30.9.09

[updated] Joelapompe: referência, coincidência ou plágio?

Quem mandou a dica foi a amiga Maria Valiante. Na publicidade a discussão entre referências, coincidências e plágios é antiga e quando começa parece não ter fim.

O blog Joelapompe é especialista em comparar anúncios do mundo inteiro. Ali a intenção não é necessariamente denunciar os plágios. Há muitos exemplos de meras coincidências, afinal, não é difícil cair numa mesma ideia quando se trata de produtos similares que possuem o mesmo público-alvo.

Porém há outros casos que, para não atacar diretamente, diria que são coincidências "impressionantes". Sugiro uma visita ao blog (www.joelapompe.net). Abaixo deixo um dos exemplos que encontrei lá:


Animal anti-cruelty league, Appeal for donations – 2002
Source : Cannes Archive Online,
Agency : Lowe Bull Calvert Pace (South Africa)


American Red Cross of Massachussets Bay – 2009
Source : Adsoftheworld
Agency : Tif Comunicação, Curitiba (Brazil)

[updated 01/10/09] Continuando a saga das coincidências absurdas, depois que fiz esse post recebi por e-mail a dica do site do Studio Platinum, que em seu portfolio traz uma imagem 3D criada para a agência 4x4 para o anunciante Cotrim. Como pode notar, usar a imagem de um cofrinho de porco magricelo não é algo assim tão original...

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1.2.09

A publicidade é capaz de incentivar a violência sexual? E difamar a imagem de um povo?


Algum tempo atrás a DuLoren já fez polêmica com seu anúncio que na intenção de falar sobre o aborto, trazia a imagem de um suposto abuso sexual. Deu o que falar.

Desta vez foi a grife italiana Relish que soltou lá na Itália uma campanha em que mostra a imagem de policiais "revistando" duas mulheres. Detalhe: a cena acontece no Rio de Janeiro.

Pronto. Começou a polêmica sem fim na mídia impressa sobre as diversas minúcias dessa campanha. Afinal, essa imagem induz/incentiva/estimula a violência sexual? O anúncio prejudica a imagem do Rio? Difama a imagem do povo brasileiro? Faria diferença se fosse veiculada exclusivamente dentro do Brasil (para o público brasileiro)? E por fim, é mesmo necessário que ficasse evidente a cidade do RIO? Não poderia caracterizar a cena como uma metrópole qualquer?



MAIS SOBRE:
- Rio Police Offended by Italian Ad, Brazil Seeks Immediate Withdrawal of Posters
- Campanha de grife italiana irrita governo do Rio
- Grife usa Rio de Janeiro como cenário de campanha polêmica
- Italia-Brasile, ora si litiga su una pubblicità osé
- Eduardo Paes diz que campanha italiana é de mau gosto

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27.11.08

Ford Focus: foi plágio, e daí?


Provavelmente a essa altura você já conhece toda história do possível plágio na campanha do novo Ford Focus. O estopim foi uma discussão gerada entre os leitores do blog Brainstorm #9, depois o assunto repercutiu e a campanha pelo visto até saiu do ar, mas confesso que não fui atrás descobrir mais detalhes. Só sei que hoje saiu mais um novo fato: foi aberto um processo por uso indevido da canção "Happy Together" da banda The Turtles.

Para que fique claro, aqui vai o tão polêmico comercial:



E aqui o comercial australiano da batata Smith’s:



Muito bem, não precisamos ser ingênuos a ponto de acreditar que foi pura coincidência. Vamos supor que os criativos tivessem conhecimento do comercial da batata Smith's. Possivelmente eles perceberam que o conceito era bom e que poderia ser aplicado ao produto deles que era completamente diferente do filme original. Além disso a campanha não tinha rodado no Brasil. Enfim, por que não reaproveitar?

Afinal de contas praticamente toda idéia surge de alguma referência do passado. Nada se cria sem um repertório.

No próprio post do Brainstorm #9 alguns leitores citam outros casos como o comercial do Burger King e da Nike em que todos os personagens aparecem cantando uma música famosa. Bom, só porque alguém lançou esse formato ninguém mais pode usar? E afinal, esse formato faz referência aos musicais do cinema. E agora? São todos os publicitários uns plagiadores descarados do cinema?

Sem dúvida, a publicidade usa a arte e todas as demais linguagens da comunicação como fonte de referência para produção do seu próprio conteúdo. A questão é determinar os limites entre a referência e o plágio. Em outubro do ano passado fiz um post sobre a apropriação de formatos na publicidade e o uso de referências na linguagem gráfica das peças publicitárias, vale a pena ler para complementar esse assunto.

Não estou, de maneira alguma, procurando defender os criativos da campanha do Ford Focus. Quero apenas levantar essa questão sobre os limites da referência e do plágio. Afinal, se tivessem feito o mesmo comercial, porém aplicado uma música diferente, é possível que não fossem acusados de plágio, no máximo, de apropriação da forma. Ou seja, a questão é o uso da música? É a forma? São essas diversas características em conjunto?

Aliás, utilizar a música sem pagar os direitos? Duvido que a agência tenha sido tão ingênua. Com certeza é um daqueles casos em que se paga o direito para determinada instituição mas uma outra aparece e diz que não recebeu. Enfim, você conhece como funciona esse mundo confuso.

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3.10.08

McDonald´s: rato no sorvete [updated]

Espero que esse blog não se torne um espaço exclusivo para as coisas "nojentas" da área de alimentação. Porém dentro da proposta original cabe a discussão sobre o poder que o consumidor adquiriu com a internet e portanto, lá vai:

Por conta de um post em que comentei sobre um "corpo" estranho encontrado dentro das embalagens de sucos industriais, recebi um e-mail de uma leitora do blog solicitando ajuda para confirmar um novo fato.

Pesquisei na internet e ainda não encontrei nada. A história parece recente. Se alguém tiver alguma informação adicional, inclusive se por acaso se trata de farsa, por favor, deixe um comment! Tanto pode ser alguém apenas querendo gerar polêmica falsa. Bem como pode ser um fato verídico e nesse caso, salientar a necessidade de uma verificação sanitária nessa determinada loja.

O e-mail que está começando a rodar por aí é o seguinte:

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Pessoal uma colega foi sábado dia 30/08/08, ao shopping GRANDE RIO, (MC DONALD’S) quando estava na fila veio uma moça gritando muito, pedindo para levarem ela p/ o hospital p/ fazer uma lavagem porque tinha um rato na casquinha dela, ai jogou o sorvete no balcão do caixa e mostrou o camundonguinho morto, quando ela terminou a parte de cima do sorvete , mordeu o rabo do rato!!!

Aí ela tirou esta foto!
A moça estava estérica , e não é pra menos!!!!
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Na mensagem aparece o nome do remetente. Optei por omitir seu nome para preservar sua imagem já que essa pessoa apenas repassou o alerta. Infelizmente essa pessoa não sabe identificar o remetente original. Também escrevi para o McDonald's abrindo esse espaço para uma resposta oficial, mas até agora não tive retorno.

Acreditem ou não, minha intenção com esse post não é fazê-los nunca mais entrar num McDonald´s. O que interessa a esse blog é mostrar como hoje o consumidor tem mais facilidade para divulgar e espalhar por aí eventuais problemas que tenham com determinado produto ou serviço. As consequências ampliam quando publicado num blog, pois a informação fica registrada por tempo indeterminado.

Diversas empresas já estão prestando atenção para isso e contratando serviços especializados para rastrear tudo o que é publicado na internet e procurar dar a resposta adequada em cada caso.

[updated 14/10/08] O blog e-farsas foi atrás e levantou diversos pontos que levam a crer se tratar de um falso boato. Motivo? Talvez prejudicar a marca ou simplesmente promover um spam. O McDonald´s respondeu o contato feito. Está tudo publicado no post.


[updated 15/10/08] Cerca de 1 semana após o contato que fiz com o McDonald´s recebi uma resposta; a mesma que foi enviada para o site e-farsas. Estou republicando abaixo para dar assim, o direito de resposta ao McDonalds:


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Prezado Sr. Eric,

O McDonald's repudia veementemente um e-mail de remetente não identificado, de conteúdo irresponsável e sem fundamento que tem circulado pela Internet dando conta de que uma consumidora teria encontrado um camundongo em um sorvete da rede.

O McDonald's segue o mais rígido e avançado controle de Segurança Alimentar do país. O fato abordado na corrente é simplesmente impossível de acontecer. Não há como qualquer objeto passar pelo bico da máquina de sorvete. As casquinhas de todos os sorvetes são embaladas uma a uma. Além disso, os restaurantes são vistoriados regularmente pelos órgãos de saúde e podem ser visitados a qualquer momento por qualquer cliente que assim desejar.

Infelizmente, por se tratar de corrente de remetente anônimo, a empresa não pode tomar qualquer atitude legal contra os responsáveis.

O McDonald's reforça que oferece sempre produtos seguros e de alta qualidade aos nossos consumidores. Reiteramos que os consumidores que ponham isso em dúvida estão convidados a conhecer a cozinha de nossos restaurantes e conversar com um de nossos gerentes.


Atenciosamente,

Departamento de Relacionamento com o Cliente
McDonald’s Brasil
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Segue abaixo outros posts relacionados:
- Bichos nos sucos Mais e Del Valle ?!?!
- Denúncia: supermercado Extra engana consumidor
- Consumidor ganha poder através dos blogs e redes sociais
- O paradigma do blog corporativo



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20.7.08

[updated] Denúncia: supermercado Extra engana consumidor


Um tanto off-topic esse post, mas ainda assim resolvi publicar. Quem sabe não seja mera coincidência acontecer esse fato justamente após publicar um post falando como a internet pode ser uma aliada do cidadão e conseqüentemente, para o consumidor.

Tenho o costume de fazer minhas compras de supermercado semanalmente. Costumava fazê-las no supermercado Extra do Itaim, aos domingos, em razão da tranquilidade. Porém vou procurar um novo supermercado agora.

Hoje passei por um problema que não é novo, já ouvi outros comentarem, mas desta vez tirei fotos para comprovar a denúncia. Resolvi levar uma lanterna que na gôndola a etiqueta indicava o valor de R$4,75, como podem ver na foto abaixo:

Porém, ao chegar no caixa a máquina registradora cobrou o valor de R$5,99. Fiz então a foto para confirmar. O valor cobrado seria 25% superior ao indicado na gôndola.

A atendente do caixa chamou o fiscal que autorizou a cobrança de R$4,75, já que eu estava com a etiqueta da gôndola para confirmar.

Porém fiquei imaginando, e todas as outras dezenas de produtos que eu comprava naquele momento, teria que conferir cada um deles? E os próximos consumidores que levarem a mesma lanterna, que valor irão pagar? Como garantir que se tratava de um fato isolado e não um erro freqüente? E todas as compras que já fiz naquele estabelecimento nos últimos anos?

Pedi ao fiscal para chamar o gerente pois queria uma justificativa pela falha e uma garantia de que os demais produtos não teriam o mesmo erro. Resposta: não havia gerente naquele momento para falar comigo. E sugestão do fiscal: eu deveria olhar sempre o valor da etiqueta na gôndola de cada um dos itens e depois conferir com a máquina registradora, assim como fiz com a lanterna. Claro! O dever de qualquer consumidor atento.

Resolvi então escrever esse post para avisá-los: quando comprar no Extra do Itaim, lembre-se de anotar o preço de cada produto que comprar, e depois no caixa confira uma-a-um; ou então, prefira comprar em outro supermercado mais confiável.

OBS: por conta desse transtorno encontrei um serviço muito interessante na internet: o site Reclame Aqui recebe as denúncias dos consumidores e abre espaço para a defesa do estabelecimento. O Extra supermercados tem, até então, 361 reclamações! Definitivamente farei minhas compras em outro lugar a partir de agora.

Ofereço também o campo de comentários deste blog, caso o Extra Itam queira dar alguma justificativa pelo ocorrido.

[updated 23/07/08] Logo cedo recebi a ligação do Gerente Carlos Felipe, da loja Extra do Itaim. Ele foi extremamente atencioso e compreendeu muito bem meu argumento quanto a perda de confiabilidade. Ele explicou toda a dinâmica de atualização dos preços e afirmou existir funcionários específicos para checagem dos preços. Disse ainda receber periódicamente um relatório com o índice de erro, que gira entorno de 1% a 2%.
Durante nossa conversa ele comentou que havia lido esse post e também todos os comentários deixados pelos leitores deste blog. Comentou que iria inclusive encaminhar o post para os reponsáveis da rede Pão de Açúcar.

A atenção prestada neste caso e também em outros que esse blog já registrou mostra que a rede Pão de Açucar, bem como muitas empresas em todo o mundo já estão compreendendo que hoje o mercado são conversações, como já dizia o Manifesto Cluetrain, escrito em 1999. As empresas estão, aos poucos, aprendendo a manter uma proximidade maior com seus consumidores, interagir, conversar, ouvir e falar, e perceber que elas existem não só para vender um produto, mas também para prestar um serviço.

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12.6.08

Carta a favor da qualidade na publicidade brasileira

Aos dirigentes das grandes agências brasileiras,

Quando resolvi atuar no campo da educação, em especial na graduação do curso de comunicação e marketing, sabia que o envolvimento com o aluno seria inevitável. Por conta disso, sinto hoje a necessidade de alertar aqueles que hoje controlam o mercado publicitário.

Pois afinal, vale lembrar que uma vez no passado, estes que hoje regem a publicidade, eram apenas empreendedores-sonhadores que iniciavam, cada um, sua própria agência. Nessa época a equipe era pequena, regida em tempo integral por esse sonhador.

Hoje o cenário é outro. As principais agências fazem parte de grandes grupos comerciais. O número de clientes e contas atendidas por cada agência é infinitamente superior. Se antes já não era estranho passar a madrugada em claro finalizando campanha, hoje isso é hábito, faz parte da cultura; quase uma tradição.

Porém o contexto econômico já não é mais o mesmo. Não se ganha com publicidade como antigamente. Não se paga como antigamente. Por conta disso, já faz alguns anos que vejo uma certa tendência emergir, porém ultimamente tenho ficado mais assustado com o volume de alunos do curso de publicidade e propaganda que relatam histórias semelhantes: seus chefes diretos, gerentes ou diretores resolveram pedir demissão. Não agüentavam mais a pressão e o volume de trabalho. Provavelmente o salário já não compensava as madrugadas em claro.

Ao invés de contratar um profissional do mesmo porte, a agência efetiva o aluno-estagiário e ele passa a cuidar da área. Até ganha seu próprio estagiário. Aparentemente todos ganham.

Mas a realidade é que esses recém efetivados chegam em minha sala de aula reclamando que na agência não há mais ninguém por perto com experiência profissional, alguém em quem eles possam se espelhar, ou ao menos, tirar as dúvidas do cotidiano. A média de idade de toda equipe fica próxima dos 23, no máximo 25 anos. É ótimo ter uma equipe jovem, porém falta experiência! O risco de um erro acontecer cresce! Não há maturidade suficiente para assumir tanta responsabilidade. E mais: um aluno comentou que fizeram uma enquete e descobriram que em toda a agência, apenas 3 pessoas tinham mais de 2 anos de casa...

Não podemos deixar a qualidade da publicidade cair ao obrigar a nova geração a aprender tudo sozinha. Temos que saber equilibrar a jovialidade de uma equipe recém formada com a experiência e repertório de profissionais reconhecidos.
Sei que não estou anunciando nada novo. Já até rotularam como `juniorizaçao”; mas parece que agora a bolha deve estourar a qualquer minuto.

Não quero mais ver meus alunos perdidos e assustados com o cenário do mercado publicitário. Não quero mais ouvir sobre a falta de criatividade e inovação da publicidade brasileira. Senhores dirigentes dos grandes grupos de publicidade, por favor, reflitam sobre essas palavras.

Obrigado,

Eric Messa


Posts relacionados:
- Qualidade já
- Carta a favor da qualidade na publicidade
- Aquele sobre a qualidade da publicidade
- Em Favor da Qualidade

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6.6.08

Primeiro caso de SPAM brasileiro no Twitter: Casas Bahia

Foi o Carlos Merigo quem deu a dica em seu blog: a Casas Bahia resolveu usar o rede Twitter em sua estratégia de comunicação, assim como fizeram outras marcas pioneiras.

Porém ela conseguiu algo que a diferenciou das outras marcas: lançou o pior modelo de uso do Twitter em ações de comunicação.

De fato, talvez melhor classificar como SPAM e não uma efetiva ação de comunicação.

A Casas Bahia criou um usuário no Twitter que fica constantemente enviando a mesma mensagem publicitária para cada usuário da rede.

A segunda fase do projeto é mais coerente: o usuário no Twitter é utilizado parar publicar mensagens de amor encaminhadas pelos participantes da campanha para o dia dos namorados, mas sem dúvida a primeira fase da campanha não caiu bem aos olhos dos usuários da rede Twitter.

Não, realmente algumas marcas não entendem nada de social media... ou melhor, a culpa nem sempre é da marca, mas da agência que criou a estratégia de comunicação.

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29.4.08

Bichos nos sucos Mais e Del Valle ?!?! [updated]


No inicio de março/2008 recebi uma daquelas "correntes" enviadas por e-mail que alertava sobre um objeto estranho encontrado dentro da embalagem tetrapack de 1L do suco da marca Mais.

Como não sou consumidor do produto não dei muita atenção, porém achei um tanto estranha a aparência do tal objeto que informavam estar dentro da embalagem. As fotos, eram cerca de 4, impressionavam bastante e o e-mail falava sobre a possibilidade de tratar-se de alguma espécie de bicho.

Agora na última semana do mês recebi mais um e-mail, encaminhado por outra pessoa. Desta vez havia uma longa descrição do "caso", comentando inclusive contatos com o fabricante etc. Mais uma vez havia um objeto dentro da embalagem do suco, mas desta vez era da marca Del Valle.

Tanto a marca Mais quanto Del Valle pertencem atualmente à Coca-Cola do Brasil o que poderia, eventualmente, justificar a mesma falha nos dois produtos.

Mas o que motivou escrever esse post é uma outra possibilidade para essa história: todo o sensacionalismo do e-mail bem como das diversas fotos anexadas me fazem pensar na possibilidade de um "viral" com o objetivo de difamar tais marcas que possuem grande fatia do mercado consumidor.

Ou seja, uma possível ação anônima para diminuir o consumo desse produto e quem sabe abrir espaço para um concorrente indireto, a partir da diminuição do espaço conquistado pela Coca-Cola.

Na internet não encontrei nenhuma informação adicional. Caso tenha algum dado novo e queira colaborar com essa "investigação", deixe seu comentário!

[UPDATED 01/05/08] Recebi ontem uma mensagem da Del Valle dizendo que ainda está analisando o material e que não possui informações adicionais:

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from: sac.br@delvalle.com.br

Ficamos gratos por ter nos procurado, pois você nos proporcionou a oportunidade de esclarecer o conteúdo da mensagem que nos enviou, referente a um problema ocorrido com o suco Del Valle Soja sabor Laranja.

Assim que conversamos com a consumidora Regina Lavalli Ramos, tomamos todas as providências para recolher o produto e enviá-lo para análise. No momento, a amostra já foi encaminhada para o nosso Departamento de Controle de Qualidade e será analisada junto com amostras do mesmo lote de fabricação. Assim que tivermos o resultado, entraremos em contato com você.

Por enquanto, contando com sua confiança em nossa marca, colocamos nossos serviços à disposição para esclarecer eventuais dúvidas e receber suas opiniões.

Atenciosamente,
Lizzie Taba
Serviço de Atendimento ao Consumidor Del Valle
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[UPDATED 06/05/08] Hoje a Del Valle enviou para meu e-mail o comunicado que segue abaixo. Mesmo que ainda esteja em aberto o caso do suco Mais! é verídica a existência da reclamação de uma consumidora do suco Del Valle e fica de certa forma descartada a hipótese de algum plano para denegrir a imagem das marcas envolvidas.

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from: sac.br@delvalle.com.br

Olá, ERIC !
Conforme prometemos no e-mail anterior, estamos enviando o resultado da análise realizada pela Del Valle referente à reclamação divulgada em corrente pela internet. Ficamos gratos por ter nos procurado, pois você nos proporcionou a oportunidade de esclarecer o ocorrido. Segue abaixo a posição oficial da empresa.
Atenciosamente,
SAC Del Valle

ESCLARECIMENTO AO CONSUMIDOR
Todos os produtos da Sucos Del Valle, sem exceção, passam por rigorosos processos de análise de qualidade, o que garante sua liderança absoluta há anos.

Infelizmente, têm circulado em "corrente" na internet textos referentes à reclamação de uma consumidora do Del Valle soja laranja sobre um objeto estranho encontrado no referido produto.

Face à circulação desta notícia e em respeito aos seus milhões de consumidores, a Sucos Del Valle vem informar que o atendimento foi realizado através do SAC (serviço de atendimento ao consumidor) no dia 04/04/2008.

A embalagem recebida da consumidora estava aberta, sem nenhum vestígio de produto, cortada e contendo, aparentemente, um bolor. Análises conduzidas pelos técnicos do laboratório de controle de qualidade da Sucos Del Valle do Brasil constataram que havia, também, um rompimento da solda longitudinal, responsável pelo fechamento das embalagens.

Esse rompimento, possivelmente, foi ocasionado pelo manuseio inadequado da embalagem, durante alguma das etapas do processo de distribuição, onde a embalagem deve ter sofrido impactos maiores do que aqueles que pode suportar, seja no carregamento, descarregamento, distribuição ou no empilhamento, e até mesmo ter sofrido uma queda no ponto de venda. Com a estrutura da embalagem comprometida, há a formação de micro furos que permitem a entrada de ar e, consequentemente, oxigênio e microorganismos que em contato com o produto podem alterar o sabor e o odor e até provocar a formação de bolor. Geralmente, o indício de alteração das qualidades do produto é a embalagem apresentar um leve estufamento.

No caso analisado, o objeto estranho identificado é um bolor possivelmente provocado pelas condições acima mencionadas. O processo produtivo dos Sucos Del Valle é composto por vários filtros (pasteurização e homogeneização) que impedem a presença de qualquer objeto estranho no processo de produção e de envase das embalagens dos produtos.

Portanto, a presença de objetos estranhos nos nossos produtos é totalmente descartada. Assim, a entrada de qualquer objeto só ocorre após o produto ter sido aberto para consumo ou por causa de danificação da embalagem.

A Sucos Del Valle, também, mantém amostras de segurança de todos os lotes produzidos, conhecidas como amostras de referência. Analisando este material do lote em questão, da embalagem entregue pelo consumidor, nada foi identificado com relação às características físico-químicas, microbiológicas e de embalagem.

Esperamos com esses esclarecimentos dar fim aos apontamentos infundados e reforçar que a Sucos Del Valle é uma empresa que prima pela qualidade dos seus produtos e respeita seus consumidores.

São Paulo, 29 de abril de 2008.

Sucos Del Valle do Brasil
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22.4.08

O excesso da mídia no caso da menina Isabella

Não pretendia ser mais um a palpitar sobre esse assunto, mas depois de ver a capa da revista Veja desta semana e conversar com alguns amigos da área da comunicação, resolvi publicar esse breve post.

Sem dúvida a história da pequena Isabella é praticamente um roteiro de CSI. É um caso que gera indignação em qualquer um que ouve falar; mas nem por isso acredito que a população deva fazer justiça com as próprias mãos. É preciso ter paciência e aguardar a decisão da Justiça, ou seja, dos tribunais.

Porém aquele que estuda os meios de comunicação ou que ao menos conhece exemplos do passado como o caso da Escola Base, sabe que a revista Veja exagerou na capa dessa semana. Quando comentei o assunto desse post, Gilberto Pavoni Jr postou no Twitter um link que faz um resumo da história ocorrida na Escola Base e mostra a participação da Veja também nesse caso.

Na capa desta semana, o contraste de tamanho dos tipos utilizados no título da matéria, enfatizando apenas as palavras "foram eles", bem como o apelo estético da foto de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, selecionada para estampar a revista, são bons argumentos para aquele que pretenda afirmar que a revista induz seu leitor a entender que os pais da garota Isabella são, definitivamente, os "culpados". Porém, por enquanto não houve julgamento algum para que a sentença seja efetivamente publicada pelos meios de comunicação.

É fato que a revista está apenas apresentando a afirmação da Polícia, mas a construção estética da capa coloca em segundo plano esse "detalhe".

É preciso ser justo e deixar claro que a Veja não é a única. Jornais e canais de televisão diariamente aproveitam desse tema para disputar audiência, esquecendo que com isso estão suscitando a população a antecipar a decisão da Justiça.

E eles, os meios de comunicação, insistem em dizer que não são influenciadores sociais! Não, não são. Sou eu, autor desse simpático blog, que estimula uma centena de pessoas a ficarem plantadas na porta da casa dos acusados (obs: acusado não é o mesmo que culpado). E ainda dirão: - Eles, os populares, foram para lá por livre e espontânea vontade...

OBS: Será que o Ombudsman da Veja fará algum comentário a respeito? Ah! A Veja não tem ombudsman...

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27.3.08

A ética do Hyundai Azera


Este post foi publicado por sugestão de alguns alunos do curso de Publicidade & Propaganda, inconformados com a falta de ética do anúncio do carro Azera.

Realmente a Hyundai trouxe uma campanha agressiva para o lançamento do modelo Azera 2008. No comercial para televisão a mensagem diz que o Azera é “mais potente que um Mercedes-Benz Classe C, mais admirado que um Lexus 350 e mais espaçoso que um BMW Série 7″, e finaliza ao dizer que o mais impressionante é o preço.

Procurei refletir sobre o caso e também discutir com alguns amigos. Achei complicado, neste caso, prever o que pode acontecer caso essa campanha seja colocada em julgamento pelo Conar (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária), pois há diversos tópicos a considerar, dentre eles:

- Não se trata de propaganda enganosa, pois provavelmente a Hyundai tem dados e pesquisas para confirmar as afirmações;

- É um anúncio comparativo, que geralmente esbarra em questões éticas e uma delas é evidenciar a marca concorrente;

- Citar o nome da marca concorrente pode não ser falta de ética, mas sem dúvida é visto, no mínimo, como um ato deselegante;

- Mas julgar a citação do nome do concorrente como impróprio e indevido é um risco grande para cair no campo da restrição da verdade;

- Obviamente o espaço para a verdade e a denúncia deve estar mais no jornalismo do que na publicidade, porém, a publicidade não pode se isentar completamente da verdade, ou então acabamos caindo na descrença completa;

- Penso que em época eleitoral, por exemplo, um candidato deveria ter a liberdade de fazer uma denúncia (comprovada, obviamente) em relação a seu concorrente, seja através de uma notícia jornalística como também de um anúncio publicitário.

- E por fim, acredito que seja completamente desnecessário a opção "panos quentes" em que o anúncio comparativo cita os concorrentes apenas com as iniciais do nome ou simplesmente como "concorrente X".

Deixo abaixo o comercial de TV para que você mesmo faça sua consideração:

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