideia de convidar algumas pessoas a publicar no Twitter uma mesma mensagem, todos juntos, num mesmo horário.
Escolhemos divulgar o evento EBP, que destina-se ao público de blogueiros e publicitários, justamente aquele nos quais estamos inseridos.
Durante a manhã convidamos por e-mail algumas pessoas a participar da experiência.
Num projeto futuro, seria mais adequado pesquisar quem são os influenciadores do meio e convidar estas pessoas para participar da mobilização; bem como realizar o plano com um prazo maior. Neste caso, como era apenas uma experiência, realizamos tudo num único dia.
Ficou combinado que exatamente as 15h todos iriam publicar a seguinte mensagem: "Pode retwitar por aí, acabamos de confirmar: #EBP2009 será dia 08/08, na #FAAP! Inscrições em breve. #twittermob"
RESULTADOS: Exatamente as 15h tivemos cerca de 20 mensagens publicadas. Praticamente o mesmo número de pessoas que foram convidadas por e-mail a participar da divulgação da informação.
Após 30 minutos, já eram mais de 55 publicações da mesma frase no Twitter.
Não conheço uma maneira prática de contabilizar o número de visualizações dessa mensagem, por isso é difícil medir no Twitter o número de pessoas que foram atingidas por essa mensagem.
Mas podemos considerar o número de leitores em potencial. Nesse caso, basta somar o número de pessoas que acompanham o perfil de cada um que publicou a frase. Chegaremos a um número superior a 35.500 possíveis leitores da informação, ao longo do dia.
Obviamente temos que considerar que parte destas pessoas podem não chegar a ver a mensagem, bem como neste número há duplicidade de usuário.
Ainda assim, acredito que essa foi uma experiência muito eficaz, pois serve para comprovar a qualquer um, o potencial de comunicação e aplicação publicitária das redes sociais.
Também é possível notar o fator de colaboração e mobilização envolvidos nessa ação, comprovando que o usuário da rede está disposto a participar de um processo de comunicação, quando ele vê que existe envolvimento e relevância.
OBS: Os resultados acima consideram apenas os primeiros 30 minutos após a realização do #twittermob. é preciso lembrar que a mensagem ainda continua a se espalhar ao longo do tempo, atingindo ainda mais pessoas.
Apenas para efeito de comparação, após 4 horas do evento a frase apareceu no Twitter mais de 90 vezes; alguns dias depois já eram mais de 100 republicações. Sem dúvida o número de leitores em potencial ultrapassou os 35.500 (calculado a partir do resultado obtido nos primeiros 30 minutos).
Para contabilizar links é possível utilizar o serviço Migre.me, mas nesse caso não havia nenhum link na mensagem.
Também sei que é possível atingir um número bem maior de retwits, porém considero aqui a falta de planejamento bem com o tema divulgado, que de fato, é de interesse de um público muito específico. Mais uma vez, lembro que está foi apenas uma pequena experimentação. Uma ação bem planejada pode conseguir resultados muito superiores.
PROPOSTA: Você, que está trabalhando na agência, use este exemplo para incentivar seu cliente a apostar em uma ação semelhante; e depois me conte os resultados!
Na semana passada começaram a rolar três promoções que são bons exemplos do novo formato de comunicação que utiliza as tais "mídias sociais". Agora não basta apenas fazer um hotsite; é preciso criar uma comunidade e espalhar a informação dentro das redes sociais:
1 - ORLOFF - Mitos e Verdades A Orloff convidou o blog Cocadaboa para publicar 25 posts com histórias em que os leitores deverão decidir se são mitos ou verdades. A Orloff também irá publicar um jornalzinho impresso com as mesmas histórias.
A brincadeira é que qualquer outro blog poderá também publicar a sua história. Aquela que gerar mais dúvidas entre os leitores será selecionada para substituir uma das histórias do Cocadaboa que não enganou os leitores. Ou seja, os participantes ganharão o direito de ter seus posts publicados no jornalzinho.
Além disso, os visitantes do hotsite da promoção concorrem a sorteios "noites VIP" em bares de SP. Confira aqui o hotsite da promoção.
2 - MAPFRE - O maior barbeiro do Brasil A Mapfre Seguros lançou a promoção "O maior barbeiro do Brasil". A proposta é estimular os usuários a enviarem vídeos, fotos ou textos contando as maiores "barbeiragens" no trânsito, e com isso, lembrar a importância do seguro de carro.
Os visitantes do hotsite podem votar nas "barbeiragens" e as 3 melhores serão premiadas. A promoção tem ainda sua presença marcada nas redes sociais Orkut, Facebook, MySpace, Twitter e Blip.fm.Clique aqui para ver o hotsite da promoção.
3 - BRASTEMP - Dê 1 minuto para sua mãe No concurso da Brastemp, os usuários enviam fotos das suas respectivas mães para participarem de uma pré-seleção através de uma votação feitas pelos visitantes do hotsite.
As 3 mães pré-selecionadas pelos visitantes do site serão julgadas pela editora de moda (e também blogueira) Milena Gouvêa e por outros 3 blogueiros convidados (Gabi, Renata Ruiz e Guilherme Valadares). A mãe vencedora ganhará 15 looks da estilista Juliana Jabour.
O hotsite conta ainda com um blog que tem o papel da "mãe" como tema. O conteúdo do blog é produzidos pela Milena Gouvêa.
SKOL SENSATION: Na semana que passou foram publicados dois anúncios que traziam a nova proposta de publicidade interativa que foi chamada de "realidade aumentada".
Esse novo formato procura aproveitar a webcam do computador para gerar interação entre o hotsite e o usuário.
No caso do Skol Sensation o anúncio convidava o leitor a visitar o hotsite do evento e posicionar o logo da marca em frente à webcam. Quando isso ocorria na tela aparecia uma animação sobre a logomarca, conforme mostra o imagem abaixo.
Esse novo formato publicitário segue o conceito "creating time" em que o objetivo é ampliar o tempo de interação com a marca.
VECTRA GT 2009 Já a Chevrolet lançou na mesma semana uma campanha para o Vectra GT 2009 que considerei bem mais inteligente.
Na peça também aparece um símbolo que deve ser posicionado frente à webcam ao acessar o hotsite. Porém desta vez ao invés de apenas mostrar um novo elemento no vídeo, o símbolo é, na verdade, o controle do volante de um carro.
Ou seja, no hotsite há um jogo de corrida em que você é o piloto e o volante é controlado através dos movimentos reais feitos com o anúncio. Bem mais inteligente e atraente, não?
Acredite ou não, o assunto foi tema de notícia no Wall Street Journal de hoje (19/03/09). Convido também a ler o post do Sim,Viral, pois queria aqui apenas complementar a reflexão sobre o envolvimento da publicidade nestes novos espaços.
O ano passado foi o auge da discussão sobre post pago em blogs e este ano aparentemente vamos passar discutindo twits pagos. Já existe até a hashtag #TwitterDeAluguel.
Considero essas reflexões saudáveis pois é a partir delas que nascerá o modelo que veremos implantado num futuro próximo.
Apesar de não servir perfeitamente como modelo de comparação, ainda assim trago aqui o exemplo do esportista: antigamente era comum ouvir críticas àqueles primeiros jogadores de futebol que eram convidados a receber patrocínios individuais.
Hoje todos os jogadores de sucesso possuem um contrato individual com alguma marca. No contrato está previsto que ele deve exibir e utilizar produtos da marca em determinadas situações. E ninguém o rotula de "jogador vendido".
É possível que as próximas gerações de jogadores já tenham mais familiaridade com o ambiente digital. Quem sabe veremos jogadores que terão seus próprios blogs ou perfil no Twitter. Não tenho dúvidas que nestes casos as marcas também aproveitarão para incluir em contrato a cláusula de que o jogador deverá, por exemplo, utilizar um background determinado pela marca em seu perfil no Twitter. E então? Iremos rotular seu perfil como #TwitterDeAluguel?
Acredito que ainda há um idealismo um tanto romântico e ingênuo nestas discussões que abusam de termos como post pago, blogueiro de aluguel, twitter de aluguel, etc. É preciso assumir a realidade do mundo dos negócios e a partir desse olhar, encarar estes novos ambientes gerados pelas redes sociais.
A agência Age criou para a marca de preservativos Olla um blog que utiliza um formato já conhecido: trazer convidados para produzir conteúdo para o blog.
Resolvi postar pois merece a reflexão. Afinal preservativo é um daqueles produtos difíceis de trabalhar na publicidade. E aproveitar o ambiente das redes sociais a princípio parece-me uma boa solução.
Sem dúvida é possível que as mídias sociais sejam um espaço proveitoso para produtos com restrição. Mas criar e manter um blog dá trabalho.
Agências estão acostumadas a "criar e entregar". Em geral, não sabem "criar e manter". Desde os anos 90, quando começaram a aparecer os primeiros sites, tenho batido na tecla de que um site dependia de constante atualização. Fui um dos primeiros no Brasil a usar o termo "marketing interativo" justamente para enfatizar a necessidade da constante interação com o "consumidor" exigido pelo meio digital.
Agora na era dos blogs e das redes sociais isso é mais do que concreto. Um blog desatualizado pode inclusive manchar a marca. Se não terá como manter, melhor não fazer.
Mais do que as agências, são os clientes que precisam compreender que ações em meios digitais dependem de investimento permanente. E exigem esforços de diversas áreas da comunicação. Não só do Publicitário como do Relações Públicas.
No caso do blog da Olla parece que tudo isso foi olhado com atenção pois estão programados vários convidados diferentes para escrever no blog. Tudo depende agora desse conteúdo gerado ganhar com o tempo a atenção e atrair o interesse do público-alvo.
Depois da ação realizada em janeiro para lançar o novo modelo de celular Renoir (veja aqui), a LG volta às mídias sociais para divulgar agora o modelo Cookie.
No caso do LG Renoir a ação tinha um formato que fazia proveito de características do marketing experimental e do brand experience. Já no caso da ação que começou essa semana, trata-se mais de um formato de promoção. Mas em ambos o viés de reality show é evidente.
O hotsite da campanha é o ambiente que centraliza as dezenas de vídeos produzidos por um grupo de 45 pessoas. Cada um dos participantes deve convidar algum conhecido a gravar um vídeo em que demonstra alguma das funções do celular Lg Cookie.
Os participantes devem gravar 10 vídeos por semana. Ao total serão 4 semanas. Para realizar/produzir os vídeos cada um recebeu 2 aparelhos LG Cookie. Um para fazer a captura dos vídeos e outro para ser utilizado durante as demonstrações dos recursos.
Nos últimos 2 anos a social media nasceu e tomou forma. As áreas do Marketing, Publicidade e Relações Públicas sofreram muitas mudanças desde a era da web 2.0 e das redes sociais.
Hoje já temos acumulado na história diferentes ações de comunicação que envolveram as mídias sociais; mas ainda são poucas as empresas que toparam arriscar seus investimentos nesse novo ambiente.
Foi pensando nessa questão que escrevi o artigo publicado no portal JumpExec e reproduzido no post anterior. "Como anda a reputação da sua marca?" é um texto que procura orientar o profissional responsável por uma marca ou produto sobre o atual cenário dos meios digitais e a importância de atuar nesse ambiente de forma pró-ativa, o quanto antes.
Se você trabalha em algum campo da comunicação (publicidade, marketing, jornalismo, relações públicas, etc), faço aqui meu pedido para que ajude a espalhar as ideias propostas. Comente com seu cliente, divulgue para os colegas, escreva um post. Compartilhe.
Vamos ajudar a impulsionar esse novo campo das mídias sociais, inclusive como solução original para a crise econômica em que nos encontramos.
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente no portal JumpExec em 10/02/2009 http://www.jumpexec.com.br/ArtigoIntegra.aspx?ID=2763 ---------------------------------------------------------
Fica aqui o aviso: logo mais nos veremos frente a mais uma nova fase de um paradigma que afeta nossa sociedade. Aqueles que acompanham a evolução dos meios de comunicação, em especial os meios digitais, já devem estar cientes, afinal não se trata de um fato puramente novo, mas de uma evolução gradual que ocorre ao longo do tempo. Como já comentei em artigo anterior, se antes vivíamos a “era da vigilância”, hoje estamos inseridos em uma espécie de desdobramento deste conceito, que cheguei a chamar de “era da exposição”.
O que deve acontecer em breve, portanto, é apenas a gota d’água que fará transbordar o copo, evidenciando essa nova realidade. Mas o copo já estava praticamente cheio, era só prestar atenção.
Os chamados heavy users da internet já estão um tanto cansados de ouvir os termos “reputação” e “relevância” sendo aplicados em diferentes situações. É provável que faça mais de 10 anos que surgiram as primeiras comunidades virtuais que utilizavam ferramentas, na época ainda bem simples, para calcular o tal índice de “relevância” do conteúdo ou de “reputação” dos participantes daquela comunidade.
A proposta era evidenciar as informações valiosas ou quem eram as pessoas mais influentes daquela comunidade. Essa idéia se propagou e foi inserida em praticamente todas as diferentes redes sociais hoje existentes. Algumas redes designam nomes fantasiosos como “karma”, “props” ou “diggs” para classificar o índice de influência dos seus membros. Em outras redes o índice é menos explícito e fica restrito à indicação pública do número de “amigos” ou “seguidores” que cada membro possui.
Pois bem, a prática constante dessa “lógica” acabou por condicionar nossa sociedade. Hoje é comum determinar um nível de popularidade ou até mesmo confiabilidade, para alguém até então desconhecido apenas por observar seu índice de reputação e popularidade nas redes sociais.
Enfim, o fato iminente é que logo não será mais preciso participar de uma rede social para sofrer as conseqüências desse índice de confiança, reputação, relevância ou o que seja. Na verdade vejo com freqüência muitas pessoas utilizando como um fator de cálculo de “relevância” o volume de citações registradas na resposta de pesquisa do Google.
Muitas empresas já estão colocando em prática softwares especialmente construídos para coletar informações registradas na internet , seja a partir dos resultados do Google ou das diversas redes sociais. A intenção desses softwares é tentar separar comentários positivos de negativos sobre determinado assunto e com isso gerar o tal “índice” de reputação. Não importa apenas a quantidade de citações no Google, mas também o conteúdo dessas citações.
Logo mais todos nós seremos engolidos por essa onda de classificação da reputação, seja uma pessoa desconhecida, um profissional conceituado, uma marca ou produto de uma empresa. Faça uma pesquisa no Google e verifique quantas citações ele encontra. De que valerá para uma empresa ter um alto número de citações na internet se a maioria delas forem de consumidores reclamando do seu produto?
Ou seja, o que é publicado na internet está registrado e passível de avaliação. Não há como escapar. Mesmo que você prefira não publicar qualquer informação sobre seu produto na web, seus consumidores o farão, assim que experimentarem o produto.
Tendo ciência de que inevitavelmente esse “índice de reputação” será um fator de influência na imagem da marca de uma empresa ou do seu produto, o que veremos daqui pra frente será a adoção de diferentes ações de comunicação que envolvam a participação do consumidor, estimulando-o a registrar na internet suas impressões; de preferência, positivas.
Sem dúvida a criatividade dos profissionais de mídias sociais será capaz de criar estratégias inovadoras nesse sentido. Apenas para exemplificar cito o formato já utilizado por algumas marcas em que um grupo de autores de blogs são convidados a participar de uma ação de branding experience ou então recebem um produto em lançamento para avaliação. A idéia aqui é estimular que estes blogueiros espalhem pela internet suas impressões e com isso contagiem outros usuários da rede que podem vir a ser potenciais consumidores. A maioria das ações que envolvem o chamado social media caminham nesse sentido.
Por isso, faço um alerta. Pare tudo agora e faça uma busca no Google pelo nome da sua empresa ou do seu produto. Se o resultado que você receber for um volume grande de comentários negativos ou por outro lado um número muito pequeno de citações, é hora de sentar com um profissional de social media e criar com ele alguma estratégia de propagação da sua marca na internet. É provável que logo tenhamos até um termo próprio, como branding dissemination, por exemplo, mas o importante é que, em pouco tempo você terá uma marca mais forte e ainda será considerado um pioneiro!
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente no portal JumpExec em 10/02/2009 http://www.jumpexec.com.br/ArtigoIntegra.aspx?ID=2763 ---------------------------------------------------------
Acabou de entrar no ar mais uma variação daquilo que temos categorizado como ações de "social media". Desta vez, um projeto um tanto arriscado. Trata-se de uma campanha da Rexona para sua linha de produtos destinado às jovens adolescentes.
O novo hotsite do Rexona Teen é todo dedicado a uma espécie de LifeStream, ou seja, um canal que irá agregar todos os registros publicados em diferentes redes sociais de 3 jovens adolescentes. Tudo o que essas 3 jovens (Nicole, Flávia e Jessica) publicarem nas redes sociais (Orkut, Twitter, Flickr, Youtube, etc) será replicado no hotsite da Rexona Teen.
Como pode notar, esse "case" utiliza pinceladas de reality show e mídias sociais. A intenção é aguçar a curiosidade e atrair as jovens (potenciais consumidoras) para formar uma comunidade entorno do hotsite.
E nesse sentido surge o risco e a delicadeza necessária desse projeto de comunicação, pois será importante gerenciar com cuidado o cotidiano desse reality show com jovens de 15 anos.
É provavelmente pensando nisso que a agência que planejou o projeto colocou uma pessoa responsável para acompanhar de perto o dia-a-dia. Inclusive a pessoa não trabalha apenas no "backstage"; ela também é um "personagem" do reality show e atuará como uma mediadora e orientadora das atividades que serão realizadas pelas 3 adolescentes.
A qualquer interessado nos avanços da publicidade digital, essencialmente as ações de social media, diria para ficar de olho nessa ação pois há muito o que aprender com os erros e acertos que deverão ocorrer ao longo desse "LifeStream".
Durante a Campus Party 2009 a AgênciaClick e a rede de postos Ale lançaram o desafio: "Como um posto de combustíveis pode inovar em seus serviços para potencializar o convívio das pessoas, utilizando para isso, a tecnologia da informação?"
Aqui estão algumas algumas propostas:
- Antes de mais nada, acredito que o novo espaço social exige uma definição muito clara do seu público-alvo. Ele não pode ser mais abrangente. É preciso definir um segmento e focar seus serviços nesse público. Por exemplo: focar no público jovem, universitário, motorista há pouco tempo e que ainda não conhece bem seu carro. Em resumo, definir um segmento claramente e assumi-lo.
- Não acredito que montar sua própria rede social seja o melhor caminho, na verdade esse é o caminho mais árduo pois a tendência é que a cada dia apareça uma nova rede "corporativa" usando plataformas como o Ning. Melhor é entrar aonde o seu público já está inserido. Criar situações de relacionamento no Facebook, Orkut, Twitter, etc.
- Que tal, por exemplo, uma aplicação no Facebook em que o usuário pode montar a agenda de manutenção do seu carro para receber alertas para a troca de óleo, extintor, freio, enfim as coisas que acabamos sempre esquecendo?
- Ou um canal no Twitter que faça o mesmo, mas que vá além, e possa interagir com o público, tirar dúvidas sobre o carro, comentar se existe ou não uma mistura ideal de combustíveis para motores Flex, etc...
- Para atender ao novo paradigma da cultura sustentável, todos os estabelecimentos Ale poderiam se tornar postos permanentes de coleta de materiais não recicláveis como pilhas, baterias ou materiais menos comentados como o óleo de cozinha que é um contaminador da água potável. Divulgar e fornecer informações sobre o programa de sustentabilidade pode (e deve) ser uma das prioridades dos temas de comunicação da Ale com seus consumidores.
- Sendo ainda mais ousado, a filosofia do Open Source Branding poderia ser assumida de forma integral pela Ale. Passar a participar das conversas entre os consumidores sobre a marca; que acontecem nas redes sociais ou mesmo estimular essa discussão nos canais sugeridos acima, pois afinal, essas conversações já acontecem, com ou sem a participação da empresa.
- Os tradicionais sorteios e prêmios muito comuns entre os postos poderiam ser substituídos por ações de fidelização e oferecer prêmios mais adaptados ao segmento.
- A ambientação dos estabelecimentos e o design de toda a comunicação do posto também devem seguir o segmento de público adotado. Quem já viu um posto que seja "case" de design? Isso é inovar!
- A comunicação com o consumidor também pode ser estabelecida a partir do cotidiano daquele público-consumidor. Procurar identificar especificidades como por exemplo, no caso do público jovem-universitário, o perído do ano conhecido como "semana do saco-cheio", termo próprio desse público e ao utilizá-lo, ajuda a aproximar o consumidor. Pode-se fazer um contato para checagem do carro nos dias que antecedem esse feriado prolongado.
- Participar do cotidiano do seu público. Essa deve ser a meta da empresa. Buscar aliar sua marca e apoiar iniciativas que venham a surgir espontaneamente entre os consumidores. Atitudes como essa geram vínculo com a marca. A tendência para o futuro é a dispersão completa de informação, por isso será preciso, acima de tudo, buscar a identificação. Saber abordar assuntos relevantes. A proximidade ajudará a marca a identificar novos hypes que devem ser aproveitados!
Agora as questões finais:
1. Que problema do presente a sua solução futura resolve? Atualmente o mercado de postos de combustíveis (assim como muitas outras áreas) está massificado e sem nenhum diferencial. Difícil encontrar argumentos relevantes entre os concorrentes. A solução proposta acima aposta no foco em um segmento, para atrair e fidelizar.
2. Por que você acredita que sua solução é viável em sua implementação? Nada proposto aqui está ainda em desenvolvimento. Todas as ações podem ser implementadas imediatamente!
3. Por que sua solução é sustentável, isto é, porque ela causa pouco ou nenhum impacto negativo no planeta e nas sociedades? Nenhuma ação proposta causa dano ambiental, pelo contrário, a idéia é promover uma campanha de reciclagem e utilizar os espaços da Ale como postos de coleta. Colaborando assim com a cultura sustentável do seu entorno.
Que fique claro: a tendência que influência a publicidade dos últimos 2 anos preza pela inovação, mas isso não se restringe aos novos meios digitais. Muitas vezes inclusive o meio online procura interagir com o offline.
Engana-se aquele que não vê mais originalidade nos meios ditos "tradicionais". Novos formatos aparecem periodicamente e cada vez mais adaptados e adequados ao contexto do produto que anunciam.
SonyEricsson W760
Outro dia, folheando a revista Wish, encontrei dois anúncios com formatos pouco usuais. Não são necessariamente a primeira vez que aparecem, mas ainda assim chamam a atenção.
Um dos anúncios aparecia na segunda capa da revista. Tratava-se de um sequencial com 3 dobras. Era um anúncio da SonyEricsson para o celular "W760".
A peça fazia proveito do lay-out da própria capa da revista. A modelo Isabeli Fontana que aparece na capa também aparece no anúncio.
O mesmo ensaio fotográfico, porém desta vez com o produto na mão. Ao lado algumas das imagens do anúncio.
Samsung Omnia
Em outra edição da revista foi a vez da Samsung anunciar seu modelo de celular "Omnia".
O anúncio segue o formato tradicional de página simples, porém nele aparece impresso um ícone que deve ser colocado em frente à webcam quando acessado o hotsite do produto. Estimulo à curiosidade alheia!
É na verdade uma estratégia de mobile marketing em que aquele que resolver parar a leitura da revista para acessar o hotsite e ativar o sistema verá a reprodução da câmera dentro do hotsite e ao reconhecer o ícone o sistema aplica a imagem de um celular Omnia exatamente em cima do ícone enquanto a voz em off fala do produto.
Mesmo sem o anúncio você pode interagir com o hotsite (lá você pode imprimir o ícone). Ao menos enquanto ele permanecer no ar. Clique aqui para acessar.
Aparentemente a LG é a primeira marca a realizar ações de comunicação envolvendo midias sociais em 2009. Para ser mais exato, foram duas ações preparadas pela agência Sinc para essa primeira semana do ano.
AÇÃO #1 - "O dia em que a Terra parou" Por conta da sua participação na produção do novo filme da Fox Film (veja no post anterior) a LG teve direito a levar convidados para a pré-estréia realizada ontem (08/01/09). Ao invés de simplesmente distribuir os convites para os influenciadores do meio, foi realizada uma rápida e divertida ação no Twitter. O usuário da rede social deveria escrever como imaginaria ser salvo dos alienígenas e indicar outros dois usuários do Twitter que pretendia salvar consigo. A indicação dos 2 usuários foi o artifício para propagar a ação. As respostas mais originais foram premiadas com o convite para a pré-estréia. Foi uma ação realizada apenas no dia anterior, portanto muito rápida e pontual, mas conseguiu chamar a atenção e divulgar um tanto além do que a simples distribuição dos convites. Todo o diálogo no Twitter foi registrado sob a tag #aterraparou. Fui motivado a participar por conta do @leorama. Confesso que foi divertido e melhor ainda ser premiado com o convite.
AÇÃO #2 - Clube Renoir Além do seu envolvimento com o lançamento do filme, a LG também preparou um evento para o final dessa primeira semana do ano. Trata-se de uma ação maior e com certeza deve gerar mais repercussão. Aparentemente foi elaborada aos moldes da anterior que ficou conhecida como "Safari Urbano" (para o lançamento, na época, do celular Viewty (KE990c)). Deixo aqui o post que o Rafael Ziggy escreveu para o seu Sim,Viral.
Desta vez o modelo a ser lançado é o Renoir (KC910). Autores de blogs de diferentes áreas foram convidados durante a semana para participar de uma ação que vai ocorrer no final desta semana. A proposta é apresentar o novo celular e permitir o envolvimento com o produto, assim como no "Safari Urbano".
O convite que recebi dizia apenas que fui convidado a conhecer o novo celular e que deveria me preparar para uma viagem cheia de surpresas (!!!). O encontro foi marcado para as 9h do sábado e o retorno previsto para a tarde do domingo.
Já que este blog tem como foco tanto a área de Comunicação como a Tecnologia, resolvi topar a proposta e ocupar meu final de semana com o LG Renoir.
Desta forma terei a oportunidade de publicar aqui em detalhes como ocorreu toda a ação de comunicação, bem como relatar as características e minhas impressões sobre esse novo aparelho de celular. Além disso, será com certeza uma ótima oportunidade para encontrar com alguns dos amigos da blogosfera.
E para ampliar a proposta e tentar oferecer a você, leitor deste blog, mais detalhes sobre todo o andamento da ação, vou procurar durante todo o final da semana publicar flashes do que ocorre a cada momento. Caso tenha interesse, basta acompanhar meu perfil no Twitter (@ericmessa). Ou então seguir a tag #LGrenoir (O Manoel Netto do BlogBlogs avisou que já foi criado um canal exclusivo para acompanhar os blogueiros, clique aqui para ver).
Assim encerro esse post, e logo retorno com mais informações sobre o evento do final desta semana.
Quer ver mais uma maneira de uso do YouTube para promover e divulgar seu produto/serviço? O próprio YouTube ensina.
Desta vez a proposta é montar uma orquestra inteira para uma apresentação especial em abril de 2009 no Carnegie Hall em Nova Iorque (EUA). A seleção dos músicos será feita a partir dos vídeos publicdos no YouTube.
No canal do "YouTube Symphony Orchestra" o candidato encontra a partitura da música (composta por Tan Dun) para ensaiar e gravar seu vídeo. A idéia é montar uma orquestra com pessoas de todo o mundo, selecionadas a partir destes vídeos.
O jornal Meio & Mensagem dessa semana (24/11/08) trouxe uma matéria comentando o sucesso do Orkut no Brasil. A matéria é baseada na pesquisa divulgada pela comScore que também foi tema de matérias na Folha e no O Globo do dia 20/11/08.
Todas as matérias abordam o alto índice de participação do brasileiros dentro das redes sociais. Siga os links para ler. Aqui gostaria de aproveitar para fazer uma leitura inversa: se somos um dos países que mais participa das redes sociais, isso significa que outros países que possuem um número de internautas muito superior ao nosso ainda estão muito atrás em relação ao envolvimento social dentro da internet.
Em apenas 6 países do mundo mais de 70% dos seus internautas acessam redes sociais. O Brasil é o segundo colocado nessa lista. Já o Japão, que possui um dos maiores números de internautas do mundo, somente 55,7% participam de redes sociais.
Aqui fica evidente a possível influência da cultura de cada sociedade. Assim, é possível que a noção de "interatividade" e os valores envolvidos no conceito de "colaboração" ainda não devem estar tão incorporados à cultura do internauta estrangeiro como de um brasileiro.
Aparentemente somos mais participativos e colaborativos que os internautas de outros países, por isso acessamos mais as redes sociais. Em relação à publicidade, provavelmente ações de social media realizadas lá fora ainda não teriam o mesmo resultado como aqueles que conseguimos aqui. Principalmente em países em que o acesso em redes sociais não é tão alto.
Será que a o envolvimento participativo e a colaboração serão valores que um dia estarão mais presentes na cultura geral do mundo, assim como propõe o ideal lançado desde a década passada?
Mobile Marketing você já conhece. O formato de vídeo que interage com o celular já foi bem explorado. Uma das mais famosas foi a ação da L´oreal com a Grazi Massafera.
Essa semana a Sprite lançou uma promoção que utiliza um formato diferenciado. Várias gravações diferentes são colocadas à disposição para o visitante escolher e indicar o celular de um amigo. Esse amigo é quem recebe a ligação e ouve a gravação. A promoção "Rei do Elogio" é interessante também pois é baseada num hit do Youtube, o rei do elogio da rádio de Quixeramobim.
Mas o formato de mobile marketing que mais chamou minha atenção essa semana foi dica do Leandro Gurman: A Close-up lançou uma promoção que aproveita de vários hypes. São três personagens que sob a onda do reality-show colocam suas vidas em exposição no blog da Close-up. Tem também o perfil no Twitter. O reality-show vai durar 3 meses.
Para divulgar a campanha, o mobile marketing não aparece nesse hotsite, mas na aba do MSN messenger. Os usuário do messenger que clicarem na aba da Close-up são convidados a indicar seu nome e número do celular. Logo após aparece um vídeo com o vocalista da banda Capital Inicial dizendo que vai passar seu número para uma outra garota(o) e você deve aproveitar os minutos de bate-papo para conquitá-la(o).
Ou seja, nesse formato de mobile marketing, ao invés de ouvir uma gravação, você interage com outra pessoa que também topou participar da ação.
Quer exeprimentar? Clique na aba do seu messenger!
Começa hoje (13/11) a promoção Ultimate Blog Challenge da LG.
Seis blogueiros foram convidados a participar de um campeonato em que deverão realizar diversas tarefas durante cerca de um mês. Enquanto isso o público acompanhará o campeonato através do hotsite criado pela LG.
Neste hotsite o visitante também pode participar de um concurso para ganhar um notebook LG P300S, para isso, basta responder à pergunta "O que você faria se tivesse um notebook LG nas mãos?" e escolher um dos blogs para entrar na equipe. O autor da melhor frase do blog que ganhar o campeonato leva o prêmio.
Os seis blogs participantes são: Descolex, Digital Drops, Fashion Bubbles, Com Limão, Tarja Preta e Enloucrescendo. A primeira prova que os blogueiros devem cumprir é arrecadar o maior número de participantes para a sua equipe, por isso aguarde pois devem começar a chover posts por aí sobre o assunto nos próximos dias.
Em 2008 o termo "social media" foi definitivamente incorporado pelo mercado publicitário. Foram diversas as ações de comunicação que buscaram envolver as redes sociais.
Sempre alguém me pede para citar algum case interessante. São diversos os formatos, recursos e redes que podem ser aplicadas numa ação de comunicação. Apesar dessa diversidade, acho possível dividirmos essas ações em dois grandes grupos: as ações que geram conteúdo e esperam que o público consuma esse material e grupo daquelas que criam estratégias para que o próprio público produza o conteúdo e propague, espontaneamente, a informação.
Para ajudar eventuais interessados no assunto, resolvi fazer aqui uma lista de algumas das últimas campanhas que em comum, tinham como objetivo atingir os autores de blogs em busca de mídia espontânea na blogosfera. Veja abaixo algumas ações focadas em blogs:
LG Viewty (abr/2008): o evento ficou conhecido como "safari urbano" e levou diversos blogueiros para um passeio de helicóptero com direito a assistir um jogo no estádio do São Paulo. Cada blogueiro ganhou um celular e foi convidado a registrar todo o passeio. No dia seguinte as fotos estavam espalhadas nos blogs, flickr, etc.
Nome Próprio (mai/2008): a produção do diretor Murilo Salles organizou uma premiére do filme exclusiva para blogueiros. Além da relação com o contexto do filme, a estratégia era parte de uma espécie de "marketing colaborativo" que convidava o blogueiro a divulgar o filme.
i9 Hidrotônico (jul/2008): para o lançamento do seu novo produto a Coca-Cola resolveu selecionar 9 blogueiros que receberam uma mini-geladeira com o hidrotônico. A ação teve muita repercussão por conta do caso gerado pelo uso do termo "blogueiro de aluguel" pelo portal Blue Bus, apesar de não ser essa a primeira ação de envio do produto para autores de blogs.
Brastemp You (jul/2008): como parte das ações para o lançamento da linha "You" a Brastemp organizou um evento sobre blog e moda e convidou alguns personagens destes dois mundos para falar. O público também era formado por pessoas das duas áreas.
Doritos 5Kg (out/2008): para divulgar sua promoção a Doritos distribuiu pacotes exclusivos de 5Kg para um público selecionado de formadores de opinião e influenciadores de rede. Dentre eles foram eleitos alguns autores de blogs. Além dos posts em blogs essa ação gerou também fotos no flickr e vídeos no youtube.
Outubro Rosa – Roche (out/2008): aproveitando do termo "blogagem coletiva" essa campanha da Roche para conscientização sobre o câncer de mama convidou blogueiras a escreverem posts sobre a doença.
O de sempre nunca - Bavaria (nov/2008): a Bavaria montou um blog com conteúdo produzido por 6 colaboradores que são jornalistas e também blogueiros. Qualidade editorial é a aposta para gerar uma comunidade que também faz uso das redes flickr, youtube e facebook.
Ultimate Blog Challenge - LG (nov/2008): nesta ação foram convidados outros 6 blogueiros famosos para participar de uma espécie de gincana em que o número de participantes na equipe de cada blog ajuda a garantir a vitória, ou seja, para ganhar é necessário divulgar bastante o campeonato.
Os casos citados acima não são, necessariamente, os melhores realizados até agora. São apenas, aqueles que me lembrei agora. Caso saiba de algum outro que merece destaque, deixe um comentário. De qualquer maneira, espero que o post seja útil!
Ainda sobre a tendência de estímulo à interatividade que ocorre na publicidade, além da promoção da Kaiser citado no post anterior, vale comentar também a campanha da Dijean para lançar a marca Neo. No caso da Dijeam a proposta é ligeiramente diferente da Kaiser.
Na campanha "Geração Neo" a idéia é dar destaque a diversos jovens que estão começando a atrair a atenção em diferentes áreas, por conta de seus talentos.
A cada trimestre um novo grupo de jovens será convidado. Além de aparecer como destaque nos anúncios impressos, os convidados devem gerar conteúdo para o hotsite da campanha.
Nesta primeira fase da campanha os convidados foram o ator Caio Castro, a vj Luisa da MTV, a blogueira Mirian Bottan e os integrantes das bandas Scracho e Lipstick.
Já comentei neste blog como os meios digitais colaboram para uma nova relação com o mercado. Quem sabe até mesmo o desenvolvimento de um novo modelo econômico.
O consumidor da era digital tem mais espaço para expressar-se, e assim influenciar futuros compradores.
Nos últimos anos o blog foi o formato que melhor colaborou para esse cenário. Muitos consumidores insatisfeitos reclamaram em seus blogs sobre a qualidade do produto ou serviço.
Mais recentemente começamos a assistir a reação das empresas. São diversas as estratégias criadas para atender o consumidor insatisfeito e evitar que a imagem da empresa seja denegrida.
Em agosto deste ano escrevi sobre o lançamento do blog da Claro, estrategicamente desenvolvido para criar uma relação mais próxima com seus consumidores que andavam insatisfeitos com o serviço. No Recife uma cliente chegou a montar o blog "Claro que não funciona".
Essa semana fato semelhante aconteceu no Twitter. Essa rede de microblogging parece cada vez mais representar um espelho da blogosfera. As relações que vemos ocorrer na blogosfera são potencializadas no Twitter.
Na última quinta-feira soube da criação do perfil @euodeioavivo dentro do Twitter. Assim como aconteceu na blogosfera, surge no Twitter um perfil orientado para atuar como um canal de comunicação, potencialmente capaz de influenciar a imagem de uma marca.
Atentos a esse movimento, no dia seguinte recebi também o comunicado de que meu perfil havia sido adicionado por outro usuário, o @vivoblog, que periodicamente lança as novidades do Blog da Vivo. Tudo pronto para a guerra começar!
Eu, vou apenas acompanhar por pura curiosidade, pois afinal, nem cliente da Vivo eu sou!
Rafael Amaral mandou uma mensagem com a seguinte colaboração: a francesa Cartier é a primeira marca de luxo que adotou em sua estratégia de comunicação a criação de um perfil no Myspace.
No blog indicado pelo Rafael uma das justificativas é que o Myspace possui atualmente um considerável volume de usuários com alto poder aquisitivo. Na página criada dentro do Myspace a Cartier criou um playlist contendo seleções de artistas como Lou Reed e Phoenix.
Definitivamente não há mais dúvidas quanto a importância da participação das empresas em redes sociais, inclusive se considerada como uma ferramenta de branding.
Ao que tudo indica estamos bem próximos do auge desta crise econômica que, por enquanto, afetou apenas aqueles que possuem investimentos em ações. Se este não é o seu caso, não se preocupe pois a partir de novembro você será afetado também!
Nas próximas semanas a bolsa deve se acalmar e começar a caminhar para um equilíbrio, muito provavelmente próximo de um índice bem inferior àquele que chegou a atingir no final de 2007.
Até novembro, quando a queda da bolsa deixar de ser manchete, começaremos a notar os reflexos desta crise em nosso dia-a-dia. E dizem que essas conseqüências permanecerão por alguns anos. Os financiamentos de automóveis com taxas de 0% devem desaparecer. Também sumirão das prateleiras os notebooks baratos. Os produtos importados ficarão mais caros. O dólar deve subir e mais uma vez ficará caro demais comprar livros pela Amazon.
E você bem sabe, em tempos de crise econômica os primeiros a sofrerem as conseqüências são os psicólogos, terapeutas em geral e os publicitários.
Afinal, as empresas sofrem e diminuem suas verbas para publicidade. Muitas agências chegam a perder clientes. Sem cliente não há trabalho. Pare e observe. As notícias sobre demissões nas agências devem aparecer logo mais.
Mas é também em período de crise econômica que a publicidade se renova. Verbas pequenas exigem criatividade e novas estratégias de comunicação. É aqui que faço minha aposta: social media.
Se a publicidade já estava de olho nesse espaço, é agora que ele ganha sua real chance de crescimento; pois passam a ganhar as vistas não só das agências, mas dos seus clientes.
As mídias sociais, bem como todas as novas estratégias que buscam comunicar através de canais não-tradicionais surgem como meios eficientes e infinitamente mais baratos. É portanto, a chance de crescimento também do que o mercado publicitário chamou de "transmídia": a utilização híbrida de diferentes mídias, inclusive mídias não-tradicionais, para comunicar um produto ou uma marca.
Blogueiro, acredite, as agências de publicidade logo mais estarão de olho no seu blog. Ele pode acabar tendo o perfil adequado para compor uma estratégia de mídia social. Seja como um canal direto de comunicação, inserido num planejamento de "transmídia", ou então apenas como um espaço possível de repercussão (mídia espontânea).
Recentemente contabilizei os resultados de um evento anual que ajudo a organizar todo ano. Ao pesquisar por citações sobre o evento no Google, notei que a edição de 2007 possui hoje pouco mais de 5 referências. Já a edição de 2008 suscitou quase 2000 citações, a maioria em blogs. Vale lembrar que não há verba para publicidade nesse evento.
Afinal, algo mudou, não? Obviamente as agências já perceberam isso também, apenas não houve interesse até então, pois verbas altas incentivam o comodismo pelas mídias tradicionais.
Porém hoje, com esse novo cenário econômico, quem sabe não seja a sua vez. Blogueiro, fique de olho! A crise vai bater à sua porta e quem sabe você ainda poderá ganhar com essa tal de "social media", "transmídia", etc.
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na coluna "Pensamento Digital" do portal JumpExec em 16/09/2008 http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=5&land=ler&idArtigo=2428 ---------------------------------------------------------
O discurso sobre o processo criativo envolver todas as áreas de uma agência de publicidade não é novo, mas tratando de ações que envolvem os meios digitais, esse discurso parece ganhar um aspecto mais real e concreto.
Essa reflexão nasceu a partir de uma discussão que aconteceu recentemente em meu blog. A questão eram os novos formatos que estão aparecendo e uma possível fragilidade: a repetição de uma mesma narrativa no conteúdo pode esgotar o formato e deixar de atrair e impactar o consumidor.
Cronologicamente falando, é cada vez menor o período de evolução de uma nova tecnologia, bem como seu processo de amadurecimento. Concluímos que o mesmo pode ocorrer para os formatos.
Algumas décadas atrás aparentemente era mais fácil identificar os formatos publicitários existentes para cada mídia de massa. Hoje vemos surgir novos formatos a cada nova campanha. De fato há uma tendência (muito oportuna) de apropriar-se ou mesmo criar um novo formato que seja adequado para as especificidades de cada produto e público-alvo. No fundo, perde-se até o sentido da palavra "formato".
E pior, alguns começam a rever a necessidade do profissional de mídia dentro da agência, como tem alertado André Porto Alegre (presidente da APP - Associação dos Profissionais de Propaganda). Em meu ponto de vista o caso é exatamente outro! É agora que o mídia deve ser valorizado, mas esse assunto deixo para outro artigo.
Foco na questão do formato no meio digital. Diferente dos meios de massa, aqui a interatividade é fator essencial. Para exemplificar, vamos falar de um formato muito recente de mobile marketing em que a proposta é interagir o telefone ou celular do usuário com um vídeo publicado num hotsite.
Uma das primeiras ações de comunicação a utilizar tal formato aconteceu em abril de 2008 para o lançamento do filme "Uma Chamada Perdida". No filme os personagens recebiam uma mensagem de voz em seus celulares. Na ação criada, a pessoa recebia uma ligação em seu celular enquanto assistia o trailer do filme.
Mais recentemente um hotsite criado para a L´oreal mostrava um vídeo com a atriz Grazi Massafera convidando o visitante do hotsite a fornecer seu número. Em seguida o vídeo mostrava a Grazi ligando para o número indicado e o usuário recebia a ligação, que mantinha o tempo todo a sincronia com o vídeo na internet.
E neste último dia dos pais a TIM realizou campanha semelhante em que uma menina solicitava o número do celular para "contar um segredo". Estes três casos mostram ações originais que atraem o público-alvo e estimulam o buzz. Em geral o resultado é atingido com extremo sucesso.
Mas fica o alerta: logo mais será cada vez mais difícil convencer a pessoa a fornecer o número do seu telefone/celular. Conforme iniciei esse texto, a repetição pode esgotar o formato e deixar de atrair e impactar o consumidor. Antes o esgotamento de um formato demorava mais do que agora. As pessoas eram mais receptivas à mensagem publicitária e mais, nos meios digitais a interação exige a permissividade para que a mensagem seja completada. Como conquistar essa permissão?
Fica então a necessidade de criar conteúdos para esse formato com narrativas extremamente originais, que garantam o interesse e envolvimento da pessoa; ou então será apenas "mais um daqueles vídeos que ligam para o seu celular".
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na coluna "Pensamento Digital" do portal JumpExec em 16/09/2008 http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=5&land=ler&idArtigo=2428 ---------------------------------------------------------
O Itaú publicou na edição especial de 40 anos da revista Veja (set/08), um anúncio seqüencial com conteúdo personalizado, assim como fez alguns anos atrás.
Desta vez a produção gráfica foi um pouco mais elaborada pois o nome do assinante aparecia não só no texto da peça, mas também na imagem, como no anúncio da contra-capa que trazia a imagem de um lápis grifado com o nome do assinante da revista.
Impressões personalizadas são possível exclusivamente através do método de impressão em CTP - Computer to Press - que produz a matriz de impressão digitalmente. É esse componente digital que substitui os processos tradicionais de produção da chapa de impressão e oferece a personalização do seu conteúdo.
O avanço da tecnologia digital, bem como o surgimento das novas mídias sociais serão, sem dúvida, fatores determinantes no processo de reestruturação da publicidade de massa nos próximos anos. O conteúdo de uma mensagem publicitária deve sofrer drásticas mudaças, principalmente na redação e narrativa.
Em primeira mão: foi publicada a programação de palestras da 31ª Semana da Comunicação da FAAP. Será uma semana inteira de apresentações durante o período da manhã e noite. Outros eventos e oficinas acontecem durante as tardes. A 31ª Semana da Comunicação da FAAP acontece entre os dias 15 e 19 de setembro.
Dentre os eventos e profissionais que estarão presentes, temos: Ken Fujioka - JWT Brasil, Alexandre Scaff - Leo Burnett, Ornella Muti - Atriz, Luiz Lara - Lew’Lara\TBWA, Marcelo Tas e turma do CQC, Fabiano Coura - Neogama/BBH, Abel Reis - AgênciaClick, Otavio Frias Filho - Folha de S. Paulo, Marcelo Epstejn - UOL, Ciclo de Cinema Italiano e realização, ao vivo, do Programa “Sala dos Professores” da Rádio Eldorado. Para conferir a programação completa, acesse http://facom.faap.br/31semana
1ª (des)conferência de Mídias Digitais Pela primeira vez, acontece na Faculdade de Comunicação e Marketing da FAAP uma (des)conferência de Mídias Digitais em que se pretende promover um debate horizontal, sem palestrante definido. Nesta edição foram convidados alguns importantes nomes da rede social brasileira para trocar idéias com os alunos.
O evento acontece na sexta, dia 19/09, das 14h30 até as 17h30. Alunos da FAAP devem fazer inscrição para participar. Dentre os convidados especiais, estão:
Todos os eventos que acontecem na 31ª Semana da Comunicação são reservados somente aos alunos e convidados. Durante o decorrer do evento publicarei flashes no Twitter usando a tag #31semana. Se preferir, você pode seguir meu profile no Twitter.
Você tem blog? Quer participar da (des)conferência? Se você ficou interessado em participar da (des)conferência de Mídias Digitais, escreva um post em seu blog falando do evento e deixe aqui um comentário com seu e-mail e link para o seu post. Aqueles que colaborarem na divulgação do evento incluirei na lista de convidados. OBS: mas as vagas são limitadas!
Estreiou hoje nova campanha da Axe, seguindo ainda o mesmo conceito, um tanto machista no meu ponto de vista, mas sempre muito inovador e criativo no uso das mídias, principalmente as mídias sociais para gerar buzz.
Desta vez o comercial de TV mostra mulheres correndo em direção ao homem que aplica Axe no corpo. Aqui está o vídeo americano:
Antes do lançamento do comercial no Brasil foi feito um teaser no YouTube:
Para gerar buzzmarketing a Axe produziu ainda uma ação com mulheres correndo pelas ruas de São Paulo (foto que abre esse post) e o game de internet "Billions" em que é possível ganhar prêmios oferecidos não só pela Axe, mas também pelas marcas Puma, Red Bull, Doritos e Burger King. Confira em www.efeitoaxe.com.br
Pelo visto logo mais teremos boas ações interativas para o lançamento da Oi em São Paulo, pois a conta foi parar na mão da Hello Interactive. É só esperar pra ver.
Durante todo o dia deste sábado e domingo acontece na FAAP o Fest'Up, evento em que dezenas de profissionais do mercado publicitário palestram para o público universitário.
Já no espaço Gafanhoto acontece o Blogcamp SP de 2008. Neste o tema é blog, social media, etc, etc...
Na parte da manhã estive no Fest'Up. Palestras boas e muitos cases interessantes, todos em silêncio ouvindo muita gente boa falar.
Durante a tarde fui conferir como andava o Blogcamp SP. O modelo (des)conferência cria um contraste enorme: muita gente falando, todos participando, opinando e claro, muitos notebooks ligados. A diferença entre uma (des)conferências e as tradicionais palestras são grandes, mas não acredito que um seja melhor que outro. Tudo depende da necessidade/objetivo. E além, o Blogcamp SP foi bom também para rever os amigos da blogosfera.
Escrevo esse post enquanto ouço um debate sobre blogs corporativos e sua função como publicidade ou RP. Elogios para o blog criado para a Ruffles pela Edelman.
Ah! na parte da manhã vi o comercial do Peugeot 307. Não tinha visto antes, e fiquei com a impressão de que o enredo e a trilha foram inspirados no comercial de lançamento do Macbook Air.
Aqui vai o Peugeot 307 com a trilha da Patrícia Coelho - Let's Go, The Way You Know:
E aqui o Macbook Air com trilha da Yaël Naïm - New Soul:
Claro, não é a mesma coisa, mas afinal, são propostas muito próximas.
Antes: o termo "modismo" não deve ser lido aqui de forma pejorativa. Em outro post já falei da sua diferença com o plágio. No caso do modismo acontece uma espécie de referência coletiva inconsciente. Numa mesma época, diferentes campanhas utilizam referências imagéticas semelhantes. Algumas vezes por conta de um novo recurso tecnológico que surgiu, mas outras apenas por impulso espontâneo.
No passado citei o caso do splash de água (líquidos em suspensão) utilizado em campanhas como da Grendene e da Bacardi. Agora aparecem o balloon e o light painting.
BALLOON Principalmente no caso de logomarcas, é o modismo que utiliza como referência os balões de pensamento da linguagem em quadrinhos. Em época de redes sociais, muitas empresas e sites relacionados à área de redes sociais acabam utilizando dessa referência, como por exemplo o portal Blogamos wo Yahoo Posts.
LIGHT PAINTING Num curto período de tempo começaram a aparecer alguns anúncios utilizando essa técnica fotográfica muito curiosa. Eu mesmo já fiz algumas experiências com Light Painting (publicadas no Flickr). Abaixo o exemplo de um anúncio da HBO que faz parte de uma campanha iniciada agora no final de agosto para o lançamento do seriado "Alice".
Em junho a Claro realizou uma campanha para o Dia dos Namorados em que utilizou também da mesma técnica.
Além do anúncio impresso ela fez também o comercial para a TV que segue abaixo.
Pelo visto é capaz que apareçam ainda outros anúncios semelhantes...
Essa dica foi enviada pela minha aluna Thais Klein Gunnewiek: a TIM colocou um hotsite novo no ar com uma ação de mobile marketing para o Dia dos Pais.
O enredo é simples: um vídeo mostra uma menininha pedindo o número do seu telefone. Após indicar o número você recebe uma ligação com a gravação da chamada da menina sobre a promoção do dia dos pais e o vídeo simula ela falando ao celular (como se estivesse conversando em tempo real com você. Ao final o vídeo é substituído por um packshot dos celulares.
Infelizmente parece que falta criatividade na criação de enredos para ações de mobile marketing. Esse fato pode acabar causando a morte prematura do formato. Apesar de atraente e interativo, o formato pode rapidamente se tornar entediante e repetitivo.
Além disso, faltou um pouco mais de cuidado na produção desta ação em particular. O tom excessivamente comercial da fala da menina durante a gravação telefônica atrapalha o envolvimento com a narrativa.
Assim como no post anterior sobre a Claro, deixo aqui o crédito para a Tim pela iniciativa em buscar ações diferenciadas e fogem da comunicação de massa tradicional. Porém, como qualquer um que arrisca inovar, às vezes é necessário errar para acertar o foco e descobrir como atuar com essa nova linguagem.
De qualquer maneira, caso ainda esteja curioso para conhecer, confira o hotsite em www.timdiadospais.com.br.
Há 10 anos atrás todos já sabiam que o relacionamento entre consumidor e marca deveria mudar. Todos já sabiam que as empresas deveriam adotar um novo modelo de comunicação com seu consumidor. Sabíamos que deveria ser algo menos formal, mais próximo, mais interativo. Sabíamos que o caminho era a internet, porém, não havia ainda um formato bem definido para esse modelo de comunicação. O Manifesto Cluetrain mostrou um pouco desse cenário: em 1999 eles sabiam o que queriam, estava claro no manifesto, mas o que não estava evidente era "como" fazer.
Hoje já podemos dizer que o formato que melhor traduziu e foi adotado pelo mercado, por enquanto, é o blog corporativo. O formato do blog exige grandes mudanças de paradigmas para a empresa: a linguagem deve ser coloquial; quem escreve deve ter um cargo de responsabilidade na empresa e por fim, deve ser um espaço aberto para comentários dos consumidores.
Não são questões simples de resolver. Os diretores e responsáveis pela empresa nem sempre possuem tempo ou mesmo preparo para falar com os consumidores. Mais ainda, nem toda empresa está preparada para para receber publicamente a opinião dos seus consumidores, principalmente aquelas que lideram o ranking de reclamações do PROCON.
Por essas razões que Thiane Loureiro, Gerente corporativa da Edelman Brasil, costuma dizer que vivemos atualmente uma época de revalorização do profissional de relações públicas. É essencial a participação de uma boa equipe de RP no dia-a-dia de um blog corporativo, porém, que fique claro, não para "esconder" do blog comentários negativos, mas para respondê-los de forma adequada.
A empresa Claro resolveu enfrentar todos esses paradigmas. Agora em julho ela colocou no ar seu blog corporativo que pode ser acessado pelo endereço www.claroblog.com.br. Aparentemente o projeto é desafiador e corajoso: há ali uma área própria para posts do João Cox, presidente da Claro; os textos possuem uma linguagem menos formal que o site institucional e - quase - todas as áreas do blog estão abertas para comentários dos visitantes.
É, portanto, uma iniciativa que merece elogios, porém, é preciso também verificar como o projeto será administrado no dia-a-dia. Como disse, é um projeto corajoso pois afinal a área de telefonia celular é uma das que lideram o ranking de reclamações no Procon e curiosamente, durante meu passeio pelo blog a grande maioria dos comentários não continham nenhuma espécie de reclamação; de fato, a maioria elogiava o serviço ?!?!?
Não sou consumidor do serviço, mas mesmo assim achei estranho pois afinal, durante a pesquisa para escrever esse post descobri que consumidores insatisfeitos chegam a publicar seus casos num blog chamado "Claro? Que não funciona!" criado por uma usuária do serviço da Claro de Recife. Será que estes mesmos consumidores não arriscaram comentar seus casos também no blog corportaivo da Claro?
O QUE É: O Diário Celular é um produto da Compera nTime, empresa voltada para serviços de valor agregado para celular.
Aproveitando o lançamento do novo recurso de aplicações OpenSocial do Orkut e também a moda do microblog que atinge por enquanto apenas os heavy users da internet, a Compera nTime lança um serviço de rede social através de mensagens de texto (SMS) do celular.
O formato do Diário Celular aparenta um foco no mercado teen, o mesmo que fez o sucesso do Orkut no Brasil.
Para utilizar o serviço inicialmente é necessário entrar na nova área de aplicativos do Orkut e procurar por "Diário Celular" (ou então pegue aqui o link direto). Depois é só seguir os passos para cadastrar o número do seu celular. É importante lembrar que cada SMS enviado é cobrado pela operadora do celular.
COMO FOI O LANÇAMENTO: O lançamento do produto aconteceu ontem em um evento no MAM (parque Ibirapuera), organizado pela recém criada agência Pólvora!. Aliás, tenho alguns amigos trabalhando na nova agência e deixo aqui meus parabéns pelo evento de ontem.
O público era formado por autores de blogs e demais heavy users da internet. A idéia da Pólvora! era apresentar o produto aos heavy users para que eles iniciassem a propagação do buzz pela internet, mesmo sabendo que eventualmente não serão eles os principais "consumidores" do serviço. No início do evento a apresentadora da noite, Rosana Hermann, apresentou a promoção "Tá Fazendo o q?", criada para incentivar o uso do novo serviço.
Ganha a promoção aquele que conseguir acumular o maior número de pontos obtidos através do envio de updates, do número de comentários recebidos em suas postagens, provas, etc. O 1º colocado leva um Iphone e um Macbook, o 2º colcoado um Laptop e 3º colocado ganha um Ipod Touch. Se quiser acompanhar tem ainda a comunidade no Orkut (clique aqui).
Escrevo este post no intervalo do You B(log), evento que reuniu alguns blogueiros de diferentes partes do mundo. Cheguei no início da palestra do Guilherme Valadares - http://papodehomem.com.br. Depois dele falaram a Susanna Lau - http://stylebubble.typepad.com, da Inglaterra e o Glauco Sabino - http://www.descolex.com.
Resumo dessa primeira parte: são todos jovens que não utilizam o blog como um diário virtual, mas como uma ferramenta para dar start na carreira profissional. Susanna Lau por exemplo, foi contratada como editora do Dazed Digital justamente por conta da sua experiência com seu blog Style Bubble. Já Guilherme Valadares contou como nasceu a idéia do blog Papo de Homem a partir do seu trabalho de conclusão da faculdade de publicidade.
[UPDATED] O You B(log) foi de fato um "Encontro Internacional de Blog, Moda e Comportamento". Além dos blogueiros já comentados acima, na segunda parte do evento destaco a palestra realizada por videoconferência (skype) da Jannine Tann - http://thecoveted.blogspot.com, que focou bastante nos blogs que tratam de moda e da interessante reflexão feita por Victor Ângelo - http://dusinfernus.wordpress.com, ao dizer que o blog é o produto mais refinado desenvolvido até então pela cultura do indivíduo e do eu, predominante no ocidente. Um indivíduo que só existe a partir da alteridade, do "outro", ou seja, não há blog se não houver o "outro" para ler e comentar.
Por fim, fica a observação sobre a participação da Brastemp, patrocinadora do evento, que apareceu sem precisar chamar a atenção. Não houve distribuição de folders, comercial durante as palestras ou qualquer interferência excessiva. Estavam ali, no espaço de convivência, as diversas geladeiras expostas para interação do público. No canto um estande mostrava que a linha "You" permite diferentes combinações de cores e acabamentos internos. Sem apelar, a Brastemp reforçou sua marca e ainda apresentou sua linha de produtos. Estão de parabéns Paula Limena e o promissor Leonardo Rama, ambos da Imageneer, idealizadora do projeto.
É provavelmente esse o cenário da publicidade do futuro: marcas participando do cotidiano sem os exageros e interferências que acontecem atualmente.
O tempo passa e a internet evolui. Seus usuários não cansam de experimentar novas estratégias de comunicação e assim, desenvolvem uma linguagem própria dos meios digitais.
Aqui vai uma forma inusitada de vender um carro usado: Marcio Juniot, redator da agência Neogama, resolveu colocar à venda o New Beetle que um dia foi do Ronaldo (O Fenômeno).
Colocou um vídeo no YouTube para mostrar o carro e lançou a "promoção": se o vídeo atingir mais de 100.000 acessos, 20% do valor será doado para o Graac. Se chegar a 500.000 ele doa 50%. O lance mínimo é de R$50.000.
Se fosse um mero anúncio de classificados no jornal impresso sem dúvida não teria nota no BlueBus.
Essa dica foi enviada pelo Twitter por @comunicadores. Para divulgar seu produto a L´oreal acaba de colocar no ar uma ação de mobile marketing criada pela Publicidade Interativa.
No mobile marketing a moda é interagir um vídeo na internet com o telefone ou celular do usuário.
Neste caso a ação acontece da seguinte maneira: foi criado um hotsite que traz a chamada "O que está acontecendo com a Grazi?". Um vídeo de introdução diz que Grazi Massafera está ligando para sua amigas para contar a novidade, se quiser saber, basta indicar o seu número de telefone.
Em seguida aparece um vídeo da Grazi com seu celular, sentada num sofá. No instante seguinte seu telefone começa a tocar e enquanto você ouve a gravação da Grazi, o vídeo segue adiante. Num dado momento ela retira da bolsa a embalagem do produto que aparece em detalhe no vídeo.
No fim da interação o hotsite permite ainda clicar nos objetos da cena para obter mais detalhes sobre o produto e enviar a dica para um amigo.
Você leitor deste blog, assim como eu, deve achar um tanto brega a narrativa da ação, mas de fato não somos o público. E admito que o enredo atende bem ao público-alvo. A questão é acreditar que o público deste produto é usuário freqüente da internet e será atingido pela comunicação. Pelo visto a L´oreal resolveu apostar. E acredito que não vai errar, pois boa parte do público tem acesso à banda larga, nem que seja do trabalho. Basta dar uma volta pelo Orkut para conferir.
Em geral campanhas como está ficam pouco tempo no ar por causa do alto custo das ligações. Se quiser tentar ver a campanha, clique aqui.
Assim como várias outras ações inusitadas que fazem uso do meio digital, logo mais o modelo perde a graça; mais ninguém gastará tempo ouvindo mensagem no telefone e será necessário criar um novo modelo.
A Nova Schin fez um anúncio comemorativo dos 100 anos da imigração japonesa em que aparece o código QR.
O anúncio saiu na revista Contigo da semana do SPFW. Falta ainda uma aplicação mais interessante para o código pois nesse caso, ao ser decodificado, ele traz apenas a assinatura "Nova Schin. Leve e Gostosa como nenhuma outra.".
A Nova Schin é uma das primeiras grandes marcas brasileiras a utilizar o código QR no Brasil. A FastShop já utiliza o código em sua publicidade desde o ano passado.
Hoje acontecerá uma espécie de flashmob na rua Oscar Freire (SP), às 14h. Ninguém explicou direito do quê se trata ou o quê vai acontecer, mas quem estiver curioso é só aparecer para assistir a mobilização "fashion", pois algo me diz que se trata de alguma estratégia de comunicação de uma marca ligada à moda.
Fica a dica: ações baseadas em flashmob serão a nova febre dos estrategistas de comunicação e publicidade nos próximos meses. O flashmob é o termo utilizado para ações de mobilização espontâneas e instantâneas. Algumas marcas como o Limão já aproveitaram dessa idéias em suas ações de comunicação, conforme comentado num post anterior.
[UPDATED] Quem foi viu. Clique sobre os nomes para ver as fotos feitas por Rafael Ziggy e Arthur Soares do tal "fashionmob". Foi uma ação criada pela Dudinka para o lançamento do novo celular "Secret" da LG, como avisou o próprio Arthur Soares via Twitter. Já o Rafael Ziggy deixou uma ótima cobertura da ação da LG em seu blog, veja aqui. Tem também o post do blog Meu Veneno.
Hoje ao entrar no site da Fnac (BR) vi o teaser de lançamento da nova linha de televisores da LG. A mensagem diz "Scarlet: a nova série de sucesso da TV". Trata-se da mesma campanha já veiculada lá fora. Porém a versão em português perde um pouco do duplo sentido.
Lá fora o lançamento aconteceu em 30 de Abril. O teaser tinha exatamente a mesma proposta. Diversos filmes foram colocados no YouTube e um buzzmarketing lançou o boato de que a tal atriz que aparece no teaser estava de caso com o rapper Puff Daddy. Era uma campanha completa para fazer entender que se tratava de uma nova série / seriado de TV. A mensagem dizia apenas "The hit new TV series". Abaixo um dos teasers:
Mas no dia 30 de Abril o filme de lançamento revela que não se trata de uma série / seriado de TV mas na verdade de uma série / aparelho de TV e por fim, revela-se a marca: LG. Veja agora o filme de lançamento:
Como se vê trouxeram para o Brasil a mesma campanha, porém, na minha opinião infelizmente a mensagem "Scarlet: a nova série de sucesso da TV" não tem o mesmo jogo de interpretação que a versão em inglês - "Scarlet: the hit new TV series" - permite. Pois afinal aqui no Brasil estamos acostumados a utilizar o termo "linha de produtos" ou "linha de televisores" ao invés de "série de produtos" ou "série de televisores".
Além disso, apesar de não ser gramaticalmente incorreto, preferimos usar "nova série da TV" para fazer referência ao conteúdo (programas/seriados) e "nova série de TV" para fazer referência ao aparelho televisor, não é?
Acontece neste exato momento uma ação de social media para promover o Chevrolet Prisma junto aos principais blogueiros do São Paulo.
Como conta Ariel Gajardo no blog do Rafael Ziggy, o "Sim, Viral", o Diretor de Marketing da Chevrolet, Samuel Russell, enviou por e-mail um vídeo convidando para o evento que aconteceria hoje, 14 de junho, no Credicard Hall (SP).
Em sites como o summize.com é possível acompanhar os flashes enviados pelos blogueiros através do Twitter (tags: #chevrolet e #chev).
E a partir de amanhã devem começar a aparecer posts pelos blogs comentando o que foi visto por lá, vamos esperar pra ver...
Quando resolvi atuar no campo da educação, em especial na graduação do curso de comunicação e marketing, sabia que o envolvimento com o aluno seria inevitável. Por conta disso, sinto hoje a necessidade de alertar aqueles que hoje controlam o mercado publicitário.
Pois afinal, vale lembrar que uma vez no passado, estes que hoje regem a publicidade, eram apenas empreendedores-sonhadores que iniciavam, cada um, sua própria agência. Nessa época a equipe era pequena, regida em tempo integral por esse sonhador.
Hoje o cenário é outro. As principais agências fazem parte de grandes grupos comerciais. O número de clientes e contas atendidas por cada agência é infinitamente superior. Se antes já não era estranho passar a madrugada em claro finalizando campanha, hoje isso é hábito, faz parte da cultura; quase uma tradição.
Porém o contexto econômico já não é mais o mesmo. Não se ganha com publicidade como antigamente. Não se paga como antigamente. Por conta disso, já faz alguns anos que vejo uma certa tendência emergir, porém ultimamente tenho ficado mais assustado com o volume de alunos do curso de publicidade e propaganda que relatam histórias semelhantes: seus chefes diretos, gerentes ou diretores resolveram pedir demissão. Não agüentavam mais a pressão e o volume de trabalho. Provavelmente o salário já não compensava as madrugadas em claro.
Ao invés de contratar um profissional do mesmo porte, a agência efetiva o aluno-estagiário e ele passa a cuidar da área. Até ganha seu próprio estagiário. Aparentemente todos ganham.
Mas a realidade é que esses recém efetivados chegam em minha sala de aula reclamando que na agência não há mais ninguém por perto com experiência profissional, alguém em quem eles possam se espelhar, ou ao menos, tirar as dúvidas do cotidiano. A média de idade de toda equipe fica próxima dos 23, no máximo 25 anos. É ótimo ter uma equipe jovem, porém falta experiência! O risco de um erro acontecer cresce! Não há maturidade suficiente para assumir tanta responsabilidade. E mais: um aluno comentou que fizeram uma enquete e descobriram que em toda a agência, apenas 3 pessoas tinham mais de 2 anos de casa...
Não podemos deixar a qualidade da publicidade cair ao obrigar a nova geração a aprender tudo sozinha. Temos que saber equilibrar a jovialidade de uma equipe recém formada com a experiência e repertório de profissionais reconhecidos. Sei que não estou anunciando nada novo. Já até rotularam como `juniorizaçao”; mas parece que agora a bolha deve estourar a qualquer minuto.
Não quero mais ver meus alunos perdidos e assustados com o cenário do mercado publicitário. Não quero mais ouvir sobre a falta de criatividade e inovação da publicidade brasileira. Senhores dirigentes dos grandes grupos de publicidade, por favor, reflitam sobre essas palavras.
Foi o Carlos Merigo quem deu a dica em seu blog: a Casas Bahia resolveu usar o rede Twitter em sua estratégia de comunicação, assim como fizeram outras marcas pioneiras.
Porém ela conseguiu algo que a diferenciou das outras marcas: lançou o pior modelo de uso do Twitter em ações de comunicação.
De fato, talvez melhor classificar como SPAM e não uma efetiva ação de comunicação.
A Casas Bahia criou um usuário no Twitter que fica constantemente enviando a mesma mensagem publicitária para cada usuário da rede.
A segunda fase do projeto é mais coerente: o usuário no Twitter é utilizado parar publicar mensagens de amor encaminhadas pelos participantes da campanha para o dia dos namorados, mas sem dúvida a primeira fase da campanha não caiu bem aos olhos dos usuários da rede Twitter.
Não, realmente algumas marcas não entendem nada de social media... ou melhor, a culpa nem sempre é da marca, mas da agência que criou a estratégia de comunicação.
O portal Limão, além de utilizar o espaço de mídia de forma inusitada, na próxima terça irá promover um flashmob para a gravação do seu comercial.
O flashmob é o termo utilizado para ações de mobilização de um grupo de pessoas organizadas através de redes de comunicação como o celular ou a internet. Até então a maioria dos flashmobs realizados tinham objetivos lúdicos ou político-sociais.
Na minha opinião o flashmob deve ser a próxima moda das ações de marketing viral e guerrilha. Passada a fase dos vídeos de YouTube e mais recentemente os virais utilizando blogs e redes sociais, agora devem surgir cada vez mais ações promovendo a mobilização do consumidor.
O portal Limão dá a dica de como realizar uma ação destas: já faz alguns meses que são publicadas em revistas e jornais anúncios contendo apenas a frase "Anúncio do Limão". Cartazes e folhetos semelhantes também foram distribuídos pela cidade. As peças solicitavam para que a pessoa efetuasse seu cadastro no site e guardasse o anúncio.
O grupo criado dentro do portal para divulgar a ação já conta com mais de 6.000 pessoas. Muitas delas trocam mensagens e enviam fotos segurando o anúncio.
Meses se passaram e finalmente apareceu dentro deste grupo uma chamada para a gravação do comercial que deve acontecer na próxima terça, dia 10 de Junho, às 10h00, no MuBE na Av. Europa em São Paulo.
Os interessados devem aparecer no local e hora indicados, munidos do anúncio e de uma autorização de uso de imagem que pode ser baixada no portal. Em breve teremos um comercial na televisão gravado com os próprios consumidores.
Estratégia de comunicação com uso criativo das mídias: essa é a nova regra da publicidade.
- MAIS: Um grupo de alunos do último semestre da Faculdade de Comunicação e Marketing da FAAP vai apresentar, na próxima semana, uma proposta de campanha de comunicação para o portal Limão, como projeto de conclusão do curso.
Para divulgar seu trabalho o grupo colocou no saguão de entrada do prédio uma caixa de vidro repleto de limões. Aquele que acertar o número exatos de limões ganha 2 convites para a festa de formatura. Para receber os palpites foi criado o usuário "Missão Limão na Faap" dentro do portal.
[UPDATED] A chamada para o comercial conseguiu reunir um grande volume de pessoas, que toparam passar o dia todo no MuBE para a gravação do comercial. Veja abaixo um vídeo do making-off:
Na próxima terça, 10/junho, às 22h estréia no canal Fox a série "9MM São Paulo", que conta com 4 episódios de 1 hora cada.
Pretendia fazer um post sobre o assunto, pois trata-se da primeira produção da Fox Brasil gravada integralmente em São Paulo. Aproveitando a temática que fez sucesso com "Cidade de Deus", a série da Fox mostra a periferia de São Paulo e as questões morais de uma polícia corrupta.
Mas o colaborador Ariel Gajardo trouxe uma informação adicional para completar esse post: para divulgar o lançamento da série a agência Espalhe fez uma ação que está ocorrendo nesse exato momento.
Eu não vi pessoalmente, mas parece que euem passar agora pela Av. Paulista e pela Berrini verá em diferentes pontos, pessoas algemadas em postes, árvores e grades da cidade. Ao total são 200 pessoas algemadas, vestindo a camiseta de divulgação da série.
Segue abaixo um dos vídeos de divulgação da série:
[UPDATED] Nos comments abaixo o grande Gustavo Fortes da Espalhe esclarece que a campanha foi criada pela Santa Clara e a Espalhe fez a operação da ação. Via Twitter ele avisa que a ação acabou às 14h.
Também pelo Twitter @froio e @frufru avisaram que viram a ação.
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na coluna "Pensamento Digital" do portal JumpExec em 02/06/2008 http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=5&land=ler&idArtigo=2268 ---------------------------------------------------------
O estímulo à colaboração é considerado fator intrínseco ao meio digital, assim como a própria interatividade. É a partir desse fundamento que nasceram iniciativas como as redes de compartilhamento P2P (Peer-to-Peer) e também portais de conteúdo dinâmico como a Wikipedia.
Em tempos de web 2.0 a colaboração ganhou ainda mais valor. As novas redes sociais que apareceram desde 2007 estão baseadas nestes dois conceitos: interatividade e colaboração. Facebook, Twitter e Pownce são redes sociais em que todo o conteúdo que movimenta a rede é produzido pelo próprio usuário (interatividade) e seu objetivo é compartilhar informações dentro do grupo (colaboração).
Sob esse ambiente é provável que apareçam iniciativas que procurem usar da colaboração em ações de publicidade e marketing nos meios digitais. Parece estranho pensar numa colaboração espontânea para uma comunicação publicitária, mas de fato é algo possível.
Não sei ao certo que título terá essa modalidade, pois o termo marketing colaborativo já é aplicado para designar a relação de proximidade que surgiu entre o cliente e a empresa nos últimos anos. Há ainda aqueles que chamam de marketing colaborativo aquilo que na verdade trata-se do marketing viral.
Essa modalidade do marketing que faz uso do conceito de colaboração, que irei denominar simplesmente de ações colaborativas, diferencia-se das ações de marketing viral justamente pelo envolvimento do consumidor com a marca. No caso do viral, a proposta é estimular a propagação espontânea da informação usando como atrativo algum apelo emocional, como por exemplo, um vídeo cômico ou dramático. A informação é então retransmitida exclusivamente por conta da situação cômica (ou dramática) que ele apresenta e não por causa do envolvimento com a marca. Algumas vezes o receptor da mensagem nem mesmo chega a reconhecer a marca inserida na mensagem.
Já no caso das ações colaborativas a relação do receptor da mensagem com a marca ou o produto é fator determinante para a propagação da mensagem. Em geral a ação consiste na apresentação do produto ou da informação para um grupo de influenciadores da rede social que compõe o público-alvo. Esse grupo de influenciadores vai então avaliar a qualidade daquele produto ou daquela informação e a partir dos seus interesses próprios avalia a possibilidade de disseminar para seu grupo de relacionamento a novidade de forma completamente espontânea. Muito semelhante, portanto, ao modelo de relacionamento adotado pela assessoria de imprensa com o mercado editorial.
Esse tipo de ação colaborativa também é comum no buzzmarketing, ou seja, o tradicional boca-a-boca, porém, como já foi comentado, somente para casos em que é evidente a relação de proximidade entre o disseminador da mensagem e a marca. Em geral o disseminador, por confiar muito em determinada marca, toma a iniciativa de divulgar uma novidade que tomou ciência a partir de um comunicado que recebeu diretamente da empresa.
É possível que ações como essas sejam cada vez mais freqüentes, pois afinal, com o crescimento dos meios digitais, de um lado o consumidor ganha mais poder de voz para disseminar sua opinião; e do outro, fica mais fácil identificar os influenciadores de uma rede social por conta do avanço dos diversos sites de relacionamento.
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na coluna "Pensamento Digital" do portal JumpExec em 02/06/2008 http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=5&land=ler&idArtigo=2268 ---------------------------------------------------------
Aproveito o tema para falar de uma variação do marketing viral que começa a surgir aos poucos: com o objetivo de trabalhar melhor as redes sociais, algumas ações de comunicação buscam atrair os "influenciadores" das comunidades, estimulando-os a contribuir espontaneamente com a propagação da informação. Uma nova espécie de "marketing colaborativo".
O marketing viral usa de um fator externo à marca para atrair e estimular a propagação espontânea. Em geral é algum apelo cômico ou dramático. A marca é espalhada por conseqüência.
Neste novo modelo procura-se convencer os influenciadores da rede social de sua qualidade e benefícios de determinada marca/produto para que então espontaneamente a comunicação seja espalhada.
O viral desta semana é um exemplo que traz as duas características: existe o apelo dramático, mas também o estímulo a divulgar algo que aparentemente merece sua colaboração.
A expectativa pelo sucesso internacional do filme de um diretor de cinema brasileiro e a emoção de Saramago fazem o vídeo propagar rapidamente pela rede. E neste caso, aquele que retransmite a mensagem sabe que ao fazê-lo está também por conseqüência divulgando o filme de Fernando Meirelles. É, portanto, uma propaganda consciente.
Em 4 dias o vídeo já foi visto cerca de 23.000 vezes.
Aproveite e veja o trailer do filme, que por sinal, em dois meses foi visto cerca de 20.400 vezes.
No inicio de março/2008 recebi uma daquelas "correntes" enviadas por e-mail que alertava sobre um objeto estranho encontrado dentro da embalagem tetrapack de 1L do suco da marca Mais.
Como não sou consumidor do produto não dei muita atenção, porém achei um tanto estranha a aparência do tal objeto que informavam estar dentro da embalagem. As fotos, eram cerca de 4, impressionavam bastante e o e-mail falava sobre a possibilidade de tratar-se de alguma espécie de bicho.
Agora na última semana do mês recebi mais um e-mail, encaminhado por outra pessoa. Desta vez havia uma longa descrição do "caso", comentando inclusive contatos com o fabricante etc. Mais uma vez havia um objeto dentro da embalagem do suco, mas desta vez era da marca Del Valle.
Tanto a marca Mais quanto Del Valle pertencem atualmente à Coca-Cola do Brasil o que poderia, eventualmente, justificar a mesma falha nos dois produtos.
Mas o que motivou escrever esse post é uma outra possibilidade para essa história: todo o sensacionalismo do e-mail bem como das diversas fotos anexadas me fazem pensar na possibilidade de um "viral" com o objetivo de difamar tais marcas que possuem grande fatia do mercado consumidor.
Ou seja, uma possível ação anônima para diminuir o consumo desse produto e quem sabe abrir espaço para um concorrente indireto, a partir da diminuição do espaço conquistado pela Coca-Cola.
Na internet não encontrei nenhuma informação adicional. Caso tenha algum dado novo e queira colaborar com essa "investigação", deixe seu comentário!
[UPDATED 01/05/08] Recebi ontem uma mensagem da Del Valle dizendo que ainda está analisando o material e que não possui informações adicionais:
----------------- from: sac.br@delvalle.com.br
Ficamos gratos por ter nos procurado, pois você nos proporcionou a oportunidade de esclarecer o conteúdo da mensagem que nos enviou, referente a um problema ocorrido com o suco Del Valle Soja sabor Laranja.
Assim que conversamos com a consumidora Regina Lavalli Ramos, tomamos todas as providências para recolher o produto e enviá-lo para análise. No momento, a amostra já foi encaminhada para o nosso Departamento de Controle de Qualidade e será analisada junto com amostras do mesmo lote de fabricação. Assim que tivermos o resultado, entraremos em contato com você.
Por enquanto, contando com sua confiança em nossa marca, colocamos nossos serviços à disposição para esclarecer eventuais dúvidas e receber suas opiniões.
Atenciosamente, Lizzie Taba Serviço de Atendimento ao Consumidor Del Valle -----------------
[UPDATED 06/05/08] Hoje a Del Valle enviou para meu e-mail o comunicado que segue abaixo. Mesmo que ainda esteja em aberto o caso do suco Mais! é verídica a existência da reclamação de uma consumidora do suco Del Valle e fica de certa forma descartada a hipótese de algum plano para denegrir a imagem das marcas envolvidas.
----------------- from: sac.br@delvalle.com.br
Olá, ERIC ! Conforme prometemos no e-mail anterior, estamos enviando o resultado da análise realizada pela Del Valle referente à reclamação divulgada em corrente pela internet. Ficamos gratos por ter nos procurado, pois você nos proporcionou a oportunidade de esclarecer o ocorrido. Segue abaixo a posição oficial da empresa. Atenciosamente, SAC Del Valle
ESCLARECIMENTO AO CONSUMIDOR Todos os produtos da Sucos Del Valle, sem exceção, passam por rigorosos processos de análise de qualidade, o que garante sua liderança absoluta há anos.
Infelizmente, têm circulado em "corrente" na internet textos referentes à reclamação de uma consumidora do Del Valle soja laranja sobre um objeto estranho encontrado no referido produto.
Face à circulação desta notícia e em respeito aos seus milhões de consumidores, a Sucos Del Valle vem informar que o atendimento foi realizado através do SAC (serviço de atendimento ao consumidor) no dia 04/04/2008.
A embalagem recebida da consumidora estava aberta, sem nenhum vestígio de produto, cortada e contendo, aparentemente, um bolor. Análises conduzidas pelos técnicos do laboratório de controle de qualidade da Sucos Del Valle do Brasil constataram que havia, também, um rompimento da solda longitudinal, responsável pelo fechamento das embalagens.
Esse rompimento, possivelmente, foi ocasionado pelo manuseio inadequado da embalagem, durante alguma das etapas do processo de distribuição, onde a embalagem deve ter sofrido impactos maiores do que aqueles que pode suportar, seja no carregamento, descarregamento, distribuição ou no empilhamento, e até mesmo ter sofrido uma queda no ponto de venda. Com a estrutura da embalagem comprometida, há a formação de micro furos que permitem a entrada de ar e, consequentemente, oxigênio e microorganismos que em contato com o produto podem alterar o sabor e o odor e até provocar a formação de bolor. Geralmente, o indício de alteração das qualidades do produto é a embalagem apresentar um leve estufamento.
No caso analisado, o objeto estranho identificado é um bolor possivelmente provocado pelas condições acima mencionadas. O processo produtivo dos Sucos Del Valle é composto por vários filtros (pasteurização e homogeneização) que impedem a presença de qualquer objeto estranho no processo de produção e de envase das embalagens dos produtos.
Portanto, a presença de objetos estranhos nos nossos produtos é totalmente descartada. Assim, a entrada de qualquer objeto só ocorre após o produto ter sido aberto para consumo ou por causa de danificação da embalagem.
A Sucos Del Valle, também, mantém amostras de segurança de todos os lotes produzidos, conhecidas como amostras de referência. Analisando este material do lote em questão, da embalagem entregue pelo consumidor, nada foi identificado com relação às características físico-químicas, microbiológicas e de embalagem.
Esperamos com esses esclarecimentos dar fim aos apontamentos infundados e reforçar que a Sucos Del Valle é uma empresa que prima pela qualidade dos seus produtos e respeita seus consumidores.
Até Madonna já percebeu o valor e o retorno que ações de marketing digital oferecem atualmente.
Para o lançamento do novo álbum Hard Candy criou-se um canal exclusivo no YouTube. Ali, além de clipes de músicas da cantora há também, desde a semana passada, um vídeo com uma mensagem de Madonna estimulando os usuários do YouTube a criarem vídeos utilizando seu novo single "4 minutes". Alguns dos vídeos podem ser vistos neste link.
A mensagem de Madonna segue o estereótipo do "vídeo caseiro", característica comum das ações de marketing viral que fazem uso do YouTube . Confira abaixo:
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na coluna "Pensamento Digital" do portal JumpExec em 31/03/2008 http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=5&land=ler&idArtigo=2043 ---------------------------------------------------------
Vilém Flusser (1920-1991) foi um filósofo theco que viveu por muitos anos no Brasil e aqui desenvolveu seus trabalhos de pesquisa, muitos deles relacionados à imagem, em particular, à linguagem fotográfica.
Em um de seus livros - “A Filosofia da Caixa Preta” (1983) - ele faz uma reflexão sobre a fotografia, mas que serve bem para qualquer aparelho tecnológico de comunicação, bem como para os meios digitais.
Para ele, o avanço tecnológico permitiu o surgimento de equipamentos que desempenham sua função sem a necessidade de um conhecimento científico aprofundado sobre seu funcionamento por parte do seu usuário. Hoje em dia podemos exemplificar essa idéia a partir das máquinas fotográficas digitais: basta clicar e a foto é registrada, inclusive com certa garantia de qualidade. Aquele que faz uso do “aparelho” Flusser vai chamar de “funcionário”, pois apenas opera o equipamento, sem conhecer propriamente seu funcionamento.
A vantagem da automatização dos processos é evidente e largamente aceita pela sociedade, seja uma máquina fotográfica, uma filmadora, um software gráfico ou mesmo um carro, quanto mais prático e automatizado, melhor. O problema existente aqui é que no mundo dos “funcionários” não há espaço para criatividade.
Flusser inclusive diz que a liberdade está justamente no ato de jogar contra o aparelho tecnológico, pois caso contrário, estaremos todos produzindo produtos semelhantes, produtos automatizados, sem nenhuma originalidade ou criatividade. É somente quando você subverte o equipamento que começa a surgir um produto criativo. E para fazê-lo, é necessário conhecer seu funcionamento, ou seja, nas palavras do filósofo, é necessário conhecer a caixa preta, entender seus procedimentos, para então manipulá-los.
Ao dizer que se faz necessária uma filosofia da fotografia, Flusser defende a necessidade de conhecer a linguagem fotográfica para saber operar sobre ela e não ser operado por ela. É neste ponto ao qual faço a relação com os meios digitais.
Vivemos um momento único que é justamente o processo de formação de uma nova linguagem; a linguagem dos meios digitais. Neste contexto, só é criativo e capaz de operar sobre essa linguagem aquele que domina seus procedimentos. É hora de acordar e correr atrás, pois em breve todos que atuam na área da comunicação terão que lidar indubitavelmente com a cultura do digital.
Aqueles que desenvolvem campanhas inovadoras de marketing digital, seja um viral ou qualquer outro modelo, o fazem pois não são simples funcionários, muito pelo contrário, são pessoas que dominam a linguagem como nenhum outro, estão imersos nesse ambiente e por isso conseguem ver soluções criativas que ninguém ainda imaginou. Os outros, os funcionários, sabem apenas ler seus e-mails, pesquisar no Google e trocar scraps no Orkut.
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na coluna "Pensamento Digital" do portal JumpExec em 31/03/2008 http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=5&land=ler&idArtigo=2043 ---------------------------------------------------------
Nesta última terça uma ação de marketing viral colocou mulheres de lingerie em sacadas de prédios em diferentes bairros de São Paulo. Elas estavam comendo chocolates com formato de pernas e braços.
A ação viral seguiu então seu rumo tradicional: começaram a pipocar posts em blogs e vídeos no YouTube. Dentre os blogs que publicaram informações sobre o viral estão o HiTechLive, Brainstorm #9, Ah! Trí, né! e o portal BlueBus.
Mais tarde já havia um hotsite da campanha, porém ainda sem informar o anunciante. No hotsite aparecem links para blogs e portais que deram a notícia e a possibilidade de cadastro do endereço de e-mail para receber mais informações sobre a ação. Há também um mapa da cidade, indicando o ponto em que as modelos devem aparecer. Alguns pontos, aqueles em que a ação já ocorreu, é possível ver a foto da modelo, seu nome e o link para o perfil do Orkut. Lá no perfil de cada modelo também aparece o link para o hotsite que aliás, leva o título "Irresistível".
Há diversos pontos marcados no mapa sem a indicação da modelo, provavelmente indicam posições de futuras aparições dos próximos dias.
No blog Brainstorm #9 foi sugerido a possibilidade de tratar-se de uma campanha do novo desodorante da Axe. Ao ver o comercial de TV da campanha que roda fora do Brasil, parece mesmo uma boa aposta, vejam abaixo:
[UPDATED - 28/03 - 12h] Ontem de madrugada, quando fiz esse post, cometi a falha de esquecer de visitar o blog Sim, Viral. Mas o Rafael Ziggy já corrigiu meu erro, deixando o comentário abaixo. No post dele também está anunciado a descoberta do anunciante, definitivamente é a campanha da Axe para o novo desodorante com cheito de chocolate.
[UPDATED - 28/03 - 17h] Conforme informado pelo leitor Leandro, já tem um vídeo na internet sugerindo o teaser que será divulgado na MTV na próxima semana:
Fiquei sabendo através do Bruno Allucci, e como muitos já escreveram sobre o assunto, deixo apenas um “drops” com o registro desta ação inusitada. Talvez pode-se dizer que seja um mix de marketing experencial com sensorial, de permissão, viral e buzzmarketing. No fim, como foi dito em outros blogs, já chamaram de advertasting ou também extreme CGA.
O importante mesmo é a reflexão sobre os limites da publicidade. Há ou não uma discussão ética a se fazer quando a Coca-Cola estimula o consumidor a colocar um piercing na língua com a marca da Coca-Cola Zero e em troca ele ganha exposição da sua foto publicada no álbum virtual da campanha?
Parece que a questão está no público-alvo. Se a campanha é bem direcionada ao público específico que a ela pretende atingir, os rumores negativos são praticamentes inexistentes; mas se a estratégia inusitada ganha repercussão na mídia de massa e começa a atingir outro público, é capaz que apareçam opiniões negativas sobre a ação.
Finalmente a série Mad Men chega ao Brasil. Depois do sucesso que o seriado obteve desde sua estréia em julho de 2007 nos EUA pelo canal a cabo AMC, a divisão da HBO da América Latina comprou a série e a estréia aqui no Brasil está programada para o dia 19 de Abril.
O seriado ganhou o prêmio Emmy Awards de melhor seriado dramático e melhor ator principal.
O mundo da publicidade dos anos 60 é o ambiente temático da série, em especial as agências de publicidade instaladas na Madison Avenue (NY). Bebida, sexo e dinheiro são os elementos que geram as tramas dos episódios. É uma série que deve atrair a todos que trabalham ou se interessam pelo mercado da comunicação.
O primeiro episódio mostra o momento em que surgem as primeiras leis para regulamentar a publicidade do cigarro e no segundo episódio mostra o processo de criação de uma campanha para o primeiro desodorante "spray". Mas em meio a esse contexto publicitário o que fica enfatizado é uma tentativa de apresentar um perfil geral da sociedade americana na década de 60.
[UPDATED] Para o lançamento da série no Brasil a HBO promoveu um encontro em São Paulo com profissionais do mercado publicitário e no dia 31 de Março fará uma premiére de lançamento na FAAP, com exibição exclusiva do primeiro episódio da série aos alunos da faculdade. Após a exibição haverá ainda um debate entre os professores do curso de Comunicação.
Para connhecer o elenco e a lista dos episódios clique aqui. Você também pode visitar o site oficial produzido pelo canal AMC, e abaixo segue a vinheta de abertura do seriado.
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na minha coluna do portal JumpExec em 26/02/2008 http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=5&land=ler&idArtigo=1726 ---------------------------------------------------------
Observar o mercado e a evolução das mídias é essencial para apontar as tendências para o futuro da publicidade digital. Algumas ações realizadas no final de 2007 e início de 2008 são bons indicadores para os potenciais modismos deste ano.
A rede social de microblogging Twitter (www.twitter.com) ganhou espaço em 2007 e até o final do ano já era possível encontrar algumas empresas explorando essa rede, em geral publicando links para notícias e novidades.
Uma ação inusitada que vale a pena citar é a divulgação do seriado Gossip Girl do canal Warner Channel. Dentro da rede de microblogging foi criado um usuário (www.twitter.com/gossipgirlbr) que periodicamente publica comentários e tenta espalhar boatos sobre os personagens do seriado e também sobre outros usuários da rede social, principalmente os autores de blogs; evidentemente buscando mídia espontânea e gerar o buzzmarketing.
Outra ação interessante foi realizada pela equipe do SP Fashion Week 2007. Dentre as diversas ações de comunicação, também foi criado um usuário no twitter que mantinha informada toda sua rede de contatos sobre o cotidiano do evento.
Esses “cases” demonstram apenas o potencial dessa rede social e indicam possibilidades de aplicação em campanhas de comunicação dirigida, virais, etc.
Outra tendência que ficou evidente é a contratação de autores de blogs para ações de marketing. Em 2007 aparentemente houve um crescimento na utilização do blog ao invés do tradicional hotsite para ações de comunicação. Além disso, no final do ano surgiu um interesse na utilização da reputação e do know-how adquirido por esses autores que possuem grande visitação em suas páginas.
Desde o início da oitava edição do Big Brother Brasil da Rede Globo a revista Capricho montou um blog exclusivo sobre o tema (capricho.abril.uol.com.br/bbb8) e convidou algumas blogueiras para fazer a cobertura dentro da área exclusiva da Capricho. Também a Intel fez algo semelhante. Para realizar uma cobertura do evento Campus Party 2008, que reuniu mais de 3.000 aficionados por tecnologia, a Intel contratou cinco blogueiros que passaram a escrever no espaço corporativo da Intel durante esse período. A abertura deste blog corporativo da Intel para autores externos foi uma ação experimental e eventualmente poderá gerar frutos em 2008.
A utilização de blogueiros garante a linguagem apropriada para esse formato de comunicação e também colabora com o aumento da visitação do blog. A aparente repercussão dessas iniciativas deve incentivar outras empresas a solicitar esse novo modelo de “profissional”.
Outro fato que pode colaborar nesse caminho é a nova onda da internet de transmissão audiovisual em tempo real. Já muito utilizado lá fora, essa moda deve chegar no Brasil nos próximos meses. O próprio YouTube deve oferecer um serviço em que qualquer usuário poderá ter seu próprio canal, transmitindo imagens ao vivo pela sua webcam. Com esse recurso os autores de blogs poderão não só publicar sua opinião, mas também transmitir imagens do evento, em tempo real. O próprio evento Campus Party 2008 foi espaço para realização de diversas experiência do gênero, através de serviços gratuitos como o Justin.TV (www.justin.tv), Ustream (www.ustream.tv) e o mais recente Yahoo Live (live.yahoo.com).
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na minha coluna do portal JumpExec em 26/02/2008 http://jumpexec.uol.com.br/index.php?sub=5&land=ler&idArtigo=1726 ---------------------------------------------------------
Em junho a Citroën causou certa polêmica com o anúncio veiculado em alguns portais na internet para o lançamento do C4 Pallas. Toda a polêmica foi acompanhada em um post deste blog e posteriormente outro post trouxe as conclusões do ocorrido.
Agora a Citroën volta a causar polêmica. Desta vez na Espanha. Um anúncio publicado no jornal El País traz a imagem de Mao Tsé-tung acompanhada da mensagem: "Citroën, líder em vendas 2006 e 2007. A César o que é de César. É certo, somos líderes, mas para a Citroën a revolução não termina".
A comunidade chinesa residente na Espanha não gostou do anúncio e a campanha foi cancelada.
Nesta semana acontece na Bienal de São Paulo mais uma edição do São Paulo Fashion Week. Desta vez um dos destaques da semana é a marca Fiat e suas ações inovadoras para o Fiat Punto.
Dando continuidade ao projeto "Fashion Innovation Attitude" ocorrido em edições anteriores, a Fiat busca neste projeto ter como característica a utilização de espaços inovadores e emergentes para divulgação da marca durante o SPFW 2008.
Fica aqui um exemplo de ações que geram atenção não só pelo espaço que ocupam, mas também pelo fator inovador que apresentam. Exemplificam também a tendência do mercado publicitário em buscar novos espaços de mídia nunca antes trabalhados ou, ao menos, trabalhar de forma diferenciada tais espaços.
O mapa de mídia não é mais planejado a partir de uma lista de veículos de comunicação pré-determinados e a criatividade extrapola os limites do depto. de criação. A mídia também é criativa.
Apenas para ilustrar, segue abaixo algumas das ações que a Fiat promove durante o SPFW 2008:
- Além do site oficial, foi criado um blog no espaço gratuito Blogspot que tem como objetivo acompanhar e divulgar todo o cotidiano do SPFW 2008. O conteúdo é produzido por jornalistas e autores de blogs convidados.
- Também foi criada uma conta na rede social Twitter que é utilizada para enviar flashes do evento em tempo real e divulgar todos os outros espaços de mídia acima.
Vale ainda a observação de que os custos envolvidos nestas últimas ações descritas envolvem principalmente a remuneração dos profissionais responsaveis pelo conteúdo, pois afinal não há custo de mídia já que faz uso de serviços gratuitos.
Como pode ver, não é por acaso que o Fiat Punto faz sucesso.
Acabei de ler no jornal que por conta da premiação do filme da Dove (Unilever) em 2007, a edição do Cannes de 2008 vai contar com uma nova subcategoria para contemplar os formatos digitais dentro da categoria "filmes".
O caso da Dove era um viral que rodou no YouTube. Para concorrer em Cannes a agência teve que veicular ao menos uma vez na televisão.
Quem atua em qualquer campo relacionado à comunicação sabe a importância do conhecimento sobre a sociedade em que vive. É importante observar fatores cruciais, como o seguinte: se antes vivíamos a era da imagem, hoje esse conceito se desenvolveu para algo que podemos denominar como a era da exposição.
Foi a era da imagem que ressaltou uma valorização para a forma e o design. O metal e a madeira deram lugar ao plástico, material mais prático para modelar e criar produtos com design diferenciado.
Produtos semelhantes são vendidos a preços diferenciados por conta do seu design, mesmo que seja um caso sutil. Uma geladeira ou um computador são mais caros na cor preta do que em outras cores do mesmo modelo e marca.
Assim, a especificidade estética é sempre valorizada. Podemos ver esse processo ocorrer também nos meios de comunicação, seja em um programa para televisão ou um anúncio impresso. Nestes casos, esta preocupação estética envolve fatores como a composição e iluminação do cenário, a aparência dos atores, a edição das cenas, etc.
Mas hoje, com o advento das mídias digitais, vivemos uma evolução desse pensamento. O modelo de comunicação bi-direcional oferecido pelos meios digitais é o motor dessa evolução. Podemos construir um cenário rápido a partir do histórico de evolução da internet.
Já desde o início das operações comerciais da internet no Brasil (1995), ao ver a possibilidade de não apenas receber, mas também fornecer informação, o usuário motivou-se a criar o que ficou conhecido como a sua “home page pessoal”. Muitos tinham sua própria home page, mesmo sem saber ao certo o que publicar ali.
Mais tarde surgiram os blogs, modelo que prioriza a atualização permanente do conteúdo. Nesse momento muitos deixaram a home page de lado e partiram para o formato blog, porém essa troca não era condição necessária e viu-se com o passar do tempo que haviam aplicações próprias para cada formato.
Em meio a isso, por volta de 2004 começa a fase de popularidade das redes sociais. Surgem então portais de relacionamento como o Orkut, Myspace, Facebook, Last.fm, Pownce, Twitter, etc. Algumas com propósito temático definido, mas em geral, em todas o objetivo é montar o seu perfil, fornecendo o maior número de informações pessoais que achar adequado.
Chegamos então ao auge dessa exposição virtual. Hoje é possível manter gratuitamente na internet um site particular, um blog e um perfil em alguma rede social. Se antes os meios de comunicação não ofereciam uma forma para o receptor expressar sua opinião, hoje qualquer um pode captar esses dados espalhados pela internet e conhecer seus gostos, preferências, idade, região onde mora, etc. O limite entre o público e o privado mudou. O que antes eram informações compartilhadas apenas entre os amigos mais próximos, hoje está publicado no perfil do Orkut. Há uma tendência clara para a auto-exposição.
E essa tendência não se limita aos meios digitais. Nessa mesma época em que a internet se desenvolvia, vimos surgir diferentes quadros de reality-show que fizeram grande sucesso na televisão.
Assim caminha também a publicidade, que apesar do apego aos modelos tradicionais, vem criando agora ações inovadoras que interagem com o consumidor. Não só através de estratégias que envolvem os meios digitais, mas também os meios tradicionais, como foi o caso, dentre outros, da promoção criada para a Doritos nos Estados Unidos, em que o consumidor foi convidado a produzir um comercial para o produto; e o melhor, eleito por votação no YouTube, foi veiculado na televisão, durante o intervalo do Super Bowl de 2007.
Ou seja, não basta mostrar o produto, é preciso interagir como ele, participar do processo e se possível, deixar a marca do consumidor.
--------------------------------------------------------- Artigo publicado originalmente na minha coluna
A Axe é uma das marcas que neste ano fez diversas ações de marketing de guerrilha e viral. Não gosto muito dos conceitos das campanhas, em geral excessivamente machistas. Mas desta vez vale o registro por conta do seu histórico.
A edição de Dezembro da revista Playboy chegou às bancas acompanhada de um encarte para promover a fragrância Click da Axe. Trata-se um calendário de 2008 produzido pela Editora Abril para a Axe.
Em meio às modelos que ilustravam o calendário estavam também meninas indicadas no hotsite da promoção da Axe. Dentre elas, haviam 3 autoras de blog: a amiga de twitter, blogcamp e blogchopps Mirian Bottan (do blog Substantivolátil), a também amiga de twitter e parente de 15o grau Dani Koetz (do blog Ah! Tri Né) e Marina Santa Helena (do blog ChiqueiroChique).
A história começou meses atrás. Alguns blogs lançaram a idéia de promover uma campanha para ver as blogueiras na Playboy. Criaram capas falsas da revista e informações fictícias. A brincadeira cresceu e alguns veículos de notícias lançaram notas sobre o assunto. No blog Papo de Homem é possível ver um pouco da campanha.
Por fim a Axe resolveu aproveitar o movimento e convidou as três para um ensaio. Ótima oportunidade, pois a participação das blogueiras no calendário 2008 está gerando uma boa repercussão de mídia espontânea, principalmente (óbviamente) na blogosfera.
No evento Blogcamp PR as três blogueiras apareceram juntas para promover o lançamento do calendário. Segue abaixo o vídeo do evento.
Hoje, no caderno Link do jornal Estadão, foi publicado um anúncio publicitário que utiliza código QR. É, provavelmente, o primeiro anúncio de uma empresa brasileira que utiliza o código em uma campanha para a mídia impressa.
O anúncio do Estadão é uma campanha da loja de varejo FastShop. A peça anuncia um aparelho de celular e no canto direito traz a imagem do código QR. Esse código traz um link para www.descubraocodigo.com.br/eusei, página com mais ofertas exclusivas de produtos.
Para divulgar e informar o público, faz parte da campanha o hotsite www.descubraocodigo.com.br em que o visitante pode conhecer mais sobre o QR code e baixar o software para instalar em seu celular.
UPDATE 24/12 - A Revista Veja desta semana trouxe mais um anúncio dessa campanha da FastShop que incorpora o código QR nas peças. Também a edição seguinte àquela comentada acima do caderno Link trouxe outras duas peças da campanha.
Esse post foi sugestão do Giuliano que escreveu sobre o assunto no AnimePró.
Para divulgar na Coréia a linha de celulares Anycall, a Samsung montou uma banda em que reune alguns dos principais músicos do cenário pop oriental.
A banda é formada pela cantora BoA, o pianista Jin Bora, Xiah Junsu da TVXQ e Tablo da Epik High. O nome do grupo é AnyBand e algumas músicas foram gravadas, dentre elas aquela que leva o nome da campanha: "Talk, Play, Love".
Grande parte das gravações do clipe foram realizadas no Rio De Janeiro, como pode ser visto em diferentes cenas do filme. O enredo trabalha o conceito da sociedade vigiada, tema frequente da cibercultura, em romances de autores como George Orwell (1984), William Gibson (Neuromancer) ou mais recente o filme Matrix. No clipe é a tecnologia do celular Anycall que permite escapar do controle e da vigilância do sistema.
A Campanha foi criada pela Cheil Worldwide. No Brasil a produção foi realizada pela Ocean Films. O filme foi lançado em novembro na Coréia e ainda está programado o lançamento de novas músicas da Anyband.
Diferente do caso The Uncles aqui do Brasil, aqui fica evidente a formação de uma banda patrocinada com interesses além da campanha de comunicação pontual. Caso a banda faça sucesso, como aparenta, pode abrir portas para o surgimento de novas bandas patrocinadas por marcas, mais um espaço para reforçar a imagem da marca, assim como já acontece com eventos e times de futebol.
O Marketing Viral surgiu com base nos conceitos da propaganda boca-a-boca e do Buzzmarketing.
Inicialmente eram e-mails que convidavam a acessar algum site "interessante", e lá a marca era exposta. Em seguida passou-se a utilizar o YouTube, publicando produções que simulavam um "vídeo amador". Esse modelo já dá sinais de esgotamento, pois são poucos que continuam a repassar aos amigos os vídeos caseiros. Por conta disso hoje já temos ações de marketing viral mais complexas, que envolvem além do YouTube, outras ferramentas e serviços de redes sociais, como o Orkut, os Blogs e mais recentemente o Twitter.
Em busca de uma renovação criativa, o modelo de "vídeo caseiro" popularizado pelo YouTube foi parar na TV. Não há, neste caso, a característica do marketing viral de distribuição por e-mail, porém, o diferencial aparece pela linguagem amadora do vídeo, em contraste com os demais comerciais, que utilizam a linguagem tradicional do filme publicitário para televisão.
Um exemplo atualmente na mídia é da marca de produtos esportivos Fila. Quem criou a campanha foi a Santa Clara. Com produção da Lux Filmes, a campanha tem dois comerciais em que o personagem principal é um bebê que sai correndo em disparada. Veja abaixo os dois filmes que estão rodando na TV aberta e fechada.
É um projeto muito interessante que busca apresentar ao mundo dos negócios o atual estágio de profissionalização em que se encontra a blogosfera e quais benefícios um blog pode oferecer para determinada empresa.
A edição desta semana é focada no mercado publicitário. Profissionais de agências e autores de blogs (alguns sobre publicidade) participarão desse encontro que pretende refletir sobre as diferentes variáveis da relação entre blogs X propaganda. Após o evento deixo aqui um novo post comentando o que foi discutido no encontro.
Manoel Fernandes, Publisher da revista Bites é o organizador geral dos encontros e nesta terça deve receber os convidados para a discussão. Provavelmente o debate deve concentrar-se sobre os formatos diferenciados para utilização do blog como espaço de mídia publicitária
Agenor Castro - Yahoo! Alceu Costa Júnior - GlobalCast Alex Rocco - iG Aloisio Sotero - Duffry Caique Severo - iG Carlo Dapuzzo - Monashees Carlos Merigo - Blog Brainstorm #9 Carol Gleich - FábricaD Conrado Navarro - Dinheirama Cristian Galegos - Locaweb Cynthia de Almeida - Editora Globo Edney Souza - Interney.net Edson Romão - Aprex Eric Acher - Monashees Capital Eric Messa - Faap Fabiano Coura - Neogama/BBH Fernanda Domingues - FSD Fernando Sodré - Meira.com Gabriel Marão - Perception Gabriel Tonobohn - Blog Oito Passos Guilherme Nascimento - Blog Papo de Homem Gustavo Jreige - Blog Oito Olhos Heloisa Lima - Leo Burnett Jeff Paiva - AgênciaClick Joyce Gomes - Forrester Research Lucia Freitas - Blog Ladybug Manoel Netto - Blog Tecnocracia Marcelo Gomes - Meio & Mensagem Marcos Aranha - OW4Y Marcos Ferraz - Vex Marili Ribeiro - Estado de São Paulo Marina Moraes - Leo Burnett Michel Lent - Agência 10 Patricia Albuquerque - Blog Ocio 2007 Rafael Barros - Blog ci9 Rafael Ziggy - Blog Sim, Viral Rene de Paula - Microsoft Ricardo Cardoso Santos - Ampla Ricardo Cavallini - F/Nazca Ricardo Franco - Forrester Research Romero Rodrigues - Buscape Taisa Dias - Blog Publicidade de Saia Thiane Loureiro - Edelman Vanda Scartezini - Polo Consultores Wagner Fontoura - Blog Nossa Via Wagner Tamanaha - Blog Colméia
Com a colaboração da Kátia Oliveira, segue abaixo o viral da semana. A imagem corre por e-mail e por enquanto, sem qualquer pretensão publicitária. Se alguém quiser arriscar, diga se é o caso de viral de algum produto? Quem sabe do Programa do Jô!
Agora no final de Outubro a Apple lançou um novo filme publicitário do seu Ipod Touch que pode ser visto em seu site institucional. Duas curiosidades seguem esse comercial:
1 - O filme publicitário não foi criado por uma agência de publicidade, mas por Nick Haley, um estudante de 18 anos da Inglaterra (dica enviada pelo Brian Barbutti). Nicky produziu o filme em casa e publicou no YouTube. O sucesso chamou a atenção da Apple que resolveu assumir o filme como parte da sua campanha para o Ipod Touch. Assim, a agência de publicidade oficial da Apple, a TBWA/Chiat/Day entrou em contato com o estudante e o contratou para que desenvolvesse uma nova versão para a Apple. Atualmente é possível ver o vídeo tanto no site oficial da Apple como no YouTube, as duas versôes possuem pequenas variações, mas são, definitivamente, a mesma peça publicitária.
2 - Interessante observar também que a trilha sonora escolhida pelo estudante inglês foi a música "Music is my hot, hot sex" da banda "Cansei de Ser Sexy" de São Paulo. Atualmente a banda é um grande sucesso nas rádios de Londres. Mas antes deste sucesso a banda que tocava em bares de São Paulo chamou a atenção da gravadora Trama por conta do grande volume de acessos obtidos pelas músicas publicadas na Internet. Assim como casos mais famosos, por exemplo a cantora Lilly Allen, a página no MySpace da banda Cansei de Ser Sexy foi um fator crucial para o sucesso da banda.
Assim como o comercial da Apple que foi escolhido devido ao grande sucesso de visitações no YouTube, a banda Cansei de Ser Sexy ganhou o mercado fonográfico por conta do sucesso que fez entre os internautas.
Rafael Koch Rossi é um aluno meu de 20 e poucos anos e apesar de não possuir qualquer ascendência oriental, desde a adolescência tomou gosto pelo mundo Anime.
Atualmente, nos horários livres entre a faculdade e o estágio ele administra uma rádio online especializada em músicas do cenário anime. As primeiras experiências com a rádio começaram em 2004, mas somente nos últimos meses ele montou uma estrutura mais organizada e desde então mantém cerca de 50.000 visitantes por mês.
A rádio AniMIX foi tema deste post pois é um exemplo de novos projetos que estão aparecendo na internet e podem se tornar potencias espaços para promoção de produtos, pois abrem um ótimo espaço de mídia segmentada.
O AniMIXainda possui um caráter experimental, quase caseiro, por enquanto não possui nenhuma espécie de espaço publicitário, porém, desde já pode ser um local atraente para diversos produtos e serviços que atuam com o mesmo público. E assim como o AniMIX, diversos outros novos projetos estão espalhados pela internet brasileira, em sua maioria, originadas do esforço de jovens empreendedores.
O grande problema é que em geral tanto as empresas quanto as agências de publicidade desconhecem esses novos espaços de mídia ou preferem não arriscar, mesmo considerando o baixo investimento.
Para discutir esta e outras questões acontece neste sábado (10/11) o StartupCamp Brazil, evento que deve reunir diversos jovens diretores de projetos para internet e também profissionais de instituições relacionadas à área de novos projetos. O objetivo é a troca de informações em busca de uma profissionalização destes empreendendores da web.
Hoje entrou em atividade a promoção "Em busca do picolé núm. 1" da Kibon. Trata-se de uma campanha promocional do sorvete Chicabon em que o participante deve efetuar sua inscrição e seguir pistas indicadas no hotsite da campanha para encontrar a primeira embalagem do Chicabon que supostamente foi roubada das instalações da Kibon.
Como material de apoio e divulgação da promoção, foi criado na capa do jornal Destak desta segunda uma sobrecapa simulando a primeira página do jornal. A manchete falava sobre um assalto ocorrido nas instalações da Kibon.
Assim como o caso do Asteróide Pallas, em que a Citroën lançou um teaser noticiando a possível queda de um asteróide no planeta Terra, a campanha da Kibon também simula uma informação jornalística, tanto na linguagem do texto quanto graficamente.
Porém o caso da Citroën causou frustração e muita polêmica, os comentários de um post anterior mostram isso. Já a campanha da Kibon foi mais ética pois deixa evidências de tratar-se apenas de uma campanha publicitária:
1 - Toda a primeira página faz referência apenas a produtos da Kibon. A notícia não se mistura com outra notícias reais.
2 - A indicação "Informe Publicitário" aparece logo no cabeçalho da página. Porém ficou claro no caso da Citroën que esta indicação não é percebida por todos.
3 - A notícia apela para um problema social, a violência, abusa deste argumento e acaba por explorá-lo. A propaganda, por natureza, apoia-se em esteriótipos, mas por outro lado, a "notícia" da Kibon informa uma história fictícia que não compromete o leitor, ao contrário do caso da Citroën que envolvia todos os habitantes do planeta.
4 - Caso ainda não estivesse clara a brincadeira, ao virar a página o leitor encontrava no verso mais um anúncio da Kibon, desta vez, utilizando linguagem evidentemente publicitária, fazendo referência para o hotsite que explica a promoção. E ao lado seguia a primeira página original do jornal Destak.
OUTRO ASPECTO SOBRE O CASE: Assim como comentei no post sobre o Prêmio Caboré, este case também é mais um bom exemplo de uma campanha integrada, ou seja, tanto os meios tradicionais como os meios digitais são utilizados na mesma medida, não há mais a caracterização dos veículos on-line como simples mídas de apoio.
Interessante observar que trata-se de uma promoção em que só é possível participar através da inscrição no hotsite, ou seja, assume que o público-alvo tem acesso à internet. Antigamente, um dos argumentos contra a utilização da internet como mídia publicitária era o baixo número de lares com acesso à internet. Hoje já é evidente que a população brasileira faz uso da internet por outros meios, além da conexão própria em sua casa (trabalho, lan houses, etc).
Além disso, procura inovar na utilização da mídia impressa, sem atraiçoar o leitor/consumidor. Enfim, a criatividade é colocada em prática, tanto na aplicação das mídias online quanto das offline.
O Prêmio Caboré 2007 é muito bem visto no mercado publicitário. Tanto é valorizado que no período de votação dos indicados é comum ver nas mídias do meio publicitário algumas ações de campanha para um ou outro indicado.
Alguns indicados chegam a investir mais pesado. Na revista Veja desta semana há um anúncio de página dupla para o Alexandre Gama (Neogama/BBH), indicado para o prêmio de Dirigente/Empresário do ano.
Mas o destaque deste ano, que já começa a fazer história não é Alexandre Gama, mas sem dúvida a AgênciaClick. É a primeira vez que uma agência digital é indicada para o prêmio de melhor Agência de Propaganda do ano. Nenhuma agência on-line, especializada em publicidade digital fora indicada para o prêmio de agência do ano até então. Deve-se considerar inclusive que são apenas 3 nomes indicados por categoria.
A indicação da AgênciaClick pelo Caboré já é um marco na publicidade brasileira. Estamos visivelmente acabando com os limites entre o on-line o off-line.
Se já não era mais possível rotular a internet como mídia alternativa ou midia de apoio, daqui pra frente não haverá mais a separação entre o on-line o off-line, as agências devem cada vez mais trabalhar com o digital assim como fazem com a mídia de massa (TV, jornal, revista, etc).
UPDATE (06/11): E hoje o Jeff Paiva avisou que a AgênciaClick acabou de ganhar o prêmio Big Idea Chair Brasil da Yahoo! A Click concorreu com cases apresentados pela AlmapBBDO, TBWA, Lew'Lara e NBS. O case ganhador foi o lançamento do Fiat Punto. Aliás, a Fiat também concorre ao Caboré com o mesmo case. Veja também o post do Jeff sobre a conquista do Big Idea Chair Brasil.
Pelo que pude ver no primeiro dia a programação está excelente. Palestras pertinentes e com bom conteúdo, ao menos para minha área de atuação que é dentro do campo da comunicação mas envolve muito questões referentes à tecnologia.
Faço aqui inclusive um destaque especial ao "apresentador-mor", Luli Radfahrer, que realizou uma ótima performance durante todo o dia.
Uma palestra em especial estimulou a publicação deste post. Raphael Vasconcellos, Diretor Executivo de Criação da Agência Click comentou durante sua palestra o processo criativo e as apropriações indevidas que ocorrem na publicidade. A Agência Click é, na minha opinião, a melhor agência de publicidade digital do Brasil atualmente e conseguiu chegar a esse posto por conta do seu pioneirismo, sem medo, inclusive, de arriscar.
Na Intercon 2007 o Raphael Vasconcellos comentou um case em que o aspecto visual de um filme publicitário que ele viu no Festival de Cannes é aparentemente uma reprodução de um vídeo do YouTube que ficou bem conhecido meses antes. Claro, o conteúdo do filme é outro, já que no caso do vídeo do YouTube nem se trata de uma campanha publicitária.
Aqui vai o vídeo do YouTube:
Vale acrescentar que a idéia de sincronizar o áudio com recurso visual da tipografia virou moda no YouTube. Aqui vai alguns outros exemplos que o Raphael não citou:
Essa discussão me fez pensar sobre os limites entre o plágio, a referência lingüística ou técnica e o modismo. De fato, o filme publicitário que o Raphael mostrou na palestra (infelizmente não encontrei na internet) faz uma apropriação de um recurso visto anteriormente em vídeos do YouTube.
Porém, na minha opinião, para classificar como plágio, acredito que é preciso ir além, ou seja, todo o conceito de campanha deve ser também copiada. Caso contrário, teriamos que classificar como plágio diversas campanhas que utilizam recursos semelhantes. Já o fato de utilizar um recurso de forma criativa e pertinente ao produto da campanha, ou seja, contextualizada; não caracteriza o plágio.
O plágio, na publicidade, é a apropriação da idéia de outro, em geral, na sua forma, para vender um outro produto. É, obviamente, extremamente repudiada pelo próprio meio publicitário.
Porém, todos sabemos que para ser criativo é necessário possuir repertório. Essa frase indica que para criar algo faz-se necessário conhecer outras coisas para que, de certa forma, sejam referências para a sua própria criatividade.
Assim, vemos algumas peças publicitárias em que a referência de linguagem é evidente. Muitas vezes o criativo utiliza-se de uma referência de linguagem do campo da Arte para criar sua campanha.
No caso do anúncio ao lado, vê-se no seu aspecto imagético uma referência aos trabalhos de artistas plásticos que utilizam-se de diferentes materiais no lugar da tinta, como faz, por exemplo, o artista Vik Muniz.
Por outro lado, há também o modismo. Não no sentido pejorativo, apenas para caracterizar a utilização de um mesmo elemento (imagético, recurso técnico, etc) em diferentes campanhas. Difícil explicar esse fato, mas em geral é comum ver algum detalhe repetir-se em diferentes anúncios, durante um mesmo período. Atualmente vivemos um caso desses, em que aparece um modismo do uso de líquidos em suspensão, como nos exemplos abaixo.
O caso é que tal discussão em geral costuma ser polêmica, pois em muitos casos é difícil distinguir uma coisa da outra e classificar como plágio ou simples referência técnica ou linguística.
O próprio Raphael Vasconcellos, durante a sua palestra, mostrou um outro case criado para banco Caixa. Chamado de "A Casa dos Sonhos", trata-se de um site praticamente sem recurso visual algum. Há apenas a utilização do recurso sonoro que sugere ao visitante do site que feche o olho para imaginar a casa dos seus sonhos enquanto a narração explora os efeitos sonoros.
O fato é que essa narração fazia uso de um recurso sonoro que ficou muito famoso algum tempo atrás, como citou o próprio palestrante. Trata-se do Virtual Barbershop, publicado no blog de David Heron. Esse áudio explorava a noção do espaço tridimensional a partir de efeitos sonoros.
Ou seja, aqui houve apenas a utilização de um recurso técnico - que ficou muito famoso entre os usuários da internet - para desenvolver uma campanha para a Caixa. Não se trata obviamente de um plágio, apenas uma aplicação contextualizada de um recurso técnico que foi muito comentada na internet.
Ainda assim, no fim da palestra, fiquei curioso em saber do Raphael Vasconcellos, como ele diferencia a aplicação do mesmo recurso do Virtual Barbershop no site da Caixa e o caso do filme publicitário que utilizou de recursos visuais tipográficos idênticos ao do vídeo no YouTube.
Não consegui fazer essa pergunta durante a palestra, mas mandei um e-mail. Espero que ele possa responder, e assim que o fazer, publicarei aqui.
Deixo também a área de comentários aberta para ouvir a sua opinião.
UPDATE (12/11) - O Raphael escreveu e deixou o seguinte comentário: -------------- A diferença é muito sutil, e é difícil de teorizar sobre o assunto. Particularmente eu uso o critério da valorização da idéia para saber até onde uma referência pode ser inspiradora ou fonte de cópia. Na minha opinião, plágio é a cópia de uma idéia pronta, acabada, utilizada em outro contexto.
Referência é uma inspiração, muitas vezes uma técnica "vazia" que, quando utilizada junto com um conceito de comunicação, confere outra interpretação da comunicação proposta. A referência valoriza a idéia, enquanto o plágio nada mais é do que um "atalho", que tenta se aproveitar de um modismo.
No caso do trabalho que fizemos utilizando a técnica do áudio binaural, claramente inspirada no Barbershop, essa idéia é vazia sozinha. Ela ganha um significado e trabalha para valorizar a mensagem que o cliente, no caso a CAIXA, gostaria de transmitir. Na verdade, o próprio barbershop utilizou outras referências para ser criado. Há anos essa técnica de gravação já é utilizada nos parques da Disney, por exemplo.
O fato é que trabalho inédito está cada vez mais difícil de encontrar por aí... --------------
Já se falou muito sobre a evolução do marketing digital, diversos “cases” de sucesso e campanhas inovadoras em que muitas vezes a mídia tradicional é utilizada apenas como apoio para a mídia digital.
Porém a realidade é que tais “cases” são ainda minoria. São poucas as agências de publicidade tradicionais que realmente investem nas mídias digitais.
Sob determinado aspecto, a publicidade digital sofre do mesmo mal que o mercado fonográfico, cinematográfico e literário. Todo ambiente de negócios que lida com informação passa atualmente por uma crise de paradigma.
A era digital trouxe um problema que na superfície aparece com o nome de “pirataria”, mas na sua base apresenta-se como uma incompatibilidade do tradicional modelo de negócios com o paradigma que vivemos atualmente.
É o modelo de negócios que precisa de uma adaptação, ou melhor, uma completa mudança. E claro, esse processo consiste em uma reestruturação que acarreta em fechamento de empresas, eliminação de intermediários, enfim, mudanças drásticas e dolorosas. Por conta disso, ela é adiada até quando não for mais possível suportar.
O modelo de negócios do mercado publicitário também é, talvez, o principal limitador do avanço da publicidade digital. Refiro-me, mais especificadamente, à remuneração por porcentual da produção e mídia de uma campanha publicitária.
Compare a remuneração de 20% sobre uma campanha que envolve mídias de massa (especialmente a televisão aberta) e outra que trabalha apenas com mídias digitais. Agora responda qual delas é mais lucrativa para a agência de publicidade?
As mídias digitais são, por essência, segmentadas em seu público-alvo. Extremamente focadas e, portanto, apropriadas para determinada estratégia de marketing. Claro, não se pode discordar que cada campanha tem seu plano de mídia mais apropriado. Algumas vezes, de fato, a mídia digital não é a melhor solução.
Porém essa segmentação dilui também seu custo como “mídia publicitária”. A mídia digital passa a ser um espaço de custo relativamente baixo ao comparar com as mídias tradicionais de massa. A afirmação continua válida mesmo quando consideramos os custos de produção da campanha.
Portanto, resguardado toda a questão de estratégia de marketing, vale ainda a reflexão sobre o modelo de negócios publicitário, baseado em remuneração por porcentagem, e sua influência no momento em que a agência vai até o cliente propor o plano de mídia para a campanha de comunicação.
Essa questão ainda não gerou tanto alarde como acontece no mercado fonográfico, mas está por vir uma grande fase de mudanças que de fato, alguns indícios já aparecem casualmente.
As grandes agências estão diminuindo cada vez mais, tanto em número de funcionários como em carteira de clientes.
A concorrência entre agências, que acontece há muitos anos, já adiantou a discussão e promoveu a negociação da porcentagem de remuneração. Está cada vez mais difícil para o cliente sustentar custos tão elevados como da televisão de massa. E estratégias de sucesso que utilizam a mídia digital, como faz João Ciaco (Diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento da Fiat), sempre em companhia da AgênciaClick, acabam por influenciar outros clientes, além de apontar esse novo rumo.
Ou seja, o modelo de negócios da publicidade deve sofrer mudanças ao longo do tempo, assim como acontece com a indústria fonográfica, cinematográfica e literária. O processo pode ser calmo e indolor ou então drástico e doloroso. O fato é que não há volta. A remuneração por porcentagem nunca mais será a mesma.
Aqui vai uma dica encaminhada pelo aluno Daniel Ribeiro: essa semana entrou no ar uma nova ação da Intel para divulgar seu processador Core 2 Duo. O hotsite “Eu mereço mais de mim” é, simplificando todo o projeto, apenas um filme publicitário.
Porém esse filme incorpora diversos conceitos e estratégias que surgiram nos últimos anos: - o conceito de filme interativo, em que o espectador é convidado a tomar decisões em determinados momentos, definindo assim o rumo do personagem; - a proposta conceitual da TV digital, em que será possível interagir com elementos da cena. No caso do filme da Intel, alguns dos elementos do cenário são também ícones que abrem janelas com informações adicionais. - a estratégia de pílulas de informação: ao invés de um único texto repleto de informações, foram criados pequenos textos explorando os dos diferencias do produto. Estes textos estão espalhados ao longo do filme. - a estratégia do oferecimento de serviços: assim como já acontece em muitos outros hotsites, dentre os links espalhados pelo filme é possível encontrar produtos com a marca da Intel para download, como por exemplo, wallpapers e ringtones. - e por fim, a Intel também adota a moda do marketing viral: além de incluir a opção de envio por e-mail da indicação do hotsite para um amigo, o próprio projeto em si possui um formato inovador que sugere a propagação espontânea da informação.
Em tempos de discussão sobre o futuro da propaganda de massa, é interessante observar a evolução do que antes era conhecido como merchandising e hoje aparece em diferentes modelos e formatos. Vê-se que agora definitivamente a publicidade é incorporada ao programa desde a sua produção, roteirização e posterior comercialização.
No primeiro capítulo da segunda temporada de Heroes, que foi ao ar na última quarta-feira (28/09) nos Estados Unidos, o grande personagem da noite foi o novo Rogue 2008 da Nissan.
Explico: A Nissan investiu forte na NBC, especialmente no seriado Heroes. Para o lançamento da segunda temporada, a NBC preparou um episódio especial (premiere) com cerca de 10 minutos adicionais. A Nissan aproveitou o espaço e realizou diversas intervenções:
- O intervalo que antecedeu os 10 minutos finais foi interrompido apenas por uma breve chamada informando que o espaço era patrocinado pela Nissan e que não haveria interrupção comercial adicional até o fim do episódio.
- Nos intervalos anteriores foi veiculado o novo comercial do Nissan Rogue; aquele em que ele aparece em uma cidade projetada sobre um tabuleiro, simulando o jogo Marble Maze, citado já em alguns blogs como o Brainstorm#9 e o Saporra.
- Durante o episódio a personagem Claire ganha do seu pai um Nissan Rogue e na cena o carro é apresentado em diferentes enquadramentos, inclusive com uma passagem especial pela frente do automóvel. No quadro, Claire comenta com o pai como sua vida de estudante seria mais fácil com um automóvel. O pai entrega-lhe as chaves do carro e ela exclama: - Oh, o Rogue!
- Por fim, no site da NBC há uma chamada para uma promoção em que o telespectador é convidado a buscar pistas distribuídas nos intervalos comerciais dos seriados e responder questões no site da NBC. Essa promoção vai sortear edições especiais do modelo Rogue, assinada pelo criador de Heroes, Tim Kring.
Para saber mais sobre o Nissan Rogue, só mesmo assistindo aos próximos capítulos de Heroes...
Em tempo: A NBC também iniciou agora em Outubro uma nova estratégia: todos os seus seriados estarão disponíveis integralmente na internet por uma semana, logo após serem veiculados na televisão. Para ver o episódio da semana de Heroes, o endereço é http://www.nbc.com/Heroes/video (aparentemente disponível apenas para moradores dos EUA)
OBS: No Brasil essa semana a Fiat também fez uma ação especial em conjunto com a MTV, durante o VMB 2007, conforme comentei no post anterior.
A Fiat fez uma ação exclusiva durante a transmissão do Video Music Brasil 2007 da MTV na última quinta-feira.
Aproveitando o período de lançamento do seu novo automóvel Punto, a Fiat inseriu seu filme publicitário durante os intervalos da noite de premiação da MTV. O filme destacava o recurso de bluetooth que equipa o novo Punto, a conexão através do bluetooth com o celular permite efetuar e receber chamadas através do equipamento de áudio do automóvel. Todos os comandos do celular são acionados por voz e além disso, um recurso de voz eletrônica "lê" as mensagens de texto recebidas pelo celular.
Porém em época de reestruturação do merchandising, Fiat e MTV procuraram criar algo nem tanto original, mas diferente: logo após a conclusão da premiação e início da transmissão da festa posterior, o apresentador anuncia que a banda Cachorro Grande está atrasada e em frente à câmera envia um sms para um dos integrantes da banda.
Corta a cena e começa então uma gravação mostrando os integrantes da banda dirigindo dois automóveis Punto. A voz eletrônica do carro avisa o recebimento da mensagem e daí em diante inicia uma troca de mensagens e ligações, mostrando todos os recursos da voz eletrônica e da conexão bluetooth. O quadro dura todo o intervalo comercial e encerra com os dois carros chegando em frente ao local da festa, momento em que termina o quadro e volta a transmissão ao vivo da banda subindo no palco.
Fica aqui os parabéns para os gaúchos da banda Cachorro Grande que foram ótimos atores deste quadro da Fiat + MTV.
Em tempo: o recurso da voz eletrônica é, de fato, uma novidade nos automóveis brasileiros, porém a integração com o celular via bluetooth já não é tão incomum. Não é nem mesmo necessário instalar equipamentos adicionais no carro. Sony e Pioneer já oferecem aparelhos de som para carro equipados com o bluetooth. O modelo Sony MEX-BT2507 é simples mas oferece a integração com o celular via bluetooth ao custo de cerca de R$400,00 (em SP).
Provavelmente você já viu o novo filme publicitário da Skol em que um grupo de rapazes conversam dentro do banheiro. No comercial é impossível entender o diálogo pois cada um deles está com uma latinha de Skol na boca.
Muito bem. Divertido pois sugestiona o telespectador a imaginar o diálogo. Na internet foi criado um hotsite interativo onde é possível incluir sua própria legenda e enviar para um amigo.
Lá vai mais um modelo de marketing viral. Você se diverte, encaminha para diversos amigos e promove a marca.
Porém o modelo não é novidade. Diversas versões similares já foram criadas anteriormente e vale considerar a possibilidade da repercussão negativa, como aconteceu com a marca Chevy.
Em 2006 a americana Chevy montou um hotsite para o lançamento do novo modelo Tahoe 2007. No hotsite havia um filme publicitário com cenas do Tahoe e o usuário era convidado a inserir o texto para a campanha.
Mas assim como no caso da Skol, não havia nenhum sistema de filtragem dos vídeos produzidos. O que se viu foram diversas produções com conteúdo crítico, alertando para a influência da marca no problema do aquecimento global.
Aqui vai um exemplo:
Será que o mesmo pode acontecer com a Skol? Se alguém souber de um vídeo irônico da Skol, deixe aqui um comentário.
Por enquanto, deixo aqui a minha criação para a Skol:
O Rafael Ziggy, do blog "Sim, Viral" comentou em seu post o primeiro caso (provavelmente) de uso "alternativo" da campanha da Skol: já faz algum tempo que o blog "Papo de Homem" (Guilherme Valadares) está incentivando uma campanha para promover uma edição da Playboy com "blogueiras" brasileiras (veja aqui um dos posts).
Desta vez o "Papo de Homem" aproveitou o filme publicitário da Skol para promover sua campanha:
Àlém deste comercial, Guilherme Valadares lançou em seu blog um concurso para premiar a melhor legenda criada para a campanha da Skol que faça referência ao seu blog.
Caso saiba de outra boa interferência realizada com o filme da Skol, deixe aqui seu comentário com o link!
Na noite desta quinta, Jeff Paiva, da AgênciaClick, esteve na FAAP para uma palestra em que abordou o tema "Publicidade nas Redes Sociais e Second Life".
A palestra começou com uma breve demonstração do Second Life. Eu e Jeff Paiva navegávamos pelo 2ndL enquanto a imagem era projetada no telão. A platéia teve oportunidade de conhecer a ilha da AgênciaClick onde Jeff realiza suas reuniões com os clientes.
Após a demonstração ele fez uma exposição sobre redes sociais, em que comentou a evolução das comunidades de interesse e sua influência no cotidiano do consumidor. Também falou sobre os blogs, que hoje chegam a influenciar a decisão de compra.
Flashes da palestra foram transmitidas pelo Twitter em tempo real. Foi através desta rede social que o blogueiro Manoel Netto, de Londrina, autor do blog Tecnocracia teve oportunidade de enviar uma pergunta para o palestrante.
O Twitter também foi utilizado para transmitir flashes da palestra de Carlos Merigo do Brainstorm #9 (comentada no post anterior). Daquela vez, foi Fábio Seixas, do Rio de Janeiro e criador do site Camiseteria quem enviou sua pergunta através do Twitter.
Na segunda parte da palestra Jeff Paiva apresentou diversos cases da AgênciaClick em que o Second Life foi utilizado como mídia para divulgação dos produtos de seus clientes.
Ficou evidente na palestra que ainda temos um longo caminho a percorrer para a descoberta do formato adequado de publicidade digital, mas de certo, a AgênciaClick é uma das agências pioneiras nesse sentido.
Os alunos que assistiram a palestra ficaram muito interessados em obter mais informações sobre o assunto, por isso, deixo aqui o link para o blog do Jeff Paiva: http://www.jeffpaiva.com/blog
Infelizmente é impossível fazer uma cobertura completa de todas as palestras desta 30a Semana da Comunicação devido às diversas palestras que ocorrem simultaneamente.
Hoje pela manhã participei de duas palestras, e nestes dois casos o assunto girou entorno dos blogs.
Carlos Merigo, da FisherAmérica e do blog Brainstorm #9 comentou um pouco sobre sua atividade, citando inclusive que seu blog, criado desde a época em que cursava a faculdade de publicidade, foi grande influenciador na sua entrada no mercado de trabalho.
Ele fez uma ótima explanação sobre a influência das comunidades colaborativas nas ações de comunicação. Também citou diferentes casos de marketing viral, ressaltando que não existe uma fórmula pronta para o viral, mas é essencial a existência de um conteúdo relevante para que ocorra a propagação espontânea.
Ao final da palestra, muitos alunos perguntaram sobre sua atividade com o blog Brainstorm #9 e a influência do blog no seu dia-a-dia.
Na sessão posterior aconteceu a mesa temática “Distúrbios Midiáticos”, que tratava de diferentes casos em que uma informação fictícia é explorada como verídica. Eu participei da mesa juntamente com os professores Ronaldo Entler e Fábio Lacerda.
Após a apresentação do tema da mesa pelo Prof. Entler, eu fiz uma rápida apresentação sobre o caso do Asteróide Pallas que os leitores deste blog puderam acompanhar em posts anteriores.
Para concluir, o Prof. Entler trouxe dois exemplos de artistas que realizam interferências com o objetivo de discutir os valores e o processo de comunicação. Um deles é o Joan Fontcuberta que montou uma exposição utilizando o nome de Hans von Kubert e o Joey Skaggs que envia releases falsos para imprensa.
Após as breves apresentações foi aberta a sessão de perguntas que giraram entorno da influência dos blogs na repercussão das campanhas publicitárias, a importância da responsabilidade, da ética e do senso crítico para o profissional de comunicação e como lidar com o modelo dinâmico da internet.
Os dois primeiros dias de palestras da 30a Semana de Comunicação da FAAP trouxeram ao público uma rica amostra da área de comunicação brasileira.
Arnaldo Antunes inaugurou a edição de 2007 com auditório cheio. Ao final da palestra o público teve oportunidade ainda de ouví-lo recitar alguns de seus poemas.
Outra palestra emocionante foi a de Lima Duarte, que narrou toda a sua trajetória de vida.
No campo da publicidade o que ficou evidente foi uma convergência de idéias entre os palestrantes. Todos mostraram que os novos meios de comunicação criaram um foco de orientação especial para as questões referentes à novos modelos de ação e ferramentas de marketing, bem como mídias alternativas.
Flávio Rezende (DPZ) citou a importância atual de uma sinergia entre a criação e a mídia, exemplificando com cases que utilizavam suportes de mídias inusitados.
Henrique Vieira da BG Interativa fez um painel com diferentes tecnologias que podem ser utilizadas na publicidade e permitem ao usuário um domínio sobre como e quando pretendem receber o conteúdo.
Questionado sobre o caso do ESTADÃO x BLOGs, o palestrante lembrou que a seleção do que é conteúdo relevante não será determinada por uma mídia, mas pelos próprios usuários/leitores.
Para encerrar o segundo dia de palestras, Brian Crotty (McCann Erickson) fez importantes reflexões sobre as novas tecnologias de comunicação. Através de uma palestra muito bem elaborada, ele alertou sobre a inevitável emergência de diferentes ferramentas como o Joost e o Second Life, que possuem interfaces intuitivas e permitem a interação com outros usuários. Para ele, o que falta para o sucesso de tais ferramentas é apenas uma maior banda de transmissão de dados, que não deve demorar a chegar com a entrada de novas estruturas como o wi-max.
Brian Crotty concluiu sua palestra dizendo que devido ao grande número de possibilidades de interação com o consumidor, o desafio de hoje é dominar todos esses formatos, interfaces, aplicativos e redes de distribuição para, no dia-a-dia, encontrar a melhor solução para cada caso.
Amanhã teremos logo cedo a palestra do Carlos Merigo, do blog Brainstorm#9 e da FisherAmérica e logo depois uma palestra minha em conjunto com os professores Ronaldo Entler e Fábio Lacerda sobre "Distúrbios Midiáticos", em que comentarei o caso do Asteróide Pallas.
Nesta semana a Faculdade de Comunicação da FAAP promove sua 30a Semana da Comunicação; evento que traz palestras e mesas temáticas com a presença de profissionais, pesquisadores e professores da área de comunicação.
Nesta edição, por conta do tema "Redes, Conexões e Interfaces" ocorrerão diversas palestras entorno de temas como marketing digi