29.12.09

Realidade Aumentada, McDonalds e o filme Avatar


Em 2009, o que fez a cabeça dos publicitários foi a tecnologia da realidade aumentada. Muitas ações de comunicação aproveitaram desse formato para chamar a atenção para um determinado produto/marca.

Aqui no blog, cheguei a comentar alguns cases, como o Samsung Omnia, o Skol Sensation e o Vectra GT.

Para fechar o ano, o McDonalds aproveitou o lançamento do filme Avatar para fazer uma ação de comunicação que utiliza o formato da realidade aumentada.


Durante o mês de dezembro/09 as embalagens dos sanduíches trazem cards destacáveis que possuem o código de ativação da realidade aumentada.

Com o card em mãos, basta entrar no hotsite da campanha (www.mcdonalds.com.br/avatar) e ativar a webcam do computador.


Assim que o card é posicionado em frente à câmera, sua imagem é substituída por um cenário 3D do filme Avatar.

Abaixo capturei dois exemplos para ilustrar a ação:


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16.12.09

Para atuar em "Social Media", é preciso ser especialista em "Social Communication"

Em plena era da Social Media, fico feliz por ter cursado uma faculdade de Comunicação Social. No inglês literal: "Social Communication".

Nos últimos anos muitos cursos de graduação optaram por abandonar o termo "social". Denominam-se apenas como Faculdades/Universidades de Comunicação. Afinal, é quase redundante, já está claro que se trata de um curso que aborda a comunicação da sociedade, mediada por aparelhos.

Se pararmos para refletir, o que não está claro é esse novo termo "social media" - ou em português "mídias sociais". Pois no fim das contas, qualquer veículo de comunicação é uma mídia. Sendo assim, todos os veículos são "mídias"; e são consequentemente, "sociais".

O que acontece é que costuma-se usar o termo "social" para enfatizar o lado "humano" do processo de comunicação. Assim também acontecia com o termo "Comunicação Social".

Conhecer o ser humano é estudar como ele atua frente aos sistemas de comunicação; e também como ele interage entre si. Para isso, disciplinas como sociologia, antropologia, psicologia e filosofia são essenciais. É inclusive uma pena ver que muitos cursos de graduação deixaram de lado essas disciplinas para abrir espaço para a formação técnica (e quem está no mercado sabe que a aplicação técnica pode ser facilmente adquirida no início da carreira profissional).

De qualquer maneira, Social Media pretende então, segmentar uma área que vai trabalhar a comunicação das marcas/produtos no instante em que o homem interage com suas redes de relacionamento (na maioria das vezes, no meio digital).

Pois bem, para atuar nesse campo, fica nítido agora que não se faz necessário o conhecimento técnico das redes digitais. Não é necessário conhecer nenhum software gráfico ou linguagem digital.

É preciso sim, conhecer como funciona uma rede e principalmente entender como o homem se relaciona nesse espaço.

Você, que pretende atuar nessa área, não tente ser um especialista em Social Media, pois no final das contas esse termo não significa nada. Prefira ser um especialista em Social Communication.

Lembre-se que é preciso entender o homem (social) e as redes (communication). Se olharmos lá no fundo, veremos que não inventamos nada novo, de certa forma, estamos apenas voltando às origens, quando toda a comunicação era realizada na praça central da cidade.

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26.10.09

A mídia somos nozes


É fato, somos menos dependentes dos veículos de massa para nos mantermos informados do que nossa geração anterior. E a tendência é que essa característica se evidencie ainda mais.

Aos poucos, as redes sociais mostram seu importante papel como espaços de comunicação para a sociedade da era digital. O Orkut nasceu como um lugar para apenas encontrar antigos amigos, mas logo a área "scrapbook" tornou-se uma importante ferramenta de comunicação.

O mesmo acontece com o Twitter. Surgiu como um lugar "sem propósito", para responder apenas "o que você está fazendo?", mas com o tempo, os próprios usuários começaram a modificar a proposta, e transformaram a rede num serviço útil para propagar informação de um usuário para outro, com grande velocidade e eficiência.

Tanto é assim que os mais jovens estão substituindo e-mail pela troca de mensagens nas redes sociais. E não é só o e-mail. O msn, o skype, o sms e o próprio celular; todos devem sofrer mudanças de aplicabilidade e propósito.

Mantendo o foco na questão da mídia, acredito que aprendemos a dar valor para o usuário comum e não apenas para os canais de massa. Isso aconteceu a partir de pequenas experiências de entretenimento, como os vídeos virais espalhados pelo YouTube.

O viral que inspirou o título deste post - "As arveres somos nozes" - não nasceu de um veículo de massa. Foi um vídeo publicado no Youtube, que ganhou fama a partir da propagação espontânea, promovida pelos próprios usuários da rede.

É portanto, um processo em evolução. E não chegamos ao fim dele. A evolução e as mudanças ainda devem continuar.

Mas já é possível perceber que hoje, não vivemos sob o modelo em que uma única mídia de massa fala com muitos, ao mesmo tempo. O novo modelo que começa a imperar hoje considera milhares de micro-mídias que falam com micro-públicos e compartilham diferentes informações entre si, de maneira colaborativa.

Um usuário comum da rede pode ser uma mídia. Ou seja, somos todos veículos de mídia para aqueles que estão ao nosso redor, fisicamente e virtualmente. E portanto, esse modelo não precisa ficar limitado ao ambiente digital.

As ações que envolvem mídias sociais se baseiam claramente nessa ideia de que existem consumidores influenciadores de pequenos grupos; e estas pessoas podem atuar como propagadores de mensagens carregadas de informações sobre determinada marca ou produto.

A moda já conhecia essa lógica há muito tempo. Nós sempre carregamos marcas e estampas em nossas roupas. E a moda nos fez ter orgulho e sentir prazer em carregar determinada logomarca em nossas roupas. Sempre fomos veículos de mídia para a moda.

Outras marcas já aprenderam a lição. A Red Bull, por exemplo, seleciona estudantes das principais universidades, em todo o mundo, para atuarem como propagadores da marca dentro das suas respectivas universidades. São responsáveis por observar e criar oportunidades para gerar uma ação de comunicação, ou simplesmente divulgar a marca através do tradicional boca-a-boca.

Assim sendo, alguns pontos devem ser considerados:



Nós somos a mídia. A mensagem publicitária está nas mão do consumidor.

As empresas não possuem mais o mesmo controle sobre suas marcas. São os próprios consumidores que atuam como veículos propagadores da marca. A mensagem ganha então um caráter mais informal, pessoal, assumindo inclusive eventuais erros e falhas de comunicação; pois afinal, são os próprios consumidores quem constroem a mensagem.


Nós somos a mídia. Os veículos de comunicação competem diretamente com seus próprio consumidores.

Quem anunciou a queda do Airbus A320 no rio Hudson em Nova York não foi um veículo de massa, mas o usuário do Twitter @jkrums. Mas claro, a mídia de massa tem seu valor, como por exemplo, servir como espaço para registrar e ampliar as informações sobre o acidente. [ver mais]


Nós somos a mídia. E não importa a quantidade de pessoas atingidas.

Muitos se preocupam com o número de seguidores no Twitter. O mais importante não é a quantidade, mas sim, quem afinal, são estes seguidores. Uma determinada marca pode optar por, ao invés de gastar muito para anunciar em um veículo de massa, criar uma ação de mídia social que procure atingir diretamente algumas dezenas de pessoas que são influenciadoras sociais de um grupo formado pelo público-alvo daquela marca.

Cada um desses influenciadores, ao propagarem informações sobre a marca para suas respectivas redes de relacionamentos, estarão divulgando esta marca com uma força de relevância e influência muito maior do que um anúncio na televisão.

Enfim, para concluir: nós, sem dúvida, somos a mídia desta nova estrutura de comunicação.


Créditos: ericmessa e cassimano.

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15.10.09

O "efeito Obama" nas eleições de 2010 no Brasil


Hoje acompanhei a palestra de Ben Self, estrategista da campanha digital de Barack Obama. A palestra faz parte do seminário sobre Estratégia de Comunicação e Marketing da The George Washington University. É patrocinado pelo Grupo Santander Brasil. Acontece hoje e amanhã aqui em São Paulo.

Na abertura, o reitor da The George Washington University, Christopher Arterton, lembrou que a democracia vive uma fase de transição; o que aconteceu nos EUA está acontecendo mundialmente. É verdade. A era digital e sua influência na construção política do país não é exclusividade dos americanos. Sem dúvida as próximas eleições no Brasil em 2010 não serão como as anteriores.

Ben Self foi um dos principais planejadores das ações online da campanha de Barack Obama. Foram investidos cerca de US$500 milhões apenas em ações digitais. Para que esse post não fique longo demais, vou comentar e ressaltar apenas alguns pontos principais:

- O estrategista disse que o e-mail foi uma das principais ferramentas da campanha online. A captação do mailling começou cerca de 2 anos antes das eleições.

- O e-mail foi a ferramenta utilizada para manter contato com os eleitores, atraí-los para o hotsite da campanha, que na verdade era uma rede social exclusiva da campanha, denominada "MyBO".

- A teórica de comunicação Lucia Santaella, costuma dizer que transitamos da cultura das massas para uma nova cultura digital que possui características próprias. Chris Anderson, em seu livro "A Cauda Longa", fala de uma "desmassificação" gradual da economia. Ben Self provou essas teorias. Durante a campanha foram arrecadadas cerca de 2,9 milhões de doações em valores abaixo de US$100.

- Depois que alguém faz uma doação, seu engajamento e envolvimento cresce numa proporção infinitamente superior ao valor doado. Ao invés de investir e correr atrás de alguns grandes doadores, vale mais conquistar milhões de pequenos doadores.

- Engajamento, fidelização e mobilização devem ser objetivos constantes em todas as ações. A rede social "MyBO" oferecia diversas ferramentas para estimular o engajamento, dentre elas, o recurso que permitia observar sua posição no mapa e as pessoas que estavam próximas da sua região e também faziam parte da comunidade.

- O Youtube foi uma ferramenta essencial para expor a opinião e projetos do candidato Obama. Seu discurso publicado no Youtube foi o mais visto até então em toda história das eleições americanas.

- Envolvimento emocional foi a palavra-chave da palestra de Ben Self. Todos os vídeos da campanha que mostravam o candidato ou eleitores continham algum apelo emocional. Acredito que este seja um fator importante para observar em nosas eleições de 2010. Será que os políticos brasileiros conseguirão trabalhar corretamente o valor emocional para envolver e engajar seus eleitores?

- Outra mudança de paradigma é a relação informal com o público. No Brasil, a rede Globo, que sempre impôs um perfil sóbrio, agora se vê em meio a um novo modelo de relação com o público, em que personalidades como Luciano Huck e Willian Bonner possuem uma comunicação direta e informal através do Twitter (@huckluciano e @realwbonner). No campo da política brasileira, os primeiros a trilharem esse mesmo caminho foram Soninha Francine (@SoninhaFrancine) e José Serra (@JoseSerra_).

- A campanha de Obama foi recheada de vídeos no YouTube mostrando seu dia-a-dia e seu relacionamento com a família e amigos. Uma maneira de transmitir informalidade e transparência.


- Frequência e regularidade no contato com os eleitores garantia o envolvimento. Aqueles que se cadastraram na rede recebiam constantemente, mensagens com algum novo conteúdo, seja um projeto, uma solicitação de doação ou a indicação de um novo vídeo no Youtube.

- Últimas recomendações: É importante fazer uso dos diversos ambientes digitais (Orkut, Facebook, Twitter, etc) mas é preciso orientar as pessoas para um único local. De preferência, seu próprio hotsite, local em que terá maior liberdade para desenvolver as ações.

- É preciso evitar a qualquer custo o discurso institucional. O modelo do release está velho e ultrapassado. Ninguém gosta de receber uma comunicação em que não fique claro a pessoa que enviou. Não encaminhe uma mensagem assinada por um departamento. Nomeie alguém que assinará aquela mensagem em nome do departamento.

Bom, estes foram apenas alguns dos tópicos abordados. Nota-se que há muito o que mudar para 2010. Particularmente, acredito que o maior desafio seja estabelecer um relacionamento informal e construir um envolvimento emocional com o eleitor; já que vivemos uma cultura de negação política. A corrupção e a falta de credibilidade dos nossos políticos desfavorecem o engajamento público.

Por fim, deixo o convite para a leitura de outro post onde comentei sobre a possível "poluição virtual" que veremos assim que começarem as campanhas eleitorais.

Nesse mesmo post, deixo a dica: "nas redes sociais é preciso ser discreto e adequado. Ouvir mais e falar menos. É preciso dar o poder de voz ao eleitor."

Como acompanhar o evento:
Durante todo o dia de hoje e amanhã, é possível acompanhar a cobertura realizada pelos meios oficiais e também a cobertura colaborativa, realizada pelos participantes/ouvintes. Abaixo os links:
- Os principais fatos do evento serão registrados no blog O Efeito Obama e no blog Valor das Ideias, do Banco Santander, que está realizando a cobertura oficial com a colaboração do Alexandre Inagaki (blog Pensar Enlouquece);
- Há também o perfil no twitter @valordasideias e @efeito_obama. Ambos enviam flashes sobre cada uma das palestras durante todo o dia;
- E a cobertura não-oficial, também pelo twitter, pode ser acompanhada a partir das tags #efeitoobama e #valordasideias

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14.10.09

Nasceu hoje a OON Networking


Numa coletiva online realizada hoje pela manhã, o João Muniz, sócio-presidente da Lov, abriu a coletiva anunciando o lançamento do primeiro grupo de comunicação digital do Brasil, a OON Networking.

O grupo nasceu a partir da aproximação das agências Lov e Sinc.

Mas o nascimento da holding também foi aproveitado para lançar 3 novas empresas que fazem parte do grupo: a MobileMen (agência de soluções mobile), a U (agência de soluções de mídia digital - mídias sociais, links patrocinados, etc) e a Wikitoria (empresa de desenvolvimento de tecnologia com foco em comunicação).

Cada uma das empresas possui atuação independente, com escritórios separados, mas alocados no mesmo prédio, na rua lisboa, 224 (São Paulo - SP). João Muniz comentou que o grupo surgiu a partir da observação do mercado de comunicação, que hoje atende um público consumidor baseado em 4 pilares: comunicação, interatividade, mobilidade e tecnologia.

Além do João Muniz, participaram da coletiva todos os fundadores do grupo: o Sergio Caruso (Sinc) que também é sócio-presidente da OON Networking; e os sócios-diretores Roberta Raduan (Sinc), Alon Sochaczewski (Sinc) e André Piva (ex-OgilvyInteractive).

Particularmente acredito que o surgimento de um grupo de comunicação digital mostra a incapacidade dos grupos tradicionais de comunicação em lidar com o mundo digital. Isso não é novidade; vem desde a abertura da internet em 1995.

Mas os últimos 5 anos mostraram que as agências digitais cresceram o suficiente para, logo mais, superarem as agências tradicionais. Ou seja, as agências digitais logo mais deixarão de fazer parte de um segmento (digital) e serão, de fato, o mainstream.

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30.9.09

Dicas para as Eleições 2010 e a invasão das redes sociais


Falta exatamente um ano para as eleições de 2010. Outro dia lancei no Twitter: "tenho medo das próxima eleições". Depois do sucesso da campanha realizada pelo Obama nas redes sociais, e a "liberação" de uso da internet para a próxima eleição; acredito que será este o meio preferido pelos políticos para falar com seu eleitorado.

Acho isso muito bom. Será um grande exercício prático de "como usar as mídias sociais em campanhas políticas". Calcule quantas campanhas serão planejadas para a eleição de um novo presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais...

Sem dúvida, os profissionais que se destacaram nessa área da comunicação em mídias sociais nos últimos 2 anos serão disputados a tapa por todos esses políticos. Muita gente vai ganhar dinheiro. Sendo bem honesto, espero até que sobre algum pra mim.

Mas tenho certeza que durante esse trajeto, muitos cometerão graves erros. E quero já registrar aqui meu ponto de vista, um ano antes.

Como já dizia o teórico Marshall Mcluhan, no início, quem produz conteúdo para um novo meio acaba apenas adaptando modelos e fórmulas dos meios anteriores. Pois bem, houve uma época em que, no dia das eleições, era comum ver as ruas completamente inundadas por folhetinhos de candidatos (os famosos "santinhos").

Meu medo é o seguinte: ver os ambientes das redes sociais todos ocupados por milhares de mensagens ("santinhos virtuais"). A campanha política pode virar um grande spam. Imagine ver seu perfil do Orkut, do Facebook ou do Twitter completamente invadido por dezenas de candidatos tentando passar sua mensagem em 140 caracteres.

Fica o meu aviso: fazer campanha em mídias sociais não é o mesmo que fazer campanha nas mídias de massa. A grande sacada aqui não é abrir espaço para ser ouvido, mas o oposto: criar e estimular situações em que os próprios usuários falem do seu candidato.

Ganha mais valor, inclusive, ouvir a opinião de um outro eleitor do que a mensagem do próprio político. Mas não vale (muito cuidado com isso!), criar usuários falsos para falar bem do cadidato.

Nas redes sociais é preciso ser discreto e adequado. Ouvir mais e falar menos. É preciso dar o poder de voz ao eleitor. Fica a dica.


Credito: foto de Pedro de Moraes

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23.9.09

Os detalhes da ação "Doritos original"


Influenciadores da comunidade de consumidores de Doritos, personalidades das redes sociais e mais algumas outras pessoas-chave estão recebendo pelo correio uma caixa misteriosa.

Dentro, apenas um nacho de Doritos. Não há qualquer indicação ou mensagem. Ao comer o nacho, o consumidor assíduo provavelmente notará que o tempero retomou as características da sua primeira versão, mas nada mais além disso.

Acreditando que a internet é um espaço natural do público-alvo, essa campanha deixa, propositalmente, um clima de dúvida e inquietude, esperando que aqueles que receberam o tal nacho resolvam, por conta própria, pesquisar na internet mais informações.

E finalmente, ao acessar o site oficial de Doritos wwww.doritos.com.br, é possível identificar a continuidade da ação.


O site oficial foi substituído por uma única tela com a imagem da caixa que foi enviada para as pessoas. Há apenas a mensagem: "Qual você gostaria que fosse a próxima surpresa de Doritos?".

No formulário que acompanha a mensagem você indica seu nome, endereço de e-mail e ao digitar uma mensagem, percebe-se que o texto digitado é substituído por uma outra mensagem pré-programada pelo sistema.

Faz parecer que foi você quem digitou aquela mensagem. Em seu conteúdo ela diz que você gostaria de ver o Doritos original de volta. Pronto! Dessa maneira peculiar a campanha mostra para essas pessoas que o próximo lançamento da Doritos será, na verdade, um re-lançamento do sabor original.


Para completar, por e-mail é encaminhada uma mensagem proveniente do suposto "SAC" da empresa, informando que a sua solicitação foi aceita.


Perceba que aqui há estratégias de mídias sociais misturadas com pequenas referências do ARG (alternative reality game) para envolver e estimular o público a buscar mais informações sobre a ação.


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18.9.09

Mais uma campanha diferenciada da LG: Scarlet II


Hoje não é novidade para ninguém: não basta criar um hotsite; é preciso convencer as pessoas a acessá-lo. E esta parte exige muita criatividade para convencer o público-alvo.

Ações digitais - muitas vezes - dependem de ações offline para trazer o seu público até o ambiente digital. E não basta a já antiquada mala-direta. É necessário uma comunicação distinta e dirigida a um público específico.

A LG resolveu então aliar noções de comunicação dirigida, marketing experiencial, social media (e outros mais) nessa nova campanha.

Algumas pessoas receberam pelo correio uma comunicação impressa em que o texto só era legível através de uma lente vermelha. O tal texto convidava para uma visita ao site www.novascarletlg.com.br/vermelho e dizia: "Prepare-se para adicionar vermelho em sua vida".


No hotsite há um vídeo em que através de um jogo de cores, seu conteúdo só fica realmente nítido se visto através da lente vermelha que foi enviada na comunicação impressa:


Interessante recurso que atrai a atenção e envolve para o conceito da marca, baseada na cor vermelha.

E mais: para aqueles que receberam a carta, o vídeo finaliza com uma mensagem personalizada:



Mais posts sobre:
- LG Scarlet | Adicione Vermelho

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29.7.09

Afinal, Twitter pra quê?


"O que você está fazendo?" é apenas o ponto de partida do Twitter e dos demais serviços de microblogs que apareceram ao redor dele.

Responder essa pergunta é o que, em geral, faz o usuário que acaba de criar seu perfil. Porém como já foi muito discutido, esse pode ser o apelo que sustenta jovens adolescentes, mas não atrai o público adulto.

O que torna então o Twitter um serviço de comunicação revolucionário? Como ele pode ser aplicado no seu cotidiano?

- Contato com pares profissionais: Imagine ter em sua lista de contatos um grupo seleto de pessoas que atuam na mesma área que você. Presidentes, diretores ou mesmo estagiários, não importa; pois o que lhe interessa é que todos estão, a todo momento, enviando dicas, links e informações referentes à sua área de atuação, ou seja, informações do seu interesse! Que outro serviço de comunicação coloca você em contato com tantos profissionais diferentes? A chave de sucesso do Twitter é seguir as pessoas certas.

- Contato com pares de interesse: Você gosta de futebol? Fórmula 1? Ou quem sabe gosta de Desperate Housewives? House? Heroes? Britain's Got Talent? Não importa. Se montar uma rede contendo pessoas que possuem o mesmo interesse que você terá um lugar para trocar opiniões e inclusive, para assistir televisão de uma maneira diferente. É a TV interativa, com a ajuda do Twitter. Quer conferir? Experimente entrar no Twitter na hora do Fantástico, ou no horário do jogo das quartas-feiras.

- Relacionamento com o público: Todos aqueles que trabalham no ramo do entretenimento, esporte, jornalismo, etc; começaram a perceber que o Twitter é uma excelente ferramenta de interação com o público. Os fãs encontraram na rede de microblogs uma forma de estar perto do seu ídolo, seja um ator, músico, apresentador, jornalista, esportistas, etc. Solange Frazão (@SFsolangefrazao), Ana Hickmann (@ahickmann), Maria Rita (@mroficial), Luciano Huck (@huckluciano), Rubens Barrichello (@rubarrichello), Angélica (@angelicaksy) e Janaina Jacobina (@janainajacobina) são alguns dos que descobriram esta rede recentemente. Rosana Hermann (@rosana) e Marcelo Tas (@marcelotas) foram provavelmente os pioneiros desse formato de atuação no twitter.

- Relacionamento com o consumidor: Não só o apresentador possui seu perfil. O próprio programa de TV também pode montar seu perfil para interagir com a audiência. O canal americano CNN criou um perfil para cada um de seus programas e em algumas situações chega a mostrar na televisão os comentários que recebe pelo Twitter. No Brasil, já tivemos muitas ações de comunicação no Twitter envolvendo diversas marcas. LG foi uma das marcas pioneiras. Aqui neste blog procurei registrar algumas destas ações envolvendo o twitter. Foram essas ações que ajudaram a estabelecer o termo "mídias sociais" na publicidade.

Há provavelmente ainda diversas outras formas de aplicação no seu cotidiano pessoal ou profissional. Assim com o e-mail ou o MSN, o Twitter tornou-se mais um modelo de comunicação da sociedade digital.

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17.7.09

Na internet só tem lixo?


No livro “O Culto do Amador”(1), de Andrew Keen é evidente o uso que faz de uma linguagem provocativa, própria para gerar polêmica e com isso, ganhar toda a mídia espontânea que vêem obtendo desde o lançamento do livro nos EUA em 2007.
Com um tom apocalíptico, logo no início do livro o autor chega a dizer que os usuários da web 2.0 são tão criativos quanto os macacos e estão poluindo a internet(2).

Nesta época de entusiasmo pela internet, repleta de evangelistas da era da web 2.0, é bom ver um discurso apocalíptico, capaz de estimular uma reflexão apolítica.
De fato, a grande maioria do conteúdo publicado na internet é produto da cultura popular, sem qualquer referência ou credibilidade. Sob a bandeira da democratização, conteúdos impróprios e a pirataria invadem o espaço virtual. Para Keen, a consequência é “menos cultura, menos notícias confiáveis e um caos de informação útil”(3).

Não contesto a afirmação, mas escrevo esse post, pois acho importante fazer uma ressalva: “O Culto do Amador” esquece de considerar que não vivemos o fim, mas na verdade, o princípio da formação de um novo modelo de comunicação. Tudo o que vivenciamos hoje é ainda parte de um processo de construção de uma nova linguagem, e inclusive, uma nova cultura.

Keen também se esquece de ampliar seu olhar. A internet está repleta de conteúdo superficial. OK. Agora pergunto: e a televisão? Quanto já não foi discutido e teorizado sobre a falta de qualidade no conteúdo da televisão? Aliás, o já antigo discurso entre Apocalípticos e Integrados tocava nesse assunto. Isso muito tempo antes do surgimento dos meios digitais.

Se ainda sob a geração da TV, repleta de lixo televisionado, fomos capazes de formar nossos intelectuais, sem dúvida a geração digital também saberá identificar seus intelectuais em meio ao lixo virtual.

Também concordo que a blogosfera está cada vez mais ocupada por profissionais de comunicação – da publicidade e relações públicas - todos buscando divulgar a marca de seus clientes e acobertar comentários negativos registrados por consumidores. Pior ainda são os falsos registros, que na verdade, não passam de publicidade disfarçada.

Mas tudo isso é constantemente vigiado e denunciado por outros blogs que acabam criando a cultura da pesquisa e do olhar crítico. Quem estuda comunicação sabe que já não somos mais como o consumidor ingênuo de publicidade dos anos 60. O olhar crítico para a mensagem publicitária vem se desenvolvendo e não deve parar.
Outro argumento do livro que quero ressaltar é a cultura do “copy&paste”. Sem dúvida, cresce rapidamente entre os jovens estudantes o costume da cópia de trechos encontrados na internet a partir de pesquisas superficiais no Google. Sem dúvida esse é um dado que comprova o “emburrecimento” da nova geração, mas no meu ponto de vista essa também é uma prova do nosso atual estado de adaptação para uma nova cultura.

No twitter, por exemplo, já nasce uma cultura muito forte da referência e da citação da fonte original. A comunidade que usa essa rede social assumiu um compromisso de citar as fontes e vigiar aqueles que não o fazem. A meu ver, considero esse fato como consequência da própria interface, mas também como uma evolução, pós era “copy&paste”, em que muitos blogs copiavam conteúdo de outros autores sem citá-los.
Como diz a semioticista Lucia Santaella, o meio digital exige do seu usuário transformações perceptivo-cognitivas (4), ou seja, há toda uma estrutura cognitiva, se preferir, uma espécie de “know-how”, necessário para lidar com o ambiente digital.

Em geral, é esse fator que diferencia indivíduos que fazem parte das gerações pré e pós era digital. E é esse fator que Andrew Keen deixou de lado. Ainda estamos no meio do processo. Ainda estamos construindo essa estrutura cognitiva e cultural. Teremos ainda que errar muito, mas nenhum desses erros representa o fim da nossa sociedade.

No último capítulo, Keen incita o leitor a “proteger o legado de nossa mídia convencional e 200 anos de proteção aos direitos autorais”(5). Como? Proponho exatamente o oposto. Vamos expor os limites do novo paradigma digital e negociar uma reforma dos tradicionais modelos sócio-econômicos. Precisamos de outro Skype, outro MP3, para continuar a refletir e promover mudanças em nosso mercado.

Bom, encerro por aqui esse lixo. Mais um post no mar da blogosfera.


Notas:
(1) KEEN, Andrew. O culto do amador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009
(2) idem, p.08
(3) idem, p.20
(4) SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço. São Paulo: Paulus, p.37, 2004.
(5) KEEN, Andrew. O culto do amador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., p.173, 2009


MAIS SOBRE:
- Review do livro O culto ao amador
- CRÍTICA: O CULTO DO AMADOR
- Em 2009, “O culto do amador” não fede nem cheira

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16.7.09

A publicidade que valoriza o conteúdo

No livro Onipresente (2009) - faça download aqui - Ricardo Cavallini lembra um detalhe muito importante a ser considerado por aquele que pretende conhecer os meios de comunicação: antigamente era comum ouvir alguém dizer que iria "ver o que estava passando na TV", ou então "ouvir um pouco de rádio". Ou seja, escolhia-se o meio e não sua programação/conteúdo. É claro, a programação era critério de escolha, porém diferente de como fazemos atualmente.

Hoje já aprendemos a agir diferente, como o próprio Cavallini exemplifica, hoje escolhemos o conteúdo ao invés do meio. É comum ver alguém dizer que vai assistir Heroes (o seriado), ou seja, estamos em busca do conteúdo, independe qual será o meio.

Isso acontece por consequência da proliferação e convergência dos meios. É possível encontrar um mesmo conteúdo em diferentes meios. Assim, podemos ver Heroes na TV, mas também há o gibi, o game, o blog dos personagens, etc.

Porém não se trata exatamente do mesmo conteúdo, mas de conteúdos complementares para a mesma narrativa. É isso que Henry Jenkins chamou de transmídia em seu livro Cultura da Convergência (1).

A publicidade, já atenta para essa tendência, começa a desenhar campanhas em que o conteúdo é valorizado a tal ponto de atuar como complemento da narrativa proposta pelo anunciante. Explico: a publicidade já não divulga simplesmente. Ela cria ramificações, conteúdos complementares.


Essa semana entrou no ar uma ação de comunicação que exemplifica bem essa teoria.

O objeto de divulgação é uma exposição que a artista Sophie Calle montou em que o tema central é uma carta que receberá comunicando o término do seu relacionamento. A artista mostrou a carta para outros 107 artistas que foram convidados a interpretar a tal carta e todas essas obras reunidas formaram a exposição.

Para divulgar essa exposição, a agência Santa Clara/Nitro não criou apenas uma ação de comunicação, mas todo um produto complementar à exposição de Sophie Calle, e é aqui que aparece a transmídia. Foi criado um blog em que o visitante pode ler a carta e mandar a sua interpretação.

As melhores interpretações serão selecionadas para a próxima edição da exposição que acontecerá no Museu de Arte Moderna da Bahia.

Quer conhecer o projeto? Visite http://blog.sophiecalle.com.br.

Foto que faz parte da obra criada por Flavia Valsani como contribuição para o blog.


(1) JENKIS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo. Editora Aleph, 2008

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Como potencializar propagadores da marca

"Groundswell"(1), assim como "Cultura da Convergência"(2) são hoje, livros essenciais para quem pretende aprofundar seu conhecimento em comunicação corporativa e mídias sociais.

Hoje fiz uma re-leitura de "Groundswell" para tentar trazer não um resumo, mas algo que possa complementar o que é tratado no livro.

Busquei uma análise para tentar identificar como conquistar consumidores para que se tornem fãs e principalmente, propagadores da marca:

1 - Ofereça feedback de impacto
Quando receber uma crítica, responda rápido e de forma surpreendente, mostre que a crítica foi valiosa para melhorar o produto/serviço. Com isso o consumidor ficará impressionado, revertendo eventual problema de imagem.

2 - Mantenha contato permanente com a comunidade
Mostre que a empresa é capaz de conversar informalmente com o consumidor no blog e nas redes ssociais. Estimule a conversa e a transparência, isso irá agregar valor para a marca.

3 - Forneça informações privilegiadas
Convide heavy-users para os mesmos eventos que convidaria jornalistas e influenciadores do meio. Assim o consumidor se sentirá valorizado.

Essas três recomendações, quando colocadas em prática adequadamente, são capazes de estimular o surgimento de propagadores da marca, dispostos a falar bem e defender a marca como retribuição pela atenção e proximidade da relação com a empresa.


(1) LI, Charlene e BERNOFF, Josh. Groundswell: Winning in a World Transformed by Social Technologies. Estados Unidos, Harvard Business School Press, 2008.
(2) JENKIS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo. Editora Aleph, 2008

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14.6.09

FlashMob: HammerTime


Neste domingo aconteceu a estreia nos Estados Unidos, pelo canal A&E, do programa HammerTime; que tem como protagonista o famoso cantor do anos 90 MC Hammer.

Para divulgar o novo programa foi utilizado o já "tradicional" viral-do-youtube, mas que desta vez simula um flashmob.

A aplicação das características de um flashmob numa ação de comunicação viral é recente. No ano passado surgiram as primeiras experiências; e na época comentei que provavelmente viraria moda.

Hoje ainda não posso dizer que virou moda, mas já foram realizadas diversas experiências, e a última foi esta para o lançamento do HammerTime.

No vídeo, dezenas de atores invadem uma loja e começam a dançar uma coreografia que imita o clipe da música do cantor Mc Hammer. Ao término da música todos desaparecem da loja, sem dar explicações.

Agora, faltando menos de 1 hora para o lançamento do primeiro episódio, o vídeo já tinha sido visto mais de 1 milhão de vezes.

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4.6.09

As marcas em meio à "realidade" do meio digital

Chegamos numa nova fase para o relacionamento das marcas com seus consumidores.

Nas conversas dentro das agências, nos debates sobre cases envolvendo mídias sociais e nas palestras e congressos que acompanhei até então, todos convergem para um mesmo ponto: gerenciar e administrar a repercussão.

Já foi a fase em que apenas olhávamos para a originalidade do formato, ou seja, experimentar e inventar maneiras diferentes de aparecer dentro das redes sociais.

Agora entramos numa segunda fase: também estamos preocupados em como acompanhar e administrar a repercussão que uma ação de comunicação pode causar.

O debate é interessante, pois pode-se dizer que as marcas até então, estavam acostumadas a atuar em ambientes controlados. Expor uma comunicação nos meios tradicionais - que são veículos unidirecionais - não é o mesmo que expor um discurso na internet, meio em que o consumidor consegue dar seu feedback com muita facilidade.

A "realidade" do meio digital é outra. Aqui ,quando uma marca abre um espaço de interação, o consumidor aproveita para falar o que quiser. E mais: outras marcas podem invadir o mesmo espaço. Praticamente não há controle!

Acredito inclusive, que as marcas precisam aprender a ser mais flexíveis e ouvir - ou permitir a exposição - de um ou outro argumento negativo. Ou então uma eventual exposição gratuita de outra marca. Pois essa exposição denuncia uma "fragilidade controlada", característica que torna a marca mais humana, menos fria e distante do consumidor.

Algumas marcas já estão aprendendo isso. Mas são poucas. Hoje vejo claramente 3 perfis: as marcas pioneiras que estão atuando bravamente das redes sociais; outras que estão apenas acompanhando a repercussão da sua imagem nas redes e por fim, aquelas que não prestaram atenção ainda na força que esse novo espaço ganhou no mundo da comunicação.

Você é responsável pela estratégia de comunicação de alguma marca? Já parou para pensar nesse assunto?

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[updated] O pinguim de gelo da LG (#LGTopMount )


Começou nessa manhã uma nova ação da LG, aparentemente para promover sua linha de refrigeradores.

Pelo Twitter circulam mensagens comentando um post do blog IceCream que traz fotos de um pinguim de gelo. Para quem não conhece, o IceCream é um blog mantido pela agência Sinc.

Ao que tudo indica é uma ação para gerar buzz, pois no mesmo post aparecem ainda 2 fotos do refrigerador da LG. O post termina dizendo: "Fiquem atentos, que eu acho que mais pinguins vão aparecer por aí. Já olhou dentro do seu refrigerador hoje?".

Ou seja, ao longo do dia provavelmente alguns blogueiros devem receber um pinguim de gelo em casa, ou algo assim. Logo mais começam a aparecer por aí fotos no Flickr, vídeos no YouTube, comentários no Twitter, post em blogs (como este!) enfim, você que lê meu blog já conhece a mecânica das ações em mídias sociais, não?

Ficarei de olho e atualizarei esse post com novidades sobre essa ação. Deixo o convite para voltar mais tarde!


[update 12h50] pelo Twitter, @rventurelli avisou que a @gabibianco (ambos da agência Espalhe) acabou de receber um pinguim por lá. Pedi para encaminhar uma foto para colocar aqui no blog. Segue abaixo:



[update 13h00] a @lilianeferrari mandou uma foto e ainda deu o link que explica toda a promoção!

Trata-se da promoção "Siga LG Top Mount" que conta com um perfil no Twitter @LGTopMount (e também @LGcopeira) e com o hot site www.lgtopmount.com.br.

O participante deve acompanhar o hotsite e interagir pelo Twitter. Serão entregues 10 "pratos" por dia. Nos 2 primeiros dias (hoje e amanhã) exclusivamente para 20 blogueiros convidados. Quem pedir primeiro o prato leva pra casa. No hotsite estão todos os detalhes da mecância.

Os 20 blogueiros convidados são portanto, aqueles que estão recebendo os pinguins de gelo durante o dia de hoje.

A partir de segunda, e durante os próximos 20 dias, a promoção continuará distribuindo "pratos", mas desta vez para qualquer um que se interessar em participar!



[update 15h50] Acabei de ganhar um dos "pratos" da promoção! Lá pelas 15h40 o perfil @LGTopMount anunciou que seria sorteado o "kit café da tarde" e menos de 10 minutos depois foi dado o "valendo".

Fui o primeiro a responder no Twitter e levei o kit. Esse foi o segundo sorteio realizado pela campanha até agora. Tem muito pra rolar ainda! Abaixo a foto do kit que recebi em casa:



[update 19h30] Agora às 19h30 foi encerrado o 1o dia da campanha. Segue a lista dos ganhadores do dia: @gabrieljacob, @ericmessa, @mellancia, @rcobrabr, @luizyassuda, @gabibianco, @biagranja, @meninaquejoga, juliareis , @guicury.

[update 20h05] E para encerrar, aqui vai a foto do meu pinguim, que recebi apenas agora, pois quando recebi a ligação pela manhã dizendo que iriam entregar "algo" que eu deveria receber pessoalmente, pedi para que fosse entregue somente no final do dia. Aqui está!

QUEM TAMBÉM POSTOU:
- Pinguim misterioso aparece dentro de refrigerador em São Paulo
- LG promove ação de lançamento do LG Top Mount
- Um pinguim de gelo
- Pengouin – Pinguim – Pinguinno – Pingu – Chilli Willy!!!
- PromoPrêmio


Crédito das fotos: @lilianeferrari e @rventurelli.

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31.5.09

Será o fim do Social Media?


Esta semana acontece em São Paulo o "Social Media Brasil", nos dias 5 e 6 de junho (sexta e sábado). O evento é uma realização da Media Education (do @Formagio).

É mais um evento entre outros que buscam discutir a área das mídias sociais. Os palestrantes do evento são profissionais já reconhecidos pelo mercado e acredito que o conteúdo gerado seja muito relevante.

O principal assunto que espero que seja discutido é afinal, o valor e o papel deste novo profissional de Social Media que acabou de nascer e alguns dizem, deve morrer em breve.

HISTÓRICO:
O fato é que logo após o surgimento das redes sociais e da era da web 2.0 as agências de publicidade e o mercado de comunicação começaram a descobrir um novo espaço de relação entre o consumidor e as marcas. Esse espaço ficou conhecido como mídias sociais (social media).

No final de 2008 e início de 2009 as agências, percebendo a complexidade deste novo espaço de mídia, começaram a criar um novo departamento de - Social Media - dentro das agências.

ATUALIDADE:
Hoje, o que ouço nos corredores é o seguinte: o profissional de Social Media em geral é menosprezado pelos profissionais de Criação, Mídia e Planejadores. O argumento é que não existe um departamento exclusivo para a TV, o rádio ou o jornal, então não seria necessário um depto. exclusivo para cuidar das redes sociais. Tanto Criação como Mídia seriam áreas aptas a atender essa necessidade.

Já logo no início estão desconstruindo as funções, valores e fatores que sustentavam o novo profissional de Social Media nas agências de publicidade.

REFLEXÃO:
Compreendo a ideia (e sou a favor) de que todos os profissionais de uma agência de publicidade deveriam ter know-how suficiente para lidar com as mídias sociais; assim como acontece com os demais meios de comunicação. Eles conhecem muito bem cada meio e por isso podem propor estratégias de comunicação eficazes.

Porém desde 1995, quando comecei a acompanhar o surgimento dos meios digitais, pude notar que os publicitários em atuação na época tiveram grande dificuldade em compreender e lidar com esse novo meio.

Confesso, ainda hoje vejo muita agência de publicidade tradicional fazer pouco uso - ou de maneira ineficaz - dos ambientes de comunicação como a internet.

Minha conclusão é a seguinte: se tais profissionais até hoje não compreenderam a linguagem dos meios digitais, como poderiam já estar familiarizados com as redes sociais?

Assim, acredito que por alguns anos seja necessário um profissional dedicado exclusivamente a pensar as mídias sociais, ou talvez o meio digital como um todo. Pois é importante ressaltar, o trabalho nas redes sociais traz uma complexidade muito diferente dos meios "tradicionais".

Mas importante: ele não deve atuar de forma independente e distante das áreas de Mídia e Criação, ele deve compor essa nova tríade (Criação, Mídia e Social Media).

Afinal, neste novo cenário que vivemos, nem mesmo as áreas de Criação e Mídia conseguem trabalhar de forma departamentalizada. Como costumo dizer, hoje a Mídia precisa ser criativa, bem como a Criação precisa inventar novas mídias.

Será que o congresso "Social Media Brasil" dará conta de aprofundar essa questão?

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24.5.09

As últimas das mídias sociais

Agora não é mais brincadeira de uns e outros. O campo da social media cresceu e já tornou-se realidade no dia-a-dia do mercado da propaganda e do marketing.

Em maio foram diversas as ações implantadas que envolviam mídias sociais. Vou elencar abaixo apenas algumas que tive conhecimento:

- Coke Teens: a agência Riot participa desta ação da Coca-cola direcionada ao público jovem. No hot-site da campanha o visitante cria seu avatar, chamado Happy Me, que são pequenos monstrinhos.

Os avatares podem receber votos e aqueles que fizerem mais sucesso participam do programa Acesso, da MTV, e também podem ganhar uma câmera digital com Smile Shutter.

A interação com as redes sociais foi solucionada com a criação de um aplicativo para o Orkut que permite "brincar" com o Happy Me dentro do Orkut.


- Rexona Teens: esta campanha é produzida pela agência CuboCC, a mesma que cuidou da campanha de lançamento da Doritos Sweet Chili que também envolvia avatares e toyart.

Rexona Teens é uma promoção dirigida ao mesmo público jovem de Coke Teens, mas aposta em outro formato: o reality show. No ar desde fevereiro, o hotsite acompanha o dia-a-dia de 3 adolescentes.

Essa campanha já foi citada neste blog no seu lançamento. Desta vez o destaque fica por conta da promoção relâmpago que teve início nesta sexta e distribuiu ingressos para o show do Jonas Brothers de hora em hora, durante 25 horas seguidas. A "gincana" era promovida dentro do hotsite da Rexona Teens e constantemente anunciada pelo canal no Twitter. A mídia social neste caso foi importante para divulgar com agilidade a promoção relâmpago.



- Pele Verde: é uma ação criada para o Banco do Planeta, instituição que desenvolve os projetos de sustentabilidade do Bradesco. Este é o caso de um projeto de produção de conteúdo em que o resultado final é um documentário que utiliza imagens captadas pelos próprios moradores da região do Amazonas.

Para ver as produções basta entrar no hotsite www.peleverde.com.br. O Facebook é utilizado como espaço para promoção do projeto através da comunidade Native Green Project. Além disso, foram criados canais também no Youtube, Flickr e também o canal do Banco do Planeta no Twitter.

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20.5.09

Case #TwitterMob: twitter + flashmob + social media

Hoje no meio da tarde realizei, em conjunto com alguns amigos e a equipe do EBP (Encontro de Blogueiros Publicitários), uma pequena experimentação de mobilização em redes sociais com o propósito de divulgar uma informação.

PREMISSAS:
O FlashMob é um formato já reconhecido por aqueles que estudam o meio digital. É utilizado com certa frequência apenas para comprovar a capacidade de mobilização social das redes. Os casos mais conhecidos não possuem nenhum propósito comercial; mas muitos acreditam que esse formato pode ser utilizado na publicidade. Já existem algumas experimentações nesse sentido.

As redes sociais são hoje alvo dos publicitários. Estão todos experimentando diferentes modelos de dentro deste novo ambiente de comunicação. E o Twitter é um destes espaços. Curiosamente, essa rede conseguiu reunir um grande número de blogueiros, bem como profissionais da área de comunicação.

MECÂNICA:
Apenas como experimentação, ainda na manhã de hoje surgiu a ideia de convidar algumas pessoas a publicar no Twitter uma mesma mensagem, todos juntos, num mesmo horário.

Escolhemos divulgar o evento EBP, que destina-se ao público de blogueiros e publicitários, justamente aquele nos quais estamos inseridos.

Durante a manhã convidamos por e-mail algumas pessoas a participar da experiência.

Num projeto futuro, seria mais adequado pesquisar quem são os influenciadores do meio e convidar estas pessoas para participar da mobilização; bem como realizar o plano com um prazo maior. Neste caso, como era apenas uma experiência, realizamos tudo num único dia.

Ficou combinado que exatamente as 15h todos iriam publicar a seguinte mensagem:
"Pode retwitar por aí, acabamos de confirmar: #EBP2009 será dia 08/08, na #FAAP! Inscrições em breve. #twittermob"



RESULTADOS:
Exatamente as 15h tivemos cerca de 20 mensagens publicadas. Praticamente o mesmo número de pessoas que foram convidadas por e-mail a participar da divulgação da informação.

Após 30 minutos, já eram mais de 55 publicações da mesma frase no Twitter.

Não conheço uma maneira prática de contabilizar o número de visualizações dessa mensagem, por isso é difícil medir no Twitter o número de pessoas que foram atingidas por essa mensagem.

Mas podemos considerar o número de leitores em potencial. Nesse caso, basta somar o número de pessoas que acompanham o perfil de cada um que publicou a frase. Chegaremos a um número superior a 35.500 possíveis leitores da informação, ao longo do dia.

Obviamente temos que considerar que parte destas pessoas podem não chegar a ver a mensagem, bem como neste número há duplicidade de usuário.

Ainda assim, acredito que essa foi uma experiência muito eficaz, pois serve para comprovar a qualquer um, o potencial de comunicação e aplicação publicitária das redes sociais.

Também é possível notar o fator de colaboração e mobilização envolvidos nessa ação, comprovando que o usuário da rede está disposto a participar de um processo de comunicação, quando ele vê que existe envolvimento e relevância.

OBS: Os resultados acima consideram apenas os primeiros 30 minutos após a realização do #twittermob. é preciso lembrar que a mensagem ainda continua a se espalhar ao longo do tempo, atingindo ainda mais pessoas.

Apenas para efeito de comparação, após 4 horas do evento a frase apareceu no Twitter mais de 90 vezes; alguns dias depois já eram mais de 100 republicações. Sem dúvida o número de leitores em potencial ultrapassou os 35.500 (calculado a partir do resultado obtido nos primeiros 30 minutos).

Para contabilizar links é possível utilizar o serviço Migre.me, mas nesse caso não havia nenhum link na mensagem.

Também sei que é possível atingir um número bem maior de retwits, porém considero aqui a falta de planejamento bem com o tema divulgado, que de fato, é de interesse de um público muito específico. Mais uma vez, lembro que está foi apenas uma pequena experimentação. Uma ação bem planejada pode conseguir resultados muito superiores.


PROPOSTA:
Você, que está trabalhando na agência, use este exemplo para incentivar seu cliente a apostar em uma ação semelhante; e depois me conte os resultados!

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26.4.09

Novas ações de mídias sociais: Orloff, Mapfre e Brastemp

Na semana passada começaram a rolar três promoções que são bons exemplos do novo formato de comunicação que utiliza as tais "mídias sociais". Agora não basta apenas fazer um hotsite; é preciso criar uma comunidade e espalhar a informação dentro das redes sociais:

1 - ORLOFF - Mitos e Verdades
A Orloff convidou o blog Cocadaboa para publicar 25 posts com histórias em que os leitores deverão decidir se são mitos ou verdades. A Orloff também irá publicar um jornalzinho impresso com as mesmas histórias.

A brincadeira é que qualquer outro blog poderá também publicar a sua história. Aquela que gerar mais dúvidas entre os leitores será selecionada para substituir uma das histórias do Cocadaboa que não enganou os leitores. Ou seja, os participantes ganharão o direito de ter seus posts publicados no jornalzinho.

Além disso, os visitantes do hotsite da promoção concorrem a sorteios "noites VIP" em bares de SP. Confira aqui o hotsite da promoção.

2 - MAPFRE - O maior barbeiro do Brasil
A Mapfre Seguros lançou a promoção "O maior barbeiro do Brasil". A proposta é estimular os usuários a enviarem vídeos, fotos ou textos contando as maiores "barbeiragens" no trânsito, e com isso, lembrar a importância do seguro de carro.

Os visitantes do hotsite podem votar nas "barbeiragens" e as 3 melhores serão premiadas. A promoção tem ainda sua presença marcada nas redes sociais Orkut, Facebook, MySpace, Twitter e Blip.fm.Clique aqui para ver o hotsite da promoção.

3 - BRASTEMP - Dê 1 minuto para sua mãe
No concurso da Brastemp, os usuários enviam fotos das suas respectivas mães para participarem de uma pré-seleção através de uma votação feitas pelos visitantes do hotsite.

As 3 mães pré-selecionadas pelos visitantes do site serão julgadas pela editora de moda (e também blogueira) Milena Gouvêa e por outros 3 blogueiros convidados (Gabi, Renata Ruiz e Guilherme Valadares). A mãe vencedora ganhará 15 looks da estilista Juliana Jabour.

O hotsite conta ainda com um blog que tem o papel da "mãe" como tema. O conteúdo do blog é produzidos pela Milena Gouvêa.

Aqui está o hotsite da promoção, e caso queira anotar, segue também o Twitter dos blogueiros: @milenags, @gabibianco, @renataruiz e @papodehomem.

MAIS SOBRE:
- Olho vivo para crises na Web 2.0


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22.3.09

Realidade aumentada: Skol Sensation e Vectra GT

SKOL SENSATION:
Na semana que passou foram publicados dois anúncios que traziam a nova proposta de publicidade interativa que foi chamada de "realidade aumentada".

Esse novo formato procura aproveitar a webcam do computador para gerar interação entre o hotsite e o usuário.

No caso do Skol Sensation o anúncio convidava o leitor a visitar o hotsite do evento e posicionar o logo da marca em frente à webcam. Quando isso ocorria na tela aparecia uma animação sobre a logomarca, conforme mostra o imagem abaixo.



Proposta muito semelhante ao modelo utilizado pela Samsung na campanha do celular Omnia, como descrevi num post anterior.

Esse novo formato publicitário segue o conceito "creating time" em que o objetivo é ampliar o tempo de interação com a marca.

VECTRA GT 2009
Já a Chevrolet lançou na mesma semana uma campanha para o Vectra GT 2009 que considerei bem mais inteligente.

Na peça também aparece um símbolo que deve ser posicionado frente à webcam ao acessar o hotsite. Porém desta vez ao invés de apenas mostrar um novo elemento no vídeo, o símbolo é, na verdade, o controle do volante de um carro.

Ou seja, no hotsite há um jogo de corrida em que você é o piloto e o volante é controlado através dos movimentos reais feitos com o anúncio. Bem mais inteligente e atraente, não?


E aqui vai o anúncio impresso:

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19.3.09

Twitter: sobre o caso da Telefônica, Marcelo Tas e o #TwitterDeAluguel

O amigo Rafael Ziggy - do blog Sim,Viral - publicou hoje um post comentando a polêmica que ocupou a rede social do Twitter: Marcelo Tas (CQC), teria sido contratado para divulgar a nova banda larga da Telefônica em seu perfil no Twitter.

Acredite ou não, o assunto foi tema de notícia no Wall Street Journal de hoje (19/03/09). Convido também a ler o post do Sim,Viral, pois queria aqui apenas complementar a reflexão sobre o envolvimento da publicidade nestes novos espaços.

O ano passado foi o auge da discussão sobre post pago em blogs e este ano aparentemente vamos passar discutindo twits pagos. Já existe até a hashtag #TwitterDeAluguel.

Considero essas reflexões saudáveis pois é a partir delas que nascerá o modelo que veremos implantado num futuro próximo.

Apesar de não servir perfeitamente como modelo de comparação, ainda assim trago aqui o exemplo do esportista: antigamente era comum ouvir críticas àqueles primeiros jogadores de futebol que eram convidados a receber patrocínios individuais.

Hoje todos os jogadores de sucesso possuem um contrato individual com alguma marca. No contrato está previsto que ele deve exibir e utilizar produtos da marca em determinadas situações. E ninguém o rotula de "jogador vendido".

É possível que as próximas gerações de jogadores já tenham mais familiaridade com o ambiente digital. Quem sabe veremos jogadores que terão seus próprios blogs ou perfil no Twitter. Não tenho dúvidas que nestes casos as marcas também aproveitarão para incluir em contrato a cláusula de que o jogador deverá, por exemplo, utilizar um background determinado pela marca em seu perfil no Twitter. E então? Iremos rotular seu perfil como #TwitterDeAluguel?

Acredito que ainda há um idealismo um tanto romântico e ingênuo nestas discussões que abusam de termos como post pago, blogueiro de aluguel, twitter de aluguel, etc. É preciso assumir a realidade do mundo dos negócios e a partir desse olhar, encarar estes novos ambientes gerados pelas redes sociais.

MAIS SOBRE:
- Marcelo Tas, Ian Schafer e a Publicidade no Twitter
- Telefonica patrocina Twitter de Marcelo Tas em campanha para Xtreme
- In Brazil, Telefónica Bets on a Celebrity's 'Tweets'


crédito da foto: campuspartybr

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26.2.09

Preservativo também tem blog


A agência Age criou para a marca de preservativos Olla um blog que utiliza um formato já conhecido: trazer convidados para produzir conteúdo para o blog.

Resolvi postar pois merece a reflexão. Afinal preservativo é um daqueles produtos difíceis de trabalhar na publicidade. E aproveitar o ambiente das redes sociais a princípio parece-me uma boa solução.

Sem dúvida é possível que as mídias sociais sejam um espaço proveitoso para produtos com restrição. Mas criar e manter um blog dá trabalho.

Agências estão acostumadas a "criar e entregar". Em geral, não sabem "criar e manter". Desde os anos 90, quando começaram a aparecer os primeiros sites, tenho batido na tecla de que um site dependia de constante atualização. Fui um dos primeiros no Brasil a usar o termo "marketing interativo" justamente para enfatizar a necessidade da constante interação com o "consumidor" exigido pelo meio digital.

Agora na era dos blogs e das redes sociais isso é mais do que concreto. Um blog desatualizado pode inclusive manchar a marca. Se não terá como manter, melhor não fazer.

Mais do que as agências, são os clientes que precisam compreender que ações em meios digitais dependem de investimento permanente. E exigem esforços de diversas áreas da comunicação. Não só do Publicitário como do Relações Públicas.

No caso do blog da Olla parece que tudo isso foi olhado com atenção pois estão programados vários convidados diferentes para escrever no blog. Tudo depende agora desse conteúdo gerado ganhar com o tempo a atenção e atrair o interesse do público-alvo.

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12.2.09

LG volta a fazer mais uma ação em mídias sociais


Depois da ação realizada em janeiro para lançar o novo modelo de celular Renoir (veja aqui), a LG volta às mídias sociais para divulgar agora o modelo Cookie.

No caso do LG Renoir a ação tinha um formato que fazia proveito de características do marketing experimental e do brand experience. Já no caso da ação que começou essa semana, trata-se mais de um formato de promoção. Mas em ambos o viés de reality show é evidente.

O hotsite da campanha é o ambiente que centraliza as dezenas de vídeos produzidos por um grupo de 45 pessoas. Cada um dos participantes deve convidar algum conhecido a gravar um vídeo em que demonstra alguma das funções do celular Lg Cookie.

Os participantes devem gravar 10 vídeos por semana. Ao total serão 4 semanas. Para realizar/produzir os vídeos cada um recebeu 2 aparelhos LG Cookie. Um para fazer a captura dos vídeos e outro para ser utilizado durante as demonstrações dos recursos.

Quer ver como anda a promoção? www.lgcookie.com.br

Veja mais:
- LG Cookie - Get in touch

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11.2.09

É preciso apresentar as mídias sociais para as empresas

Nos últimos 2 anos a social media nasceu e tomou forma. As áreas do Marketing, Publicidade e Relações Públicas sofreram muitas mudanças desde a era da web 2.0 e das redes sociais.

Hoje já temos acumulado na história diferentes ações de comunicação que envolveram as mídias sociais; mas ainda são poucas as empresas que toparam arriscar seus investimentos nesse novo ambiente.

Foi pensando nessa questão que escrevi o artigo publicado no portal JumpExec e reproduzido no post anterior. "Como anda a reputação da sua marca?" é um texto que procura orientar o profissional responsável por uma marca ou produto sobre o atual cenário dos meios digitais e a importância de atuar nesse ambiente de forma pró-ativa, o quanto antes.

Se você trabalha em algum campo da comunicação (publicidade, marketing, jornalismo, relações públicas, etc), faço aqui meu pedido para que ajude a espalhar as ideias propostas. Comente com seu cliente, divulgue para os colegas, escreva um post. Compartilhe.

Vamos ajudar a impulsionar esse novo campo das mídias sociais, inclusive como solução original para a crise econômica em que nos encontramos.

Clique aqui para ler o artigo "Como anda a reputação da sua marca".

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10.2.09

Como anda a reputação da sua marca?

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Artigo publicado originalmente no portal JumpExec em 10/02/2009
http://www.jumpexec.com.br/ArtigoIntegra.aspx?ID=2763
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Fica aqui o aviso: logo mais nos veremos frente a mais uma nova fase de um paradigma que afeta nossa sociedade. Aqueles que acompanham a evolução dos meios de comunicação, em especial os meios digitais, já devem estar cientes, afinal não se trata de um fato puramente novo, mas de uma evolução gradual que ocorre ao longo do tempo. Como já comentei em artigo anterior, se antes vivíamos a “era da vigilância”, hoje estamos inseridos em uma espécie de desdobramento deste conceito, que cheguei a chamar de “era da exposição”.

O que deve acontecer em breve, portanto, é apenas a gota d’água que fará transbordar o copo, evidenciando essa nova realidade. Mas o copo já estava praticamente cheio, era só prestar atenção.

Os chamados heavy users da internet já estão um tanto cansados de ouvir os termos “reputação” e “relevância” sendo aplicados em diferentes situações. É provável que faça mais de 10 anos que surgiram as primeiras comunidades virtuais que utilizavam ferramentas, na época ainda bem simples, para calcular o tal índice de “relevância” do conteúdo ou de “reputação” dos participantes daquela comunidade.

A proposta era evidenciar as informações valiosas ou quem eram as pessoas mais influentes daquela comunidade. Essa idéia se propagou e foi inserida em praticamente todas as diferentes redes sociais hoje existentes. Algumas redes designam nomes fantasiosos como “karma”, “props” ou “diggs” para classificar o índice de influência dos seus membros. Em outras redes o índice é menos explícito e fica restrito à indicação pública do número de “amigos” ou “seguidores” que cada membro possui.

Pois bem, a prática constante dessa “lógica” acabou por condicionar nossa sociedade. Hoje é comum determinar um nível de popularidade ou até mesmo confiabilidade, para alguém até então desconhecido apenas por observar seu índice de reputação e popularidade nas redes sociais.

Enfim, o fato iminente é que logo não será mais preciso participar de uma rede social para sofrer as conseqüências desse índice de confiança, reputação, relevância ou o que seja. Na verdade vejo com freqüência muitas pessoas utilizando como um fator de cálculo de “relevância” o volume de citações registradas na resposta de pesquisa do Google.

Muitas empresas já estão colocando em prática softwares especialmente construídos para coletar informações registradas na internet , seja a partir dos resultados do Google ou das diversas redes sociais. A intenção desses softwares é tentar separar comentários positivos de negativos sobre determinado assunto e com isso gerar o tal “índice” de reputação. Não importa apenas a quantidade de citações no Google, mas também o conteúdo dessas citações.

Logo mais todos nós seremos engolidos por essa onda de classificação da reputação, seja uma pessoa desconhecida, um profissional conceituado, uma marca ou produto de uma empresa. Faça uma pesquisa no Google e verifique quantas citações ele encontra. De que valerá para uma empresa ter um alto número de citações na internet se a maioria delas forem de consumidores reclamando do seu produto?

Ou seja, o que é publicado na internet está registrado e passível de avaliação. Não há como escapar. Mesmo que você prefira não publicar qualquer informação sobre seu produto na web, seus consumidores o farão, assim que experimentarem o produto.

Tendo ciência de que inevitavelmente esse “índice de reputação” será um fator de influência na imagem da marca de uma empresa ou do seu produto, o que veremos daqui pra frente será a adoção de diferentes ações de comunicação que envolvam a participação do consumidor, estimulando-o a registrar na internet suas impressões; de preferência, positivas.

Sem dúvida a criatividade dos profissionais de mídias sociais será capaz de criar estratégias inovadoras nesse sentido. Apenas para exemplificar cito o formato já utilizado por algumas marcas em que um grupo de autores de blogs são convidados a participar de uma ação de branding experience ou então recebem um produto em lançamento para avaliação. A idéia aqui é estimular que estes blogueiros espalhem pela internet suas impressões e com isso contagiem outros usuários da rede que podem vir a ser potenciais consumidores. A maioria das ações que envolvem o chamado social media caminham nesse sentido.

Por isso, faço um alerta. Pare tudo agora e faça uma busca no Google pelo nome da sua empresa ou do seu produto. Se o resultado que você receber for um volume grande de comentários negativos ou por outro lado um número muito pequeno de citações, é hora de sentar com um profissional de social media e criar com ele alguma estratégia de propagação da sua marca na internet. É provável que logo tenhamos até um termo próprio, como branding dissemination, por exemplo, mas o importante é que, em pouco tempo você terá uma marca mais forte e ainda será considerado um pioneiro!

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Artigo publicado originalmente no portal JumpExec em 10/02/2009
http://www.jumpexec.com.br/ArtigoIntegra.aspx?ID=2763
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4.2.09

Rexona cria um "LifeStream" com 3 adolescentes


Acabou de entrar no ar mais uma variação daquilo que temos categorizado como ações de "social media". Desta vez, um projeto um tanto arriscado. Trata-se de uma campanha da Rexona para sua linha de produtos destinado às jovens adolescentes.

O novo hotsite do Rexona Teen é todo dedicado a uma espécie de LifeStream, ou seja, um canal que irá agregar todos os registros publicados em diferentes redes sociais de 3 jovens adolescentes. Tudo o que essas 3 jovens (Nicole, Flávia e Jessica) publicarem nas redes sociais (Orkut, Twitter, Flickr, Youtube, etc) será replicado no hotsite da Rexona Teen.

Como pode notar, esse "case" utiliza pinceladas de reality show e mídias sociais. A intenção é aguçar a curiosidade e atrair as jovens (potenciais consumidoras) para formar uma comunidade entorno do hotsite.

Uma reflexão importante a fazer é que essa estratégia de comunicação começa a exemplificar bem a idéia de "Era da Exposição" que já comentei algumas vezes em posts anteriores.

E nesse sentido surge o risco e a delicadeza necessária desse projeto de comunicação, pois será importante gerenciar com cuidado o cotidiano desse reality show com jovens de 15 anos.

É provavelmente pensando nisso que a agência que planejou o projeto colocou uma pessoa responsável para acompanhar de perto o dia-a-dia. Inclusive a pessoa não trabalha apenas no "backstage"; ela também é um "personagem" do reality show e atuará como uma mediadora e orientadora das atividades que serão realizadas pelas 3 adolescentes.

A qualquer interessado nos avanços da publicidade digital, essencialmente as ações de social media, diria para ficar de olho nessa ação pois há muito o que aprender com os erros e acertos que deverão ocorrer ao longo desse "LifeStream".

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